
Quando Gilberto Gil anunciou que a turnê “Tempo Rei” seria sua despedida dos palcos, toda uma expectativa foi criada sobre os shows. E o baiano foi confirmando cada vez mais datas pelo Brasil, convidando outros artistas para fazer uma participação especial diferente a cada cidade. E mesmo com esse ritmo de espera ansiosa, o cantor e compositor chegou a Curitiba com muita energia e superando expectativas. Gil se apresentou na Arena da Baixada na noite de sábado (05/07) para mais de 25 mil pessoas.
Uma turnê de despedida cria uma promessa de que grandes sucessos vão ser celebrados. Logo na chegada, na pista premium, artistas fantasiados como capas icônicas do músico, de “Gilberto Gil” (1968) a “Parabolicamará” (1991) circulavam entre o público. Como se convidassem para aquela viagem por décadas de música de um dos maiores artistas brasileiros. Com pouco atraso, o show começa. Sem muitas delongas, um vídeo de contagem regressiva com algumas fotos toma os telões laterais. Não há uma introdução ou resgate da história – o que Gil quer contar, ele conta na música.
A apresentação se inicia com a bem colocada “Palco”. Ele chega animado, a voz ainda mais tímida, se aclimatando a Curitiba. A cenografia é uma das mais bonitas. Além do telão no fundo e os dois laterais, há sobre a banda duas espirais de telas, como uma tira de DNA – ou, quem sabe, uma ampulheta estilizada. Por ela, sobe e desce o tempo, com letras de música e detalhes das artes. A interação fica delicada e muito bonita.
Quando canta “Tempo Rei”, a voz de Gil vem com tudo, mostrando que a paixão pela música ainda vive – e com força – no artista de 83 anos. Ele cumprimenta o público, chama para cantar junto. E a iluminação cênica se volta para a plateia, em vários momentos, ajudando na interação entre artista e público. Mesmo sem que ele peça, a plateia por alguns momentos liga as lanternas, o que dá um efeito especial na Arena.

Gilberto Gil cantou em Curitiba neste sábado (05) na turnêde despedida Tempo Rei. Foto: Marcelo Andrade.
Os telões laterais não só transmitem as cenas do palco, como também recebem interferências interessantes. São detalhes como filtros de cor, pequenas ilustrações e interações com a cenografia central que dão dinamismo e fazem o melhor proveito da tecnologia para a experiência cênica.
Gilberto Gil mostra no repertório escolhido para a turnê de despedida sua versatilidade. Já gravou rock, reggae, MPB, baião. Aqui, rearranja algumas canções como ‘Back in Bahia”, mais balada do que rock como a original, acompanhando a banda focada em percussão e cordas. Antes de “Cálice”, um vídeo com depoimento de Chico Buarque tomou o telão, falando sobre a repressão da ditadura militar. Logo, ecoou um coro de “Sem anistia” pelo estádio. O público acompanhou Gil na canção, que trazia toda uma emoção ao cantar essa música.
Com a doçura que o caracterizou, quase se esquece da potência de várias canções dele que denunciavam a desigualdade e a violência. Mas Gilberto Gil faz questão de lembrar que sua música é celebração da vida e também protesto. Enquanto cantava, várias fotos de repressão na época da ditadura, e de pessoas desaparecidas como Rubens Paiva, apareciam no fundo.
A cada música, mudava o estilo de arte no telão. Muitas eram inspiradas por suas capas de disco, mas mais do que as reproduzir, as imagens criavam novos imaginários e significados. As bolhas de “Extra” (1983) e as colagens de “Refazenda” (1975) estão lá, em movimento e originalidade. Mas também há novidades, uma conexão com novas gerações de artistas. Caso de “Refavela” que é tocada com imagens criadas pelo artista Emerson “Saturno” Rocha e seu poderoso azul.

Turnê de despedida de Gilberto Gil em Curitiba teve Marjorie Estiano. Foto: Marcelo Andrade.
Algumas presenças seriam indispensáveis para a turnê de despedida dos palcos de Gilberto Gil. Ele vai apresentando a banda aos poucos ao longo do show, e entre os músicos, estão vários familiares. Da nora ao neto, passa ainda pela filha mais velha Nara (no backing vocal) e Bem, que é um dos diretores musicais da turnê. Assim como o pai, Bem toca guitarra no show. Outro destaque é a presença de Mestrinho na sanfona, artista que ganhou o Grammy Latino e recentemente lançou um disco homenageando Dominguinhos. Mestrinho foi apadrinhado pelo lendário sanfoneiro, que era amigo de Gil e com quem gravou várias músicas.
Em todos os shows, Gil convida uma figura surpresa. Já passaram pelo palco de Marisa Monte a Anitta, o que criou uma curiosidade em quem estaria por aqui. E a presença especial ficou com um nome local de destaque: Marjorie Estiano. A atriz e cantora – que não grava há mais de dez anos, tendo se dedicado mais ao audiovisual – dividiu o vocal com ele em “Não Chore Mais”. Luz na plateia, muitos celulares ligados, a interação e a emoção de Marjorie de estar no palco com Gil tornou o momento mais especial.
Em mais de duas horas de show, Gil sentou para tocar poucas músicas. No mais, estava de pé, até dançando. Trocou a guitarra por violão em “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, momento emocionante. Contou a história da música “Estrela” que era homenagem à filha de Paulo Leminski e Alice Ruiz, de quem Gil fora amigo. O clima de festa logo volta, com mais sucessos. “Realce” é um dos momentos mais animados. Gil ensaia uma despedida em “Aquele Abraço”, mas parece querer alongar o abraço ainda mais.
O bis tem “Esperando na Janela” e “Toda Menina Baiana”. Gilberto Gil sorri, canta, dança, vai e volta pelo palco, como se até ele não quisesse que essa turnê fosse uma despedida. Quando sai, a banda ainda faz sozinha “Atrás do Trio Elétrico”. Gilberto Gil é uma força da música e mostra o porquê de ser celebrado por tantas gerações em tantos gêneros musicais. “Tempo Rei” pode encerrar uma trajetória, mas assim como a visão cíclica do tempo que os povos originários têm, como a ampulheta do palco que desce, mas também sobe, e até como o “Drão” que morre para germinar, Gilberto Gil deixa o palco para se consagrar na nossa história. Sua música continuará voltando e renascendo, pela genialidade e paixão que ele dedicou a suas criações.

