
O olhar bem humorado de Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello sobre a menopausa é tema do novo espetáculo que o casal traz a Curitiba. “Cenas da Menopausa” faz refletir sobre um processo natural e pouco falado na sociedade. A irreverência já conhecida da atriz pode ser conferida em três sessões no Teatro Guaíra: nos dias 06 e 07, às 21h, e no domingo, às 18h. Nesta entrevista exclusiva, Claudia Raia fala sobre sororidade, comédia, dores no corpo, gravidez na maturidade e a força da mulher com mais de 50 anos.
Os últimos ingressos estão à venda no site Disk Ingressos – e com desconto Clube Cult. Há entradas a partir de R$ 25 (meia) no segundo balcão, mas restam poucos assentos disponíveis. A peça teve uma temporada de sucesso em Portugal, com mais de 80 mil espectadores. Agora, no Brasil, começa por Curitiba antes da temporada em São Paulo. “Escolhemos começar por Curitiba, uma cidade que sempre nos acolheu com carinho“, contou a atriz.
Sempre acreditei no palco como um espaço de transformação. É onde a gente sonha, se emociona, se vê no outro. A arte toca o coração de forma leve, provoca reflexões, desperta sentimentos. A ideia da peça nasceu justamente dessa vontade de falar, com coragem e leveza, sobre a menopausa — que por muito tempo foi envolta em silêncio, preconceito e numa visão equivocada de que a mulher, ao entrar nessa fase, está mais próxima do fim. Através da comédia, conseguimos prestar um serviço: informar, acolher, trocar experiências e, acima de tudo, mostrar que essa etapa pode ser vivida com humor, dignidade e liberdade. Quando entrei nessa fase, percebi o quanto ela ainda é cercada por desinformação. É um período de solidão, tabus, etarismo e falta de sororidade — porque o patriarcado nos separou, com medo da nossa força. Mas juntas, somos imparáveis. Essa peça está mudando vidas porque leva ao palco algo que todas nós vivemos. Não tem como não se identificar. Fiquei muito surpresa ao ver como o espetáculo se tornou uma ferramenta de entendimento, mostrando que é possível ter potência e elevação nessa travessia.
No final da peça fazemos uma grande roda de conversa que dura uns 40 minutos, onde o público é convidado a falar. E ver mulheres de todas as idades trocando experiências após a peça é uma das maiores alegrias da minha vida. Para nossa surpresa, os homens também participam, contam que finalmente entenderam o que suas mulheres estão passando. É um momento de vulnerabilidade — eu também conto minha história. É sempre uma catarse. Todo mundo quer falar!
Minha experiência foi intensa, como costuma ser para muitas mulheres. Tive os calores, alterações de humor, noites mal dormidas… E o susto de perceber que ninguém tinha me preparado para isso. Mesmo já estudando sobre o tema, quando a menopausa chegou, eu não percebi. Meus filhos procuraram o Jarbas e disseram: “Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, porque a gente não aguenta mais!” Eu estava completamente desequilibrada: dores nas pernas, uma tristeza estranha, uma coisa que não combinava comigo. Mas eu não me conformo. Eu crio, produzo, falo. Comecei a falar sobre menopausa há oito anos nas redes, e agora veio a peça, porque ainda é um tema tabu. Temos vergonha da menopausa, como se fosse uma sentença. Falar sobre isso me libertou demais.
Essa peça é mais do que uma comédia. É um serviço público. A comédia tem esse poder de abrir portas para conversas difíceis. A menopausa ainda é um tabu enorme, um tema nevrálgico que mexe com o íntimo da mulher. É um assunto pouco falado, misterioso até para muitos médicos. Quando chega, não sabemos o que fazer, nem com quem conversar. Por isso, o humor aqui funciona como um abraço. Mas é preciso escuta e sensibilidade, porque rimos de situações reais — sem cair no deboche ou no estereótipo. Rimos porque precisamos, e o riso é um alívio, um respiro, uma forma de nos reconhecermos umas nas outras. A peça traz várias fases da menopausa com cenas curtas e paródias musicais. Os personagens são divertidos, honestos, por vezes dramáticos — e refletem os dilemas, angústias, sonhos e desejos impactados pela maturidade. O tom de comédia ajuda o público a absorver o tema com mais leveza.
