Rock n’ Cult: o som que nasce aqui

Crossroads promove o legado do rock n'roll desde 1997. Foto: MKT Cross.
Foto: MKT Crossroads

Tem quem ainda diga que o rock autoral não tem espaço. Mas domingo, no Crossroads, o Thunderstruck: Originals provou o contrário.

Desde as três da tarde, o bar virou uma vitrine viva do que Curitiba cria — nove bandas, dois palcos e uma mesma ideia: mostrar que a música feita aqui pulsa, cresce e resiste.

O público veio em peso. Gente que já conhece o Thunder, gente nova, curiosa, misturada, sem rótulo. Todo mundo ali por um motivo só: ouvir algo verdadeiro.

E talvez seja isso que define a força da cena independente curitibana — essa vontade de criar mesmo sem saber até onde o som vai ecoar. de subir no palco com tudo, porque o impulso de tocar fala mais alto que qualquer algoritmo.

Teve punk, folk, metal, groove, psychobilly, instrumental, classic rock.
Teve distorção, poesia, suor.
Teve o silêncio entre uma música e outra, quando o público respira junto e percebe que algo importante está acontecendo.

A She is Dead abriu o dia com energia de headline.
Depois vieram As Cigarras, afiadas.
A Lenhadores da Antártida trouxe leveza.
O Sick Sick Sinners levantou a poeira.
River Rise Band, Macumbazilla, Mumbai Express, Anacrônica e Wes Ventura fecharam a noite com a certeza de que a música feita em Curitiba é múltipla, corajosa e real.

Foram sete horas de som, sem pausa.
Um domingo inteiro pra viver o som que nasce aqui.

E pra quem ainda duvida que o rock de Curitiba tá vivo —
basta olhar o que aconteceu naquele 5 de outubro.

Por Rock n’ Cult
10/10/2025 16h01

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