Data de Lançamento: 5 de novembro
Em Archangel, um militar ex-Boina Verde é um especialista e engenheiro de armas. Quando uma poderosa e implacável corporação ameaça uma comunidade rural em Wyoming, o engenheiro decide ajudar seus vizinhos, protegendo-os da empresa que tenta tomar suas terras e posses à força.

Data de Lançamento: 5 de novembro
O Gatola da Cartola, o felino mais animado e engraçado da literatura agora embarca numa aventura épica e hilária. Na trama, Gatola enfrenta seu maior desafio até agora no I.I.I.I. (Instituto da Instituição da Imaginação e a Inspiração limitada). Conhecido por seu jeito atrapalhado, Gatola precisa alegrar dois irmãos com dificuldade de se adaptar à nova cidade para onde acabaram de se mudar. Gabby e Sebastian conhecerão as travessuras inigualáveis e a personalidade caótica de Gatola, enquanto que, para o herói, essa missão pode ser a última chance de provar a si mesmo, com o risco de perder sua cartola mágica. Será que esse agente do caos sairá ileso das próprias tramoias?

Data de Lançamento: 5 de novembro
Em Cavalo Selvagem Nove, dois agentes da CIA são enviados para a ilha de Páscoa como um teste de confiança. Pouco tempo depois do golpe de Pinochet tomar o governo do Chile em 1973, os detetives da CIA Chris (John Malkovich) e Lee (Sam Rockwell) são transferidos de Santiago para a ilha de Páscoa por seu chefe MJ (Steve Buscemi). Entre as icônicas estátuas, os dois parceiros de longa data enfrentam seus passados sombrios e recentes conspirações. Chris, porém, pode colocar a perder a viagem de todos para esse paraíso quando ele se envolve com um grupo de estudantes rebeldes e revolucionários.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
“Braço Forte” é um drama que se passa na antiga zona portuária de Pelotas (RS), mostrando o cotidiano de trabalho e a escuridão que se instala no local

Data de Lançamento: 5 de novembro
Nova Éden acompanha o jovem Damião (Welket Bungué), um padre negro que chega ao Sul do Brasil na década de 1920 para catequizar uma vila formada por agricultores poloneses. No entanto, os colonos imigrantes logo passam a expor os seus preconceitos e se recusam a aceitar a presença do homem negro naquele local. Em pouco tempo, Damião conhece a história de Cecília, uma mulher milagrosa que conquistou o coração de todos. E mesmo sem ter muito convívio com os moradores, ele logo descobre que há na verdade uma força sobrenatural sinistra que ordena a cidade.

Data de Lançamento: 5 de novembro
Em Night of The Reaper, depois da morte da sua irmã Emily (Summer H. Howell), Denna (Jessica Clement) decide retornar à sua cidade natal para apoiar seus pais durante um período extremamente difícil. E quando sua amiga fica doente de última hora, ela precisa ser babá do filho do xerife da cidade, Rodney Arnold (Ryan Robbins), durante a noite sombria próxima ao halloween. Mas durante a noite na casa, Rodney começa a receber pistas estranhas sobre a morte de Emily e fitas VHS intituladas de “Night Of The Reaper”. Conforme assiste aos vídeos, os mistérios do presente aumentam e acabam retomando um outro assassinato do passado da cidade, logo a noite pacífica se transforma em uma luta para entender a verdade.

Data de Lançamento: 5 de novembro
Vicentina pede Desculpas traz um olhar sobre luto e a força de uma mulher para superar o que parece ser impossível. No que parecia ser uma manhã normal em Belo Horizonte, um acidente de trânsito causa mais barulho do que o normal na capital. O motorista de ônibus Wesley (Renato Novaes) perdeu o controle da direção ao cruzar um viaduto fazendo o veículo despencar para a via de baixo. Mas, quanto mais a polícia investiga, mais evidências surgem para provar que o acidente que matou quase todos os passageiros, incluindo o motorista, na verdade foi uma tentativa sucedida de suicídio. Vicentina (Rejane Faria), mãe de Wesley, vê as manchetes nos jornais e fica cada vez mais arrasada até que decide buscar as famílias das vítimas para pedir desculpas e tentar seguir em frente.