A peça escancara, com bom humor e sensibilidade, uma fase da vida que foi por muito tempo silenciada ou cercada de preconceito. Ao colocar a menopausa no centro do palco, tiramos essa mulher da invisibilidade. Desmistificamos o tema através do riso. Mostrar que a mulher madura continua potente, cheia de desejo e de vida, é um ato político e libertador. A arte tem esse poder: transformar incômodo em reflexão e provocar uma nova consciência coletiva. Hoje, a mulher de cinquenta não é mais a mesma de vinte anos atrás. Com a expectativa de vida em 90, 95 anos, temos mais de 40 anos de potência pela frente! A resposta do público tem sido inacreditável. Nunca imaginei que tocaríamos tantas pessoas assim. É emocionante perceber que, por meio da arte, estamos promovendo informação, acolhimento e transformação. A menopausa impacta toda a vida da mulher — e da sua família também. Saber que podemos viver esse segundo ato com plenitude é, acima de tudo, libertador.
A maturidade é o segundo ato da nossa história — e o segundo ato, minha gente, é sempre o mais emocionante! Ainda temos um longo caminho pela frente. A mulher 50+ foi por muito tempo empurrada para os bastidores. Quando ela chega aos 40, já começam a dizer o que ela pode ou não pode usar. Tentam apagar essa mulher viva. Mas eu digo: pode tudo, sim! Pode e deve! Use cor, saia curta, esmalte vermelho — use o que te faz feliz! Existe um machismo que coloca a maturidade feminina como um erro. Falta enxergar essa mulher como protagonista. A mulher de 50 hoje é ativa, moderna, conectada e não aceita mais ser colocada de lado. Ela não está nos livros, nem os médicos sabem lidar com ela. Mas ela é uma força socioeconômica real. E precisa ser ouvida, representada, respeitada. Eu não quero ser invisível. Quero ser farol. Quero que outras mulheres se enxerguem também.
Porque o silêncio também adoece. A reposição hormonal me devolveu qualidade de vida, e falar sobre isso pode ajudar outras mulheres a buscar informação e fazer escolhas conscientes. A queda de estrogênio tem um impacto enorme. A reposição foi essencial para mim. Claro, com acompanhamento médico e responsabilidade — cada corpo é único. Já a gravidez, no meu caso, foi uma celebração da liberdade sobre o próprio corpo. Sei que não é comum, mas é real. E inspirou muitas mulheres a não aceitarem os limites impostos pelos padrões antigos. Falar com franqueza abre caminhos. Não digo que todas devam seguir o meu caminho, mas todas têm o direito de saber que há opções. E que não existe idade certa para viver um sonho. O Luca nasceu saudável, amamentei, e depois voltei para a menopausa. Minha médica disse: “Claudia, não tenho protocolo pra você.” Recebi milhares de mensagens de mulheres que se sentiram representadas. Meu nome virou assunto em muitas camas por esse Brasil! Mulheres de 40, 50 anos se encheram de esperança.
Sororidade é essencial. A menopausa pode ser solitária quando tratada como um problema individual. Mas quando nos damos as mãos, tudo muda. Na peça, mostramos diferentes mulheres, com histórias diversas, vivendo transformações — e todas se apoiam, mesmo nas diferenças. Quando uma mulher compartilha sua dor, sua dúvida, sua alegria, ela abre espaço para que outras façam o mesmo. Fomos criadas para desconfiar umas das outras. Mas agora, exercemos a verdadeira sororidade. Estamos nos ouvindo. As mulheres querem falar. Precisam se sentir representadas. É culpa do patriarcado essa falta de troca entre nós. E muitos homens também não sabem o que está acontecendo com a mulher nessa fase, por isso tantos abandonam. Temos visto muitos homens e jovens nas plateias — levados por mulheres que querem que eles entendam. E no final, eles falam. É impressionante. A peça virou um verdadeiro serviço público. Tem gente que descobre que está na menopausa ali mesmo!
Que é preciso falar sobre esse segundo ato da vida da mulher. É uma fase cheia de conquistas e produtividade. Menopausa não é vergonha — é libertação. Maturidade não é decadência — é elevação. Fico feliz em ver Portugal e o Brasil começando a tratar o assunto com ciência, com respeito, com abertura. Mulheres, gritem alto. Busquem informação! Ouçam umas às outras, troquem experiências, se acolham. A menopausa não pode ser uma travessia solitária. Juntas, podemos transformar essa fase em potência.
Quando: de 06 a 08 de junho de 2025 (sexta-feira a domingo)
Horário: sexta e sábado, abertura do teatro às 20h com espetáculo às 21h; domingo, abertura do teatro às 17h com espetáculo às 18h
Onde: Teatro Guaíra – Guairão (R. Conselheiro Laurindo, 175)
Quanto: a partir de R$ 25 (meia) até R$ 250 (inteira), variando conforme setor e modalidade
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: no site Disk Ingressos
Evento com desconto Clube Cult.

