Pagonejo: quando o pagode encontra o sertanejo (e por que isso funciona tão bem ao vivo)

Alexandre Pires. Foto: Fred Pontes/divulgação.
foto: Fred Pontes | Divulgação

É exatamente essa a proposta do novo projeto de Alexandre Pires, o “Pagonejo Bão”, que chega a Curitiba, no dia 23 de maio, com uma mistura que, à primeira vista, pode parecer improvável, mas que revela uma conexão natural quando colocada ao vivo.

A ideia parte de um ponto simples: dois dos gêneros mais populares do Brasil compartilham a mesma essência. Tanto o pagode quanto o sertanejo falam sobre amor, saudade, encontros e desencontros. São estilos que nasceram em contextos diferentes, mas que sempre tiveram o mesmo objetivo: criar identificação imediata com quem escuta.

No palco, essa mistura ganha força justamente pela familiaridade. De um lado, a base rítmica do pagode, com seu balanço característico e proximidade com o público. Do outro, a melodia e as letras marcantes do sertanejo, que transformam qualquer refrão em coro coletivo. O resultado é um show que não depende de apresentação: o público já chega sabendo cantar.

Não por acaso, o repertório do “Pagonejo Bão” aposta em medleys que conectam sucessos dos dois universos. É quando clássicos que marcaram gerações se encontram em sequências pensadas para ativar memória afetiva. Mais do que uma simples junção de estilos, o projeto trabalha com a nostalgia como experiência, criando uma sensação contínua de reconhecimento.

Com regravações e músicas inéditas, “Pagonejo Bão” trouxe participações especiais de nomes como Ana Castela, Lauana Prado, Léo Santana, Leonardo, Luiz Cláudio & Giuliano, Matogrosso & Mathias e Murilo Huff, reafirmando o poder que Alexandre tem de dialogar com diferentes gêneros musicais.

Ao vivo, tudo isso se traduz em um show dinâmico, que alterna momentos de dança, emoção e coro coletivo. É o tipo de apresentação que não depende de um único hit, mas de uma sequência de músicas que fazem parte da memória de quem está ali.

No fim, o sucesso do “Pagonejo Bão” passa por algo que vai além da mistura de estilos. Ele funciona porque entende o que o público quer viver em um show: cantar junto, lembrar de histórias e se reconhecer em cada música.

Serviço – Alexandre Pires em Curitiba

Quando: 23 de maio de 2026 (sábado)

Onde: Igloo Super Hall (Rua Dino Bertoldi, 740 – Tarumã)

Horário: abertura da casa às 19h e show às 21h30

Quanto: ingressos a partir de R$ 180,00 (meia-entrada)

Vendas: Blueticket

Por Augusto Tortato
23/04/2026 10h01

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