
A Jovem Dionisio está prestes a abrir mais um capítulo da própria trajetória. Depois de dois discos marcados por hits que ecoaram muito além de Curitiba, a banda agora prepara o lançamento de “Migalhas”, um álbum que nasce de uma mudança de rota no próprio processo criativo.
E a abertura da turnê do novo álbum vem como uma entrada triunfal: um show gratuito na Rua XV de Novembro. Nesta sexta-feira (20), o tradicional calçadão do centro se transforma em palco para a Jovem Dionisio, em um encontro que tem tudo para virar coro coletivo entre fãs, curiosos e quem apenas passava pela rua. A apresentação também integra a programação oficial dos 333 anos de Curitiba, reforçando a relação da banda com a cidade onde tudo começou.
Entre prédios históricos, cafés e o movimento típico do centro, a Jovem Dionisio retorna às próprias origens para dar o primeiro passo da nova turnê, em um cenário que resume bem o que a banda se tornou: um dos símbolos mais recentes e autênticos da música curitibana.
E se antes o caminho passava por computadores e experimentações digitais, agora a proposta é outra: fazer música como quem divide o mesmo espaço, o mesmo tempo e os mesmos erros.
“Cara, esse disco surgiu da gente querendo mudar a nossa fabricação de música. Nos nossos primeiros discos a gente tinha um processo criativo que envolvia muitas possibilidades. A gente usava muita coisa do digital, muita coisa do computador”, conta Belni. A virada aconteceu quando a banda percebeu que, depois de tanta estrada e turnê, o entrosamento ao vivo já fazia parte da identidade do grupo. “Então a gente olhou e falou: ‘cara, vamos fazer um disco todo tocado’. Ao invés de cada um gravar separado, a gente falou: ‘vamos fazer todo mundo fazendo isso juntos’. E se for para errar, a gente erra juntos. Se for para acertar, a gente acerta junto.”
Esse espírito coletivo promete atravessar o álbum inteiro. As letras confessionais continuam sendo a espinha dorsal do grupo, mas agora dividem espaço com uma atenção ainda maior aos instrumentos, aos timbres e à presença física do som. A banda mantém o tom íntimo que sempre guiou suas histórias, quase como quem conversa com alguém de madrugada, enquanto os acordes ganham novas camadas e experimentações.
Uma das primeiras pistas desse novo momento chegou com “Melhor Resposta”, single que antecipa o clima do disco e aposta em nuances mais clássicas, especialmente pela presença marcante do violino. “[Melhor Resposta] resume bem o momento que a gente tá agora, né?”, comenta Ber Hey.
“Eu acho que ela tem muitas das vontades que a gente tem dentro desse disco”, explica Belni. “Ela sintetiza essa ideia do manual, do som feito de forma manual, com as mãos.”
A faixa chega acompanhada por outras duas prévias do novo trabalho, “Faz Tanto Tempo” e “Saídas”, lançadas na madrugada da última terça (17) para quarta (18). Juntas, elas funcionam como pequenos pedacinhos do que está por vir.
Talvez seja coincidência, talvez não, mas quem acompanha a Jovem Dionisio sabe que o grupo sempre encontrou poesia em pequenos detalhes do cotidiano. E não é de vestido rosa que eles posam para o novo álbum, mas sim de um cenário que ajudou a moldar as novas canções. Como em um verdadeiro retiro musical, o grupo se reuniu na Praia do Rosa, em Santa Catarina, para compor o novo trabalho.
Entre julho e agosto, os integrantes decidiram se afastar da rotina e mergulhar completamente nas músicas. A dinâmica era simples: compor, comer, caminhar e observar o mar.
“Foi meio que acordar de manhã, trabalhar um pouco nas músicas, sair para almoçar, ir até o mar ver baleia e depois voltar para trabalhar no disco”, lembra Guga.
O encontro com os animais acabou virando um detalhe curioso e inesperado do processo. “Foi bem por acaso”, conta Belni. “Tem uma época na Praia do Rosa que aparecem baleias. E a gente estava justamente nessa época. Todos os dias tinha baleia.”
E o que começou como surpresa rapidamente virou parte da rotina criativa da banda. “A gente via baleia e passou a ser algo comum. Eu comprei um binóculo para ver melhor”, lembra Fufa. “Teve dias que a gente viu dez baleias ao mesmo tempo. Baleias com filhotes. Virou algo comum.
Eles falam que não há nenhuma música exclusivamente sobre baleias no disco, mas dão a certeza que a experiência inspirou as composições.