Data de Lançamento: 16 de outubro
The Mastermind centra sua história num audacioso assalto a uma obra de arte na Nova Inglaterra nos anos 1970, isto é, sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país. JB Mooney (Josh O’Connor) era um carpinteiro desempregado que decide virar um ladrão amador de obras de arte. Enquanto o homem planeja seu primeiro grande crime e se prepara para realizá-lo, um mundo marcado por mudanças sociais e políticas se faz cada vez mais presente em sua jornada. As coisas, porém, saem do controle, virando sua vida de cabeça para baixo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em Conselhos de Um Serial Killer Aposentado, um escritor em bloqueio criativo chamado Keane vive um momento tenso em sua carreira e em seu casamento. Sem escrever um livro há quatro anos, de repente, ele se vê diante de um pedido de divórcio da esposa Suzie, cansada das desculpas e da falta de ambição do marido. Enquanto tenta vender um romance policial sobre serial killers, Keane é abordado por um homem misterioso chamado Kollmick, que se diz um assassino em série aposentado e oferece sua expertise para Keane. De repente, o jovem autor se envolve numa peculiar amizade com o estranho homem. Conselheiro literário à noite, de dia Kollmick, quase que por acidente, começa a atuar também como terapeuta matrimonial de Keane, ajudando o escritor a curar as feridas de seu relacionamento com Suzie. A desconfiada esposa, porém, passa a suspeitar que ela possa ser a próxima vítima do esquisito assassino.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O Bom Bandido (Roofman) se inspira na história real e inesperada de um assaltante chamado Jeffrey Manchester (Channing Tatum), que ficou conhecido como o “ladrão do telhado”, e seus esforços criativos de fugir da prisão. Jeffrey é um ex-oficial da Reserva do Exército dos EUA com dificuldades de se sustentar. Quando ele é pego roubando um McDonald’s para alimentar seus filhos, ele é pego, sentenciado e preso, mas rapidamente consegue escapar. Enquanto foge das autoridades, Manchester se abriga numa loja de brinquedos, onde se esconde atrás de uma parede. O tempo passa e a caça por ele se apazigua, o que deixa o caminho aberto para Jeffrey se aproximar da vendedora Leigh (Kirsten Dunst), por quem se apaixona e começa um romance. Uma série de dilemas se apresentam então para Jeffrey, enquanto Leigh permanece alheia à moradia improvisada do namorado na loja onde trabalha e ao histórico criminal do fugitivo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Último Rodeio, um montador de rodeio aposentado, conhecido como uma lenda da competição, arrisca tudo para salvar seu neto de um tumor agressivo no cérebro que exige uma cirurgia cara e invasiva que o seguro de saúde da família não cobre. De frente para seu doloroso passado e os medos da família, Joe Wainwright volta aos circuitos e entra numa competição de alto risco organizada pela liga profissional de montadores e aberta apenas para veteranos e antigos vencedores com um prêmio significativo em dinheiro. Como o competidor mais velho de todos os tempos, Joe volta a treinar e embarca numa jornada de reconciliação com feridas antigas e com a filha há muito afastada de sua vida. No caminho para essa desafiadora montaria, o ex-competidor descobre ainda o poder da fé e a verdadeira coragem que existe em lutar pela própria família.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O filme Eu e Meu Avô Nihonjin acompanha de perto a história de Noboru, um menino de 10 anos que resolve investigar a vida de seus antepassados. Por conta de sua descendência japonesa, ele busca saber sobre a origem migratória de sua família, e o único que pode ajudá-lo é seu avô, um senhor que evita falar do passado. No entanto, com a insistência do neto, a animação brasileira desenhada a mão com traços de desenhos típicos do Japão é tomada por uma série de conflitos, mostrando um homem que nunca quis deixar de ser japonês e uma criança que busca afirmar a sua identidade brasileira. No meio disso, Noboru descobre a existência de um tio que nunca havia conhecido.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Telefone Preto 2, a jornada do menino que fugiu parece só ter começado. Quatro anos após matar e escapar de seu sombrio sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal sendo o único sobrevivente do macabro cativeiro d’O Pegador. Enquanto o jovem encontra dificuldade de superar seu trauma, sua obstinada irmã mais nova Gwen começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, tendo ainda pesadelos recorrentes com três garotos sendo perseguidos num acampamento chamado Alpine Lake. Decidida a investigar a origem dessas visões, Gwen convence Finney a visitar o local durante uma tempestade de neve. O que os irmãos descobrem é que existe uma ligação perturbadora entre a história de sua família e o assassino que os atormenta. Atrás de vingança, O Pegador não só ameaça Gwen, mas se torna ainda mais poderoso depois de morto, obrigando Finney a enfrentar um mal inimaginável.
Quando: 16 de outubro de 2025.