
Um dos mais aguardados shows do ano em Curitiba aconteceu nesse sábado (21/09). Caetano & Bethânia subiram ao palco da Pedreira Paulo Leminski e cantaram um apanhado de sucessos das seis décadas dedicadas à música. Os irmãos baianos trouxeram músicas que marcaram as suas carreiras, mas também outras escolhas menos óbvias, atuais ou mais antigas, e algumas homenagens. O maior palco ao ar livre da América Latina reuniu 24 mil pessoas para celebrar a música brasileira. Até a chuva esperada deu uma trégua e não apareceu.
O palco minimalista centralizava Caetano Veloso e Maria Bethânia, que usavam dourado e bordô, cercados pelos músicos, de azul. A iluminação, assim como os artistas, não traziam grandes movimentos. Os telões verticais, em especial os laterais, ficavam com a imagem fixa dos cantores, o que tornava cada movimento (ou falta dele) algo gigantesco. Ali, um certo nervosismo de Bethânia ficou mais aparente. O irmão a apoiava, com o carisma que Caetano traz desde a juventude. A cumplicidade entre os irmãos no palco tornava o show gigantesco uma experiência quase intimista.

Caetano & Bethânia na Pedreira Paulo Leminski 2024. Foto: Hay Ramos.
Com o repertório revelado desde a primeira apresentação, a turnê não chega a surpreender mais do que algumas escolhas já reveladas. O show começou com “Alegria, Alegria” mostrando que os irmãos querem mesmo é fazer o público se divertir e se emocionar. Canções como “Os Mais Doces Bárbaros” e “Oração ao Tempo” resgataram sucessos de momentos importantes da carreira dos dois.
Aos poucos, Bethânia foi se soltando. As mãos deixaram de ser contidas e o sorriso foi surgindo. No primeiro momento em que se separaram, a cantora sentou para assistir o irmão entoar “Tropicália”, depois foi a vez dele assisti-la interpretar “Marginália II”. “Um Índio” os reuniu de volta para um tom emocional à canção, acompanhada de fotos de indígenas, personificando a mensagem urgente da canção. As imagens do telão como um todo eram bem colocadas, passando por fotos de infância e de alguns shows antigos, sem exageros, além de cenas temáticas em transições suaves.

Caetano & Bethânia na Pedreira Paulo Leminski 2024. Foto: Hay Ramos.
O show continuou com as partes solo. Caetano foi para as faixas de maior sucesso: tocou violão em “Sozinho” e resgatou “Leãozinho”. Alguns arranjos foram repaginados, dando um ganho para a experiência ao vivo. “Você Não Me Ensinou a Te Esquecer” ressoou com percussão e bateria ainda mais acentuados.
As faixas que Bethânia cantou solo parecem escolhas mais emocionais, como “Brincar de Viver”. “Negue” traz a dramaticidade que consagrou apresentações ao vivo da cantora, que nesse momento deixou a timidez de lado e comandou o gigantesco palco sem sair do lugar. Com outro figurino, mas sem deixar o dourado de lado, impactou visualmente com um vestido longo e paletó de veludo. Ela se entregava aos sentimentos das músicas em performances muito bonitas.
Bethânia e Caetano cantaram algumas músicas que, mesmo que tenham gravado, ficaram famosas com outros artistas. Caso de “Gita”, do Raul Seixas, mas que combinou com os irmãos e é bem colocada. Eles homenagearam Gal Costa (falecida em 2022) em versões de “Vaca Profana” e de “Baby”. Nessa, Bethânia errou a letra – empolgada com o verso “vivemos na melhor cidade da América do Sul”, entoando “América do Sul” uma vez mais, seguido de um sorriso genuíno. Um erro simbólico para uma das vozes que mais cantou o valor do povo brasileiro e latino-americano.

Caetano & Bethânia na Pedreira Paulo Leminski 2024. Foto: Hay Ramos.
Uma versão poderosa de “Fé”, da cantora IZA, foi acompanhada pelo calor do público. Caetano e Bethânia cantam há 60 anos e ainda demonstram a relação íntima com a música, com as novas gerações e com o enfrentamento à caretice, mesmo que por vezes de forma mais tímida. Com o show chegando ao fim, Bethânia largou sorrisos sinceros não só ao irmão como a todo o público, usando cada vez mais seu famoso gesto de erguer as mãos. A certeza de ter entregado um show memorável a uma grande e receptiva plateia.
O bis do show veio com “Odara”, mas Caetano e Bethânia quase não cantaram, deixando esse momento para a banda. Os músicos apareceram em destaque no palco, mostrando talentos de diferentes gerações muito bem selecionados, dignos dos filhos de Dona Canô. Mais um capítulo de sucesso nas carreiras de dois nomes que ajudaram a escrever a história da música brasileira.