Jovem Dionisio faz show no Aniversário de Curitiba. Foto: Hully Paiva/SECOM.
O tempo de produção também acompanhou essa intensidade. Diferente dos álbuns anteriores, “Migalhas” foi criado em cerca de seis a sete meses, um processo relativamente rápido para a banda.
“Começou mais ou menos em julho ou agosto e a gente terminou antes de acabar o ano”, explica Belni.
Mas rapidez, nesse caso, não significa simplicidade. Pelo contrário. Segundo os integrantes, o disco exigiu uma concentração quase total.
“Acho que ele foi mais rápido porque a gente quis fazer essa imersão. Esquecer de tudo e focar nisso. Parar com tour, parar com tudo e só tocar. Foi o disco que a gente mais se concentrou e mais lapidou para ter esse resultado final.” conta Fufa.
Se o novo álbum nasce de um desejo de proximidade entre os integrantes, a próxima turnê também promete refletir esse espírito. Durante a conversa, a banda revelou um detalhe curioso sobre o futuro da estrada: um ônibus que se transforma em palco.
A ideia surgiu justamente da necessidade de continuar criando enquanto viajam. “O ônibus é meio que uma solução para esse problema que a gente tinha”, explica Guga. “Agora a gente vai conseguir viajar no nosso próprio ônibus e, quando ele estiver estacionado, a gente consegue fazer música.”
O veículo ainda está nas fases finais, um processo que, segundo a banda, deveria levar cerca de um ano, mas está sendo acelerado para poucos meses. O detalhe é que o Curitiba Cult foi o primeiro veículo a ver a novidade, quando ainda estava em construção.
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Outra marca da Jovem Dionisio sempre foram as colaborações. Ao longo dos últimos anos, a banda dividiu estúdio e palco com diferentes nomes da música brasileira, como Anavitória, Arnaldo Antunes, Gilsons e Menos é Mais. Por isso, a pergunta sobre possíveis participações em “Migalhas” era inevitável.
Mas, dessa vez, a resposta veio em tom de suspense.
“A melhor resposta acho que é nenhuma resposta, nesse caso”, afirma Belni, com bom humor e deixando no ar a expectativa sobre o que pode aparecer no disco.
Muito antes de virar um fenômeno nacional com “Acorda Pedrinho”, a banda atendia por outro nome: Huff. Era uma versão inicial da Jovem Dionisio, dando os primeiros passos diante do destino.
Ao imaginar um encontro entre os integrantes de hoje e aqueles primeiros jovens músicos, as respostas vieram em forma de conselho e também de carinho com o próprio passado.
“Pratique esportes. Durma bem. Se alongue”, brinca Ber Hey.
Mas é Belni quem resume melhor o sentimento: “Segue firme, vai na fé. Tome água para caralho, vai fazer diferença, principalmente para a pele. Acho que eu falaria para acreditar. Na real, para fazer algo que a gente já fez, que é seguir a intuição.”

Jovem Dionisio na época da Banda Huff. Foto: reprodução redes sociais.
E talvez seja exatamente isso que define a trajetória e autenticidade da Jovem Dionisio até aqui: uma banda curitibana que nunca pareceu muito preocupada em seguir fórmulas do mercado.
“Por a gente ser de Curitiba, a gente não fica se respaldando no que está acontecendo no mercado. A gente se respalda mesmo na nossa cabeça, perguntando um para o outro o que acha, o que pensa. E daí a gente chega nessas conclusões meio malucas”, confessa Belni.
Entre migalhas de ideias, baleias no horizonte e acordes tocados à mão, o novo disco da Jovem Dionisio parece nascer exatamente desse lugar: um espaço onde o inesperado vira música.

Data de Lançamento: 16 de outubro
The Mastermind centra sua história num audacioso assalto a uma obra de arte na Nova Inglaterra nos anos 1970, isto é, sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país. JB Mooney (Josh O’Connor) era um carpinteiro desempregado que decide virar um ladrão amador de obras de arte. Enquanto o homem planeja seu primeiro grande crime e se prepara para realizá-lo, um mundo marcado por mudanças sociais e políticas se faz cada vez mais presente em sua jornada. As coisas, porém, saem do controle, virando sua vida de cabeça para baixo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em Conselhos de Um Serial Killer Aposentado, um escritor em bloqueio criativo chamado Keane vive um momento tenso em sua carreira e em seu casamento. Sem escrever um livro há quatro anos, de repente, ele se vê diante de um pedido de divórcio da esposa Suzie, cansada das desculpas e da falta de ambição do marido. Enquanto tenta vender um romance policial sobre serial killers, Keane é abordado por um homem misterioso chamado Kollmick, que se diz um assassino em série aposentado e oferece sua expertise para Keane. De repente, o jovem autor se envolve numa peculiar amizade com o estranho homem. Conselheiro literário à noite, de dia Kollmick, quase que por acidente, começa a atuar também como terapeuta matrimonial de Keane, ajudando o escritor a curar as feridas de seu relacionamento com Suzie. A desconfiada esposa, porém, passa a suspeitar que ela possa ser a próxima vítima do esquisito assassino.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O Bom Bandido (Roofman) se inspira na história real e inesperada de um assaltante chamado Jeffrey Manchester (Channing Tatum), que ficou conhecido como o “ladrão do telhado”, e seus esforços criativos de fugir da prisão. Jeffrey é um ex-oficial da Reserva do Exército dos EUA com dificuldades de se sustentar. Quando ele é pego roubando um McDonald’s para alimentar seus filhos, ele é pego, sentenciado e preso, mas rapidamente consegue escapar. Enquanto foge das autoridades, Manchester se abriga numa loja de brinquedos, onde se esconde atrás de uma parede. O tempo passa e a caça por ele se apazigua, o que deixa o caminho aberto para Jeffrey se aproximar da vendedora Leigh (Kirsten Dunst), por quem se apaixona e começa um romance. Uma série de dilemas se apresentam então para Jeffrey, enquanto Leigh permanece alheia à moradia improvisada do namorado na loja onde trabalha e ao histórico criminal do fugitivo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Último Rodeio, um montador de rodeio aposentado, conhecido como uma lenda da competição, arrisca tudo para salvar seu neto de um tumor agressivo no cérebro que exige uma cirurgia cara e invasiva que o seguro de saúde da família não cobre. De frente para seu doloroso passado e os medos da família, Joe Wainwright volta aos circuitos e entra numa competição de alto risco organizada pela liga profissional de montadores e aberta apenas para veteranos e antigos vencedores com um prêmio significativo em dinheiro. Como o competidor mais velho de todos os tempos, Joe volta a treinar e embarca numa jornada de reconciliação com feridas antigas e com a filha há muito afastada de sua vida. No caminho para essa desafiadora montaria, o ex-competidor descobre ainda o poder da fé e a verdadeira coragem que existe em lutar pela própria família.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O filme Eu e Meu Avô Nihonjin acompanha de perto a história de Noboru, um menino de 10 anos que resolve investigar a vida de seus antepassados. Por conta de sua