
Os pets são hoje muito mais do que uma fofa companhia – são até fontes de inspiração. Os animais de estimação têm conquistado espaços como as redes sociais dos seus donos, e milhões de fãs acompanham perfis dedicados ao dia a dia dos bichinhos. O criador de conteúdo Rafael Maidl tem um dos mais famosos perfis com essa temática. O Rafa do Mika publica vídeos divertidos com o marido, Jackson dos Anjos, e com os gatinhos Bob, Mits, Gatão e Café. O convívio com os pets inspirou um livro, “Lentigo e o Gato”, que atingiu a meta de financiamento coletivo em menos de 24 horas.
O primeiro livro de Rafael Maidl não é uma autobiografia nem revela o cotidiano dos gatos. A narrativa é inspirada no convívio com os pets e as lições que podem ser tiradas sobre a vida e aquilo que realmente importa. Com um humor irônico já conhecido pelos fãs, o Rafa do Mika conta uma fábula adulta original que busca questionar o quanto damos valor real às nossas relações.
“Lentigo e o Gato” nasceu no financiamento coletivo, uma forma de garantir a publicação de projetos com apoio dos leitores. Quem contribui – com diferentes possibilidades de valores – pode ganhar brindes exclusivos além do livro. Há desde postais até marcadores de página ilustrados com os gatinhos de Rafael. A primeira meta de R$ 63 mil foi atingida em menos de 24 horas, garantindo a publicação. O apoio dos fãs – são mais de 640 mil seguidores no Instagram e mais de 1,2 milhão no TikTok – foi essencial. Agora, em menos de uma semana e já tendo dobrado o valor, mais fãs garantem seus itens e novos brindes, além de mais detalhes na edição. O livro será publicado pela Labora Livros.
Confira a entrevista exclusiva do Curitiba Cult com Rafael Maidl sobre a escrita, gatos e o poder das histórias.
Uma vez, quando trabalhava em uma multinacional, o gerente do meu setor teve uma crise. Gritava desesperado pela empresa: ‘Esse lugar é o purgatório! Aqui é o inferno!’ Eu tinha trabalhado muito para estar naquela empresa, mas ali percebi o que o mundo corporativo pode fazer com uma pessoa. E pior: se tudo desse certo na minha carreira profissional, meu destino seria me tornar aquele senhor tendo um burnout.
Eu sempre gostei de escrever. A primeira versão desse livro ganhou vida há uns dez anos, também abordando o inferno, mas de outra maneira. Depois de um tempo deixei de trabalhar naquela empresa e pude me dedicar integralmente ao trabalho criativo nas redes sociais, mas nunca esqueci aquele episódio com meu gestor. Comecei a estudar algum modo de abordar esse problema, de como grandes companhias e algumas outras instituições prejudicam a saúde mental e física de seus funcionários em prol de um bem maior (que, no fim, é unicamente o bem da organização). As pessoas vão sendo manipuladas, desfiguradas moral e mentalmente. Vão sendo ‘demonizadas’, levadas a odiar a vida que tem.
Então decidi escrever um livro com uma personagem com o qual as pessoas que passam por isso pudessem se identificar. Quando me lembrei do texto que havia escrito anos atrás sobre o inferno, percebi que fazia sentido acreditar que aquele lugar havia se apropriado de nossos modernos métodos administrativos para reconfigurar a maneira como gerenciam seus trabalhos. Foi aí que nasceu o livro.
Foram os meus gatos que me proporcionaram resiliência enquanto eu estava nesse universo corporativo. Todo gateiro costuma dizer que tolera tudo no trabalho para garantir a boa vida do seu gato. Comigo, a experiência foi ainda mais significativa, pois mudei de ramo para trabalhar criando conteúdo com meus gatos nas redes sociais. Antes de sair da empresa onde trabalhava, me lembro de uma conversa com um colega que me perguntou: ‘Se você pudesse escolher com o que trabalhar hoje, o que seria?’ E eu respondi: ‘Eu queria ser remunerado por ficar em casa cuidando dos meus gatos!’ Por coincidência, três meses depois, eu estava fazendo exatamente isso — mas com uma câmera na mão. Por isso foi tão fácil para mim ver meus gatos como essa ferramenta capaz de me resgatar daquele mundo roteirizado das grandes companhias, me possibilitando ver a vida de uma forma totalmente diferente. E no livro é exatamente isso que acontece com o protagonista quando ele permite que um gato invada sua vida.
Primeiramente, acredito que o ser humano é guiado por símbolos. Um adulto aprende muitas coisas de forma didática e cartesiana, mas as histórias e a fantasia têm o poder de penetrar na nossa alma! De virar parte da gente e nos transformar! Acho que os adultos são carentes disso, o que leva muitos para livros como ‘O Pequeno Príncipe’, para séries animadas como ‘A Hora da Aventura’, ou mesmo para religiões, que trazem significado para a nossa vida por meio dos seus símbolos.
