O retorno do emo: entenda por que o movimento voltou com tudo e segue influenciando gerações

NX Zero e Fresno. Foto: divulgação.

O visual marcante, as letras intensas e a estética carregada de emoção estão de volta: o movimento emo vive um novo momento, e Curitiba está na rota dessa retomada. No dia 23 de agosto, a Pedreira Paulo Leminski recebe a segunda edição da I Wanna Be Tour, evento que celebra a cena que marcou os anos 2000 e segue influenciando novas gerações.

Relevância social

Mais do que um gênero musical, o emo sempre representou um espaço de pertencimento. Foi onde muitos jovens encontraram voz para suas angústias, amores intensos, dores e incertezas. Com a ascensão das redes sociais e das discussões sobre saúde mental, o movimento voltou a ser revisitado com mais consciência e pluralidade.

Hoje, o emo ressurge não apenas como um resgate nostálgico, mas como uma plataforma de novas vozes. A estética permanece — do delineador ao cabelo desfiado —, mas agora anda lado a lado com pautas sobre diversidade, identidade e inclusão. O que antes era visto como exagero ou drama adolescente, hoje é reconhecido como uma forma legítima de expressão emocional, livre de estigmas e com mais espaço para acolhimento.

Bandas

My Chemical Romance em The Black Parade. Foto: divulgação.

My Chemical Romance em The Black Parade. Foto: divulgação.

Com guitarras marcantes, batidas intensas e letras confessionais, a geração dos anos 2000 popularizou o emo em escala global. Bandas como My Chemical Romance, Fall Out Boy e Panic! At The Disco se tornaram símbolos do gênero, influenciando o som e o estilo de toda uma geração.

No Brasil, o movimento também ganhou força com nomes como NX Zero, Fresno e Forfun, grandes expoentes da cena no país. As bandas dominaram rádios, marcaram gerações com refrões que viraram hinos da época e ainda servem de inspiração para muitos grupos que surgiram nos anos seguintes.

Histórico

Apesar de ter ganhado destaque nos anos 2000, o emo surgiu bem antes. Nascido nos anos 80 como uma vertente do punk rock na cena underground dos Estados Unidos, a ideia era misturar o peso do hardcore com letras que expressassem seus sentimentos — daí o nome emocore, ou emotional hardcore. De nicho alternativo, o estilo evoluiu ao longo dos anos e encontrou seu auge quando conquistou as paradas e as playlists de milhões de jovens pelo mundo.

Curitiba é EMO, sim!

NX Zero em Curitiba. Foto: César Ovalle, Cesinha/divulgação.

NX Zero em Curitiba. Foto: César Ovalle, Cesinha/divulgação.

A capital paranaense sempre teve uma conexão forte com a cena emo. Prova disso é que foi palco de momentos históricos, como o primeiro show da Fresno fora de Porto Alegre — cidade natal da banda.

Nos últimos meses, Curitiba recebeu encontros grandiosos, como a turnê especial do NX Zero, que teve três noites esgotadas e reuniu 15 mil pessoas. Já o Forfun protagonizou outra noite memorável, reunindo milhares de fãs saudosistas. Aliás, tanto Forfun quanto Fresno estão entre as atrações da I Wanna Be Tour, que acontece em agosto na Pedreira Paulo Leminski.

I Wanna Be Tour

I Wanna Be Tour. Foto: Biah Art.

I Wanna Be Tour. Foto: Biah Art.

Em 2024, Curitiba já havia sido palco da I Wanna Be Tour, com nomes como Simple Plan e A Day to Remember. Agora, o evento retorna ainda maior em 2025, prometendo uma experiência imersiva tanto para quem viveu a era emo de perto quanto para quem está conhecendo o movimento agora. Neste ano, a I Wanna Be Tour conta com grandes nomes da música, como Fall Out Boy, Good Charlotte e Yellowcard. Os ingressos estão disponíveis no site Eventim, a partir de R$ 277 (meia-entrada).

SERVIÇO – I Wanna Be Tour em Curitiba

Quando: 23 de agosto de 2025 (sábado)

Onde: Pedreira Paulo Leminski (R. João Gava, 970)

Horário: Abertura dos portões às 10h

Quanto: De R$ 277,50 (meia) até R$ 1.395 (inteira), variando conforme modalidade e setor

Ingressos: À venda no site Eventim ou na bilheteria oficial no Hard Rock Cafe Curitiba (R. Buenos Aires, 50 – Batel).

Por Yasmin Luz
09/07/2025 09h00

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