Você é um Curitibanista? Conheça o termo que começa a ganhar força em Curitiba

foto: Divulgação

Curitiba sempre teve seus criadores. Seus pensadores, artistas, músicos, arquitetos, chefs de cozinha, diretores, escritores e poetas. Mas nunca teve, até agora, um nome que unisse tudo isso em uma ideia coletiva. Foi nesse cenário que surgiu o termo Curitibanista, apresentado por dois produtores culturais da cidade: Felipe Müller e Leandro Karam, sócios da Milk Films, que no ano passado lançaram a marca Curitibanismo — uma iniciativa que começa como identidade visual, mas que já se projeta como um possível movimento cultural.

Curitibanista é quem vive e valoriza a cultura da cidade. Quem cria aqui, quem consome o que é feito aqui, quem se orgulha da produção local. A gente só deu nome pra algo que já existia”, explica Felipe.

A ideia do Curitibanismo veio quando percebemos o quanto de coisa boa é feita em Curitiba — e como ainda falta reconhecimento. A cidade sempre teve grandes nomes, mas muita gente incrível ainda passa despercebida. A marca nasce pra valorizar isso”, completa Leandro.

Da marca ao movimento

O Curitibanismo nasceu da experiência de Leandro e Felipe com a cena musical curitibana. Registrando e produzindo conteúdo com bandas locais, perceberam uma necessidade constante de valorização da cultura feita na cidade. A partir disso, criaram a marca com identidade visual própria, frases de impacto e um manifesto poético que já circula nas redes sociais.

Mas, mais do que uma marca, o Curitibanismo quer ser um símbolo de pertencimento. E o Curitibanista, aquele que se vê na arte feita aqui — mesmo que em silêncio, como a cidade gosta. “Ser Curitibanista não tem a ver com onde você nasceu, mas com como você enxerga e valoriza o que é feito em Curitiba”, resume Felipe.

Curitiba pulsa, mesmo que em silêncio

A proposta tem ganhado apoio entre artistas, produtores e entusiastas da cena local. O termo Curitibanista começa a aparecer em bios de redes sociais, assinaturas de projetos e até camisetas. Segundo os idealizadores, esse é só o começo. “A gente quer que as pessoas se declarem Curitibanistas. Que reconheçam que estão inseridas em algo maior, e que isso tem valor”, afirma Leandro.

Para além da estética, o movimento quer reforçar uma rede: mostrar que Curitiba tem cultura pulsante — do Guaíra aos bares do Rebouças, da Ópera de Arame aos coletivos independentes da periferia. E que isso tudo merece ser reconhecido, consumido e celebrado.

Se você apoia artistas locais, lê autores daqui, compartilha filmes feitos na cidade, vai a espetáculos, feiras, festivais e apresentações independentes — então sim, você já é um Curitibanista.

Por Curitiba Cult
06/05/2017 14h25