Num segundo ponto, a proposta do livro é justamente levar o leitor para esse lugar da infância, quando ouvia fábulas e era formado por elas. Quem não se lembra da fábula ‘A Cigarra e a Formiga’? A formiga trabalhou o verão todo enquanto a cigarra curtia a vida, cantando. Chegou o inverno, a formiga colheu os frutos do seu trabalho, enquanto a cigarra sofria com fome. Isso foi formador da nossa personalidade. Será que parte da frustração dos millennials não vem dessa traição? De ter trabalhado como a formiga, mas sentir que conquistou o destino da cigarra?
Na história, Lentigo, ao se relacionar com o gato, recorda um tempo distante, quando era um anjo. Porém, esse passado se obscurece atrás de uma eternidade de servidão. Assim como Lentigo vai resgatando esse passado, quero, com esse formato de literatura, levar o leitor ao seu próprio passado e resgatar o tempo em que também sentava para ouvir essas histórias. Assim como Lentigo, o leitor terá a oportunidade de buscar nessas histórias um pouco do significado da vida que se perdeu com o tempo.
Eu acho que eles dão significado a nossas vidas. Antigamente a função de um gato era caçar rato. A função de um cão era proteger a casa. Acredito que hoje eles têm uma função emocional para as pessoas. Se por um lado as pessoas perdem a esperança umas nas outras, nas instituições ou em si mesmas, por outro lado elas jamais duvidam do amor que o pet tem por elas. A relação com um gato ou cachorro acaba despertando nelas o que existe de melhor. Por isso elas abraçam isso como um estilo de vida: ‘Eu sou gateiro(a)!’ Se torna lifestyle, parte da personalidade delas. E fica mais fácil confiar em outras pessoas quando você julga que elas também foram despertadas pelo mesmo amor pelos animais. Isso acaba formando uma comunidade muito unida e felizmente é com essa linda comunidade que eu trabalho.
E eu já convenci essa comunidade que devemos ver nosso dia a dia com os pets de uma forma mais fantasiosa. Nos meus conteúdos, entre outras coisas, eu pego a banalidade de situações cotidianas e transformo em uma história inesperada. Faço com minha vida um pouco do que todos nós fazíamos quando éramos crianças: o quarto virava uma selva, a sala de casa um labirinto, o quintal de casa um campo de batalha. De maneira menos infantilizada, faço o mesmo no meu cotidiano, e as pessoas passam a ver a vida delas mesmas com mais graça e humor. Acho que por isso muitos estão confiando que essa história vai trazer uma maneira nova delas encararem a própria vida.
Para nós é maravilhoso! Como eu disse, construímos uma comunidade muito carinhosa e gentil. Costumo brincar que temos um cantinho seguro e cheio de amor dentro da internet. Sempre tento responder a todos, o que é muito difícil, mas retribuo o máximo possível esse carinho. Nossos seguidores notam o amor que temos pelos nossos gatos e se identificam com isso.
Nas redes sociais, fazer vídeos com mais de um minuto que gerem retenção e engajamento envolve um trabalho árduo de humor e storytelling. Tentei colocar toda essa habilidade em ‘Lentigo e o Gato’ para que o leitor se sinta tão envolvido com a história que não consiga parar de ler. Também tento manter contato direto com o leitor, como se estivesse falando pessoalmente com ele, da forma mais honesta possível. A história vai fazer o leitor rir muito, mas se emocionar também. Esse é um livro feito com o objetivo de entreter qualquer um que o leia — seja rindo com a relação disfuncional entre os gatos irmãos, seja odiando a Inferno S.A. (organização que administra o submundo onde Lentigo trabalha), seja se emocionando com a jornada do gato preto e seu amigo demônio. Esse livro foi escrito com muito carinho, coloquei nele muito do meu amor pelos meus gatos — mas também muito do meu ódio por empresas que desfiguram a alma das pessoas. Estou confiante de que ele se tornará o melhor amigo de muitas pessoas.
Eu acho que, muitas vezes, a gente esquece as coisas que são realmente importantes na nossa vida. A gente entra no automático — e isso é uma armadilha. Trabalho, dinheiro, boleto, descansar o suficiente para poder voltar a trabalhar, ganhar dinheiro e pagar boleto. Muitas pessoas estão presas num looping da vida adulta que está fazendo elas perderem sua existência!
