Prestes a desembarcar em Curitiba, Djavan leva turnê comemorativa a 40 mil pessoas em Salvador

Djavan em Salvador. Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Quiçá, um dia, vamos lapidar outro som tão empolgante quanto o de Djavan. Desculpem o trocadilho, mas faltam poucos dias para o frio que vem do Sul embalar os versos do cantor alagoano. E para já adiantar tudo o que vem por aí, o Curitiba Cult foi até Salvador conferir a turnê Djavanear 50 Anos, que chega na capital paranaense em 13 de junho, na Pedreira Paula Leminski. O show marca a quarta de 11 cidades que estão na rota.

Não à toa, cinco décadas de sucessos renderam um show de quase 2h30, com um setlist recheado de canções conhecidíssimas do público, que cantava em coro. A noite – quente para os curitibanos, fresquinha para os soteropolitanos – estava com clima mais estranho que os que tanto conhecemos em Curitiba. Quente, às vezes com vento, às vezes com chuva que durava poucos minutos. E nada abalou o clima de festa. Na plateia, pessoas de todas as idades, tanto aqueles que o acompanham há anos, ou os que descobriram os versos do cantor recentemente. Não é difícil encontrar as virtuosas letras de Djavan viralizando nas redes hoje em dia, trazendo os sucessos das antigas para a língua das novas gerações.

O show começou com “Sina”, clássico de 1982, um dos maiores da carreira. Seguida de “Eu Te Devoro”, “Boa Noite” e “Cigano”. O clima de festa continuou ao homenagear os fãs – a quem ele dedica o privilégio de poder viver de música. “50 anos que eu trabalho pra vocês”, brinca ele pouco antes de entoar “Um Brinde”, única música do álbum “Improviso”, o mais recente do cantor, de 2025.

Pouco depois, é o momento da apresentação ganhar clima introspectivo, ao passo que Djavan senta-se frente ao público para cantar outros dois grandes sucessos – “Meu Bem Querer” e “Oceano”, acompanhadas a plenos pulmões. Não demora para o clima de festa voltar ao palco com “Lambada de Serpente” e “Azul”. Na segunda metade do show, ele erra a letra de “Se…”, clássico de 1992, mas retorna rapidamente acompanhado dos fãs que não deixam nenhum verso para trás. Outro ponto forte foi em “Serrado”, seguida de “Fato Consumado” e “Flor de Lis”.

Djavan escolhe poucos momentos para conversar com o público, mas sua gratidão é exalada claramente por um hit e outro. “Estar aqui hoje, nessa comemoração tão importante da minha vida, é incrível. Embora eu não seja baiano, eu me sinto baiano totalmente. Foram vocês que me trouxeram até aqui”, exalta o cantor ao púbico de Salvador.

Em meio à voz tão marcante e perfeitamente afinada, a banda também ganha destaque. As músicas de Djavan permeiam os mais diversos estilos – do samba ao jazz, e a pluraridade dos sons entoavam fortes com a banda de apoio. Entre as mais pedidas estava “Samurai”, seguida de “Lilás”, com direito a papel picado junto à chuva que engrossou. Mas não bastou nem dois minutos para o céu abrirnovamente para finalizar a apresentação com chave de ouro – “Um Amor Puro”, seguida de “Sina”, em versão ainda mais dançante.

Falta pouco para o público curitibano também poder sentir esse calor de perto – os ingressos para o show na capital paranaense estão disponíveis. E vale a pena celebrar tantos anos de canções tão importantes para a música brasileira.

O Curitiba Cult viajou a convite da Live Nation e da Gol Linhas Aéreas.

SERVIÇO – Djavan em Curitiba

Quando: 13 de junho de 2026

Onde: Pedreira Paulo Leminski

Quanto: a partir de R$ 240

Ingressos: via Ticketmaster.

Por Angela Antunes
26/05/2026 12h39

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