E se todos pudéssemos não nos conter por um momento que fosse? É interessante observar que a música, no geral, causa um efeito semelhante em todos aqueles que apreciam determinado gênero ou banda: entrega. Claro que boa parte do processo depende de quem executa as melodias, e, no caso da banda Angra, não é preciso muito esforço para hipnotizar seu público.

No último dia 26, promovendo o lançamento do álbum Secret Garden, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Bruno Valverde, Fabio Lione e Felipe Andreoli subiram aos palcos curitibanos sem firulas ou exageros; é com a aparente devoção ao trabalho que apresentam que capturam a atenção de cada membro da plateia.

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O show começou explosivo e se manteve assim durante toda a execução. O clima de união e familiaridade, tão presente em apresentações de metal, podia ser observado em casais abraçados, grupos em disputas saudáveis… Isso quando não tocava “aquela” música específica e o palco era esquecido por amigos, que se preocupavam mais em abraçar uns aos outros e dramatizar cada verso.

Uma das caraterísticas mais marcantes foi o fato de o tom de voz de Lione coordenar os fãs, que não raramente se viam sem fôlego por tentar acompanhá-lo. O artista, inclusive, arriscou bater papo em português, sendo extremamente bem-sucedido e encantando quem o escutava tropeçar em concordâncias.

– E tá aprendendo rápido. No ano passado, ele só falou em inglês.

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Com organização impecável, intensidade e carinho, Angra, afinal, justifica a fama que tem. São poucas as bandas cujas canções são todas cantadas pela plateia, e essa é uma característica da qual os membros do grupo podem se orgulhar. Uma apresentação de metal, afinal, é uma reunião de família, e nesta noite, afinal, havia uma.

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