Data de Lançamento: 5 de novembro
George Michael: The Faith Tour acompanha duas apresentações de uma das estrelas mais influentes de sua geração, principalmente por conta de sua voz marcante e composições que definiram o estilo musical da época. Em 1988, os shows no Palais Omnisports de Paris-Bercy conseguiram capturar a essência do artista, mais especificamente no auge do seu poder criativo. A turnê também bateu recordes ao redor do mundo, levando às telas uma experiência imersiva espetacular.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
Baseado em uma história real, Assalto à Brasileira acompanha um jornalista recém desempregado chamado Paulo (Murilo Benício) que, enquanto tirava sua rescisão no banco, se vê envolvido em um dos maiores roubos da história do país: um crime à mão armada na maior agência bancária de Londrina em 1987, com mais de 300 reféns. Rapidamente o repórter faz bom uso da oportunidade e prepara um grande furo jornalístico. Paulo decide ajudar os mandantes do assalto, Moreno (Christian Malheiros) e Barba (Robson Nunes), durante as negociações com a polícia. Enquanto as autoridades rondam e isolam o local, o jornalista aproveita seu passe exclusivo e livre pela cena do crime e começa a entrevistar os reféns, reunindo evidências, histórias de vida e perspectivas do ocorrido para sua história. Ambientado em um cenário de crise econômica, o longa lembram o assalto ao Banestado que marcou e repercutiu na memória do país.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
Klara e o Sol trata-se de uma distopia futurista dirigida por Taika Waititi e baseada no aclamado romance de Kazuo Ishiguro. Nela, a tecnologia e o emocional se entrelaçam em uma história comovente. Klara (Jenna Ortega) é uma garota robô projetada para aliviar a solidão humana. Programada para compreender e interagir com os sentimentos dos seres humanos, Klara é comprada por uma mãe dedicada, Chris (Amy Adams), para sua filha, Josie (Tharia), uma jovem brilhante que enfrenta uma doença misteriosa. Josie logo se apega a Klara, encontrando consolo na companhia da robô, mas a sua condição está se deteriorando rapidamente. Determinada a ajudar sua nova amiga e a família que a acolheu, Klara embarca em uma jornada para descobrir a cura para a doença de Josie. Em sua busca, Klara se depara com os desafios e complexidades do amor e da perda humana, aprendendo sobre a profundidade dos sentimentos que vão além de sua programação. Enquanto Klara explora os limites do que significa realmente cuidar e amar, ela enfrenta dilemas éticos e emocionais, revelando como a verdadeira conexão pode surgir até mesmo em um mundo onde a tecnologia parece dominar. Klara and The Sol é uma reflexão tocante sobre a natureza do amor, a solidão e o que significa ser verdadeiramente humano.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
Godzilla Minus Zero se passa dois anos após a guerra reduzir o Japão a zero e todos terem que reiniciar suas vidas. Agora, em 1949, o país finalmente conseguiu se recuperar e retomar sua vida cotidiana, mas a família Shikishima encontra uma nova ameaça capaz de provocar mais um estado de calamidade tão ruim quanto o anterior. Depois de um longo período tentando se agarrar a um pouco de esperança, toda uma nação vê ela ser esmagada em um instante. Sem possibilidade de retorno, dessa vez não terá terceira chance. Tudo termina aqui, independente dos resultados. O tempo será curto, mas determinante para decidir todo o futuro do país.

Data de Lançamento: 5 de novembro
Rocha (Charles Paraventi) decide bancar o casamento da filha em San Martinez, uma ilha paradisíaca, e convida os inseparáveis Alexandre (Antônio Fragoso), Lima (Maurício Manfrini) e Diguinho (Nilton Bicudo), acompanhados de suas famílias, para uma celebração com tudo pago. Entre praias de águas cristalinas, resort luxuoso e festa à beira-mar, a viagem parecia perfeita. Porém, como o histórico dos amigos já indica, a tranquilidade dura pouco. Conflitos familiares, segredos do passado, inseguranças e muita confusão transformam o passeio em uma sucessão de perrengues. Enquanto Renata (Danielle Winits) e Vanete (Elisa Pinheiro) aumentam a tensão, Lima e Jussara (Cacau Protásio) apostam no famoso jeitinho brasileiro.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
Uma história emocionante de amor e memória familiar. Feito Pipa acompanha a relação de um menino queer de 11 anos chamado Gugu e sua avó Dilma que lentamente sente o avanço do Alzheimer tomar conta. Destemido, Gugu vive nas proximidades de uma barragem com Dilma. A condição de sua avó se agrava e Gugu, com medo de ter que morar com seu pai homofóbico, tenta esconder de todos o que está acontecendo. Entre as memórias e o esquecimento, o futuro incerto tanto de Gugu quanto de Dilma paira entre os dois.
Quando: 5 de novembro