Na sala 7 do MON, Bienal de Curitiba discute os limites do futuro

Bienal de Curitiba. Foto: Amabili Gomes
Foto: Amabili Gomes

A inteligência artificial já produz imagens, interpreta comportamentos e interfere em decisões cotidianas. Ao mesmo tempo, a emergência climática obriga a repensar a relação entre desenvolvimento tecnológico e preservação ambiental. Na Sala 7 do MON, a 16ª Bienal Internacional de Curitiba, esses dois movimentos se encontram pela perspectiva da arte contemporânea. A Bienal prossegue até 15 de novembro, ocupando vários espaços do MON (incluindo o Olho) e de outras instituições culturais de Curitiba e Santa Catarina.

Reunindo duas exposições – “Algoritmos do Humano: Imagem e Novas Presenças” e “Tecnologias da Natureza: Arte, Ciência e Futuros Sustentáveis” – o espaço transforma o conceito curatorial LIMIARES em uma experiência concreta, aproximando inteligência artificial, ancestralidade, ciência, ecologia e novas formas de imaginar o futuro.

Reunindo artistas brasileiros e internacionais, a Sala 7 demonstra como essas transformações impactam diferentes culturas, mas convergem em inquietações comuns: quem produz as imagens que consumimos? Como preservar a biodiversidade em uma era de automatização? O que permanece humano quando máquinas passam a criar, interpretar e decidir?

Na primeira exposição, “Algoritmos do Humano”, fotografia, vídeo, pintura, escultura e inteligência artificial ampliam as possibilidades da imagem contemporânea.

Se a primeira mostra investiga as tecnologias produzidas pelos seres humanos, a segunda inverte a perspectiva. “Tecnologias da Natureza” parte da ideia de que os próprios ecossistemas carregam formas sofisticadas de inteligência e organização.

O resultado é uma sala em permanente estado de diálogo. Algoritmos convivem com cosmologias indígenas; esculturas em cerâmica encontram sistemas digitais; plantas invasoras dialogam com inteligência artificial; organismos microbiológicos dividem espaço com imagens produzidas por máquinas.

Neste mix de possibilidades, a Sala 7 convida o visitante a imaginar futuros possíveis. Um futuro em que tecnologia e natureza deixem de representar polos opostos para constituírem novas formas de conhecimento, sensibilidade e existência.

Por Curitiba Cult
19/07/2026 16h00

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