Esse fim de semana foi abençoado por [insira seu Deus ou a eventualidade metereológica atípica curitibana aqui]. Sábado começou com um ventinho frio que me fez, antes de ir à Pedreira Paulo Leminski para o Prime Rock Brasil, voltar e pegar uma jaqueta, mesmo que fina. Eu poderia precisar. Afinal, tudo começaria ainda antes das 16h, mas não terminaria antes da 1 da manhã. E eu precisei dela no final da noite, mesmo em meio a uma multidão de pessoas unidas por um ritmo: o rock nacional.

Humberto Gessinger entrou no palco após a banda O Rodo. Risonho, cativante. Disse que viraria uma pantera cor de rosa devido ao sol, levando a plateia às gargalhadas. E ele deu boas-vindas ao dia maravilhoso com um cenário como o da Pedreira. Com um público que não tirou os olhos dele. Até comentou de uma banda meio que conhecida aí, a Engenheiros do Hawaii. Infinita Highway. Pra ser sincero? Prazer em vê-lo. Até mais!

Crédito: Alex Franco | Curitiba Cult

E logo depois chegaram os garotos da Paralamas do Sucesso. O sol continuava implacável, mas ninguém queria saber de sombra. Tinha gente sentada, gente pulando, casais se beijando e o dia, foi bem, passando. Aonde quer que fossem, levavam todos com o olhar. De alegria. De nostalgia. Alagados, inundados por sentimentos variados.

Aí vai lá, pega uma cerveja, come um hamburger em uma infraestrutura privilegiada. Pouca fila, muitos amigos novos, um papo aqui, outro ali, deita no chão, passa protetor solar. Pera, Frejat entrando no palco? Corre pra ver! Todo mundo virou puro êxtase. Pensou, dançou. Se entregaram a uma ideologia. Lembraram-se de um ícone da música brasileira. Condinome? Beija-flor.

Crédito: Alex Franco | Curitiba Cult

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Pensa que estava perto do fim? De jeito algum. Nando Reis chegou com seu Rock ‘n’ Roll e me fez ir às lágrimas. É por todos nós que ele ainda canta. Falou do céu que, já escuro, estava repleto de estrelas, mas que havia uma em especial, sobre quem a música seguinte falava: All Star. Satisfeitos, sorrimos.

Queima de fogos. Momento em que todos pararam para um espetáculo pirotécnico. Depois, Jota Quest chegou quebrando tudo no Prime Rock Brasil. Ficou do nosso lado, porque tudo o que acontece na vida tem um momento e um destino. Viver não é só um ofício. É uma arte!

Ficou frio depois da apresentação. Nem minha jaqueta estava ajudando, mas os estranhos com quem eu conversava me confortavam. Aí, apresentação final. Capital Inicial.

Dinho Ouro preto estava visivelmente num estado de euforia, não conseguia parar de sorrir. Gritou independência, não olhou para trás, questionou sobre o país. Contou a história de uma menina que usa salto 15 e saia de borracha. Todos os milhares de corpo viraram sol. Não havia chuva.

Depois de um encerramento emocionante, o Prime Rock Brasil marcou a memória de cada um que estava lá. Aparentemente, o segundo sol chegou e realinhou as órbitas dos planetas. O dia não só nasceu como terminou feliz, com apresentações impecáveis de bandas históricas em um cenário incrível com uma estrutura fenomenal.

E como, como foi feliz.

Crédito: Alex Franco | Curitiba Cult

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