Algumas pessoas atacam de DJ – sdds André Marques –, outras, às vezes, atacam de atleta. Eu me enquadro na segunda opção. Sim, às vezes tenho uns rompantes fitness e decido que quero correr – normalmente isso dura uma semana, mas tudo bem, não é esse o foco. O que acontece é que dessa vez o meu quarto dia de ~~maratonista~~ me rendeu uma boa história, e, como eu não me aguento, vim dividi-la com vocês.

Eu moro no Centro Cívico, entre a Prefeitura e o shopping Mueller, ou seja, quando eu decido que é dia de correr, escolho entre a Praça Nossa Senhora da Salete e o Passeio Público, duas ótimas opções, eu diria. Em linhas gerais, eu sou do tipo de pessoa distraída (costumo falar que não compro uma bike para ir do trabalho até em casa porque eu com certeza me distrairia com algum pombo passando e seria atropelado por um biarticulado #meujeitinho. No entanto, foi em uma dessas distrações que surgiu a pauta para esse texto. Saca só.

Eu sou redator e, como tal, desenvolvi uma mania péssima igualzinha àquelas das crianças que estão sendo alfabetizadas: EU LEIO TUDO O TEMPO TODO! Sim, um verdadeiro inferno! Pois é, eu estava correndo e parei para ler essa placa aqui, ó:

“Ao fundo vê-se o Prédio Pizzato”, diz o texto todo trabalhado nas marcas do tempo. MAS É CLARO QUE EU FUI VER QUAL ERA A DO EDIFÍCIO PIZZATO, NÉ? Afinal, como eu já disse, sou do tipo que não me guento! E adivinhem? FIQUEI CHOCLÁUDIO. Do quinto andar da construção idealizada pelo arquiteto Romeu Paulo da Costa e que data os anos 30, avistei a copa das árvores que antes eu via apenas por baixo.

Oi, Pizzatinho! =)

Oi, Pizzatinho! =)

É tudo de tirar o fôlego. Os moradores do apê que me receberam são uma simpatia só. Trata-se de um jovem casal de amigos. Ela, produtora de eventos, massoterapeuta e, pasmem, Uber (sim, tipo o pai do Cris: tem três empregos); ele, fotógrafo e também massoterapeuta. Entre uma conversa e outra me disseram que a casa já foi até mesmo utilizada para ensaios fotográficos a pedido de amigos – também pudera, com uma vista dessa, quem não pediria?

Gente!

Gente!

Tudo que o sol toca é nosso, Simba (?)

Tudo o que o sol toca é nosso, Simba (?)

Aproveitei a simpatia dos moradores e, a convite deles, passei o fim de tarde por ali – inclusive, esse texto foi escrito de lá, porque olhar o Passeio de cima deixa qualquer processo criativo mais inspirador.

"como escrever um texto bom o suficiente" ENTER!

“como escrever um texto bom o suficiente” ENTER!

Na Wi-Fi do apê o nome indica: Quinto do Passeio. Achei uma ótima nova roupagem para o prédio que há mais de 70 anos empresta suas curvas para servir de plano de fundo aos olhos de quem visita o parque. Quer conhecer também? Acho que posso ajudar. Me dá um toque.

Instagram: @quintodopasseio

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