Data de Lançamento: 16 de outubro
The Mastermind centra sua história num audacioso assalto a uma obra de arte na Nova Inglaterra nos anos 1970, isto é, sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país. JB Mooney (Josh O’Connor) era um carpinteiro desempregado que decide virar um ladrão amador de obras de arte. Enquanto o homem planeja seu primeiro grande crime e se prepara para realizá-lo, um mundo marcado por mudanças sociais e políticas se faz cada vez mais presente em sua jornada. As coisas, porém, saem do controle, virando sua vida de cabeça para baixo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em Conselhos de Um Serial Killer Aposentado, um escritor em bloqueio criativo chamado Keane vive um momento tenso em sua carreira e em seu casamento. Sem escrever um livro há quatro anos, de repente, ele se vê diante de um pedido de divórcio da esposa Suzie, cansada das desculpas e da falta de ambição do marido. Enquanto tenta vender um romance policial sobre serial killers, Keane é abordado por um homem misterioso chamado Kollmick, que se diz um assassino em série aposentado e oferece sua expertise para Keane. De repente, o jovem autor se envolve numa peculiar amizade com o estranho homem. Conselheiro literário à noite, de dia Kollmick, quase que por acidente, começa a atuar também como terapeuta matrimonial de Keane, ajudando o escritor a curar as feridas de seu relacionamento com Suzie. A desconfiada esposa, porém, passa a suspeitar que ela possa ser a próxima vítima do esquisito assassino.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O Bom Bandido (Roofman) se inspira na história real e inesperada de um assaltante chamado Jeffrey Manchester (Channing Tatum), que ficou conhecido como o “ladrão do telhado”, e seus esforços criativos de fugir da prisão. Jeffrey é um ex-oficial da Reserva do Exército dos EUA com dificuldades de se sustentar. Quando ele é pego roubando um McDonald’s para alimentar seus filhos, ele é pego, sentenciado e preso, mas rapidamente consegue escapar. Enquanto foge das autoridades, Manchester se abriga numa loja de brinquedos, onde se esconde atrás de uma parede. O tempo passa e a caça por ele se apazigua, o que deixa o caminho aberto para Jeffrey se aproximar da vendedora Leigh (Kirsten Dunst), por quem se apaixona e começa um romance. Uma série de dilemas se apresentam então para Jeffrey, enquanto Leigh permanece alheia à moradia improvisada do namorado na loja onde trabalha e ao histórico criminal do fugitivo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Último Rodeio, um montador de rodeio aposentado, conhecido como uma lenda da competição, arrisca tudo para salvar seu neto de um tumor agressivo no cérebro que exige uma cirurgia cara e invasiva que o seguro de saúde da família não cobre. De frente para seu doloroso passado e os medos da família, Joe Wainwright volta aos circuitos e entra numa competição de alto risco organizada pela liga profissional de montadores e aberta apenas para veteranos e antigos vencedores com um prêmio significativo em dinheiro. Como o competidor mais velho de todos os tempos, Joe volta a treinar e embarca numa jornada de reconciliação com feridas antigas e com a filha há muito afastada de sua vida. No caminho para essa desafiadora montaria, o ex-competidor descobre ainda o poder da fé e a verdadeira coragem que existe em lutar pela própria família.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O filme Eu e Meu Avô Nihonjin acompanha de perto a história de Noboru, um menino de 10 anos que resolve investigar a vida de seus antepassados. Por conta de sua descendência japonesa, ele busca saber sobre a origem migratória de sua família, e o único que pode ajudá-lo é seu avô, um senhor que evita falar do passado. No entanto, com a insistência do neto, a animação brasileira desenhada a mão com traços de desenhos típicos do Japão é tomada por uma série de conflitos, mostrando um homem que nunca quis deixar de ser japonês e uma criança que busca afirmar a sua identidade brasileira. No meio disso, Noboru descobre a existência de um tio que nunca havia conhecido.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Telefone Preto 2, a jornada do menino que fugiu parece só ter começado. Quatro anos após matar e escapar de seu sombrio sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal sendo o único sobrevivente do macabro cativeiro d’O Pegador. Enquanto o jovem encontra dificuldade de superar seu trauma, sua obstinada irmã mais nova Gwen começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, tendo ainda pesadelos recorrentes com três garotos sendo perseguidos num acampamento chamado Alpine Lake. Decidida a investigar a origem dessas visões, Gwen convence Finney a visitar o local durante uma tempestade de neve. O que os irmãos descobrem é que existe uma ligação perturbadora entre a história de sua família e o assassino que os atormenta. Atrás de vingança, O Pegador não só ameaça Gwen, mas se torna ainda mais poderoso depois de morto, obrigando Finney a enfrentar um mal inimaginável.
Quando: 16 de outubro de 2025.