Como faz para despertar disso? Como faz para olhar para o lado e ver a riqueza de experiências que existem dentro da nossa própria casa (com nossos gatos, por exemplo)? Como destruir esse tédio e deixar nossa vida rica de significado mais uma vez? Eu não acho que exista uma resposta única para essa pergunta, cada um vê sua vida de uma maneira muito particular. Só posso dizer que minha vida é muito mais preciosa com a amizade que tenho com meus gatos. E, na história, é um gato que faz Lentigo sair do automático e questionar o mundo ao qual está inserido. Espero que essa história permita que muitos olhem para a própria vida e avaliem se algo não está errado. Como digo em certo momento do livro: ‘Lentigo e o Gato’ não é uma exaltação ao inferno. É um manual de como sair dele.

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas desenvolve um experimento ousado para tentar controlar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue. Para alcançar o objetivo, eles recorrem a uma tecnologia envolvendo urânio, mas o plano foge do controle e dá início a uma ameaça de grandes proporções. Diante do risco de uma catástrofe, um pesquisador brasileiro precisa encontrar uma maneira de conter as consequências do experimento antes que elas se espalhem. Enquanto enfrenta uma corrida contra o tempo, ele descobre que impedir o desastre pode exigir decisões difíceis e colocar sua própria vida em perigo.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Fatherland acompanha a história de Thomas Mann e sua filha Erika. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, este homem decidiu embarcar em uma emocionante viagem ao lado de sua filha em pleno auge da Guerra Fria. Explorando uma Alemanha completamente em ruínas, e um Estados Unidos dominado pelos soviéticos, ele precisou ficar 16 anos exilado no país. No entanto, ao retornar para sua casa na Alemanha, ele reencontrou muito mais do que a sua amada pátria, e sim polarizações e divisões extremas, até mesmo em sua família, que criaram feridas profundas e jamais cicatrizadas.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
No Limite da Justiça conta uma história real que acompanha um agente negro do FBI (Yahya Abdul-Mateen II) quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa (Mark Wahlberg), um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você acompanha Julia (Giulia Be) e Gabi (Any Gabrielly) que, por mais que sejam amigas desde crianças, são completamente diferentes uma da outra. Gabi é uma menina cautelosa, tímida e tem medo de enfrentar novos desafios. Por outro lado, Julia é totalmente extrovertida, carismática e se joga em tudo o que a atrai. Para a surpresa das meninas, tudo está prestes a mudar quando uma mentirinha espalhada sem pretensão vira uma tragédia, resultando em um acidente de carro com a Julia. A menina precisa fazer uma cirurgia de risco e então resolveu deixar um presente para Gabi: dez cartas com dez desafios diferentes. Julia fez isso caso ela não sobreviva e a amiga precisará cumprir cada desafio, mexendo completamente com a vida de Gabi.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Nova adaptação do clássico romance de Jane Austen. Razão e Sensibilidade acompanha a família Dashwood, mais especificamente as duas irmãs Elinor and Marianne. Após a morte do patriarca, que deixou as heranças e propriedades da família para seu único filho do primeiro casamento, a viúva Sra. Dashwood e suas três filhas são deixadas sem residência fixa ou renda para sobreviver. As quatro, então, mudam-se para um chalé em Devonshire de uma prima distante que caridosamente a concede para a família. Os problemas, porém, permanecem, já que a falta de uma fortuna diminui as chances de matrimônio da romântica Marianne e
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
O filme 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha, é inspirado no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar, de Amyr Klink, e retrata a impressionante jornada do navegador brasileiro, que se tornou a primeira pessoa a atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo. Em 1984, Klink realizou a travessia solitária em um percurso de quase sete mil quilômetros, partindo de Lüderitz, na Namíbia, até Camaçari, na Bahia, ao longo de 100 dias, entre junho e setembro. Além de narrar a aventura épica, o filme explora camadas mais profundas, como a relação complexa de Amyr (Filipe Bragança) com sua família, especialmente com o pai, e como essa travessia pode simbolizar sua busca por autoconhecimento e superação. A obra não se limita à façanha física, mas aborda o simbolismo maior dessa jornada, revelando um aspecto psicológico e emocional que vai além do que foi descrito no livro. 100 Dias traz à tona o espírito de resiliência e coragem, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre as motivações pessoais de Amyr Klink e o impacto transformador dessa experiência única.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Três Horas Para Viver, uma garota de sete anos está esperando pela chegada de um fígado capaz de salvar sua vida. A carga preciosa é protegida por Hank Malone (Alan Ritchson), um entregador de alto nível. No entanto, a tarefa que parecia simples se transformou em uma perigosa missão de vida ou morte para ele quando o líder de um importante sindicato do crime passa a querer o órgão para si. Angustiado, Hank entra em um jogo de caça e fuga para entregar a encomenda a garotinha em um período de tempo menor do que 3 horas.
Quando: 29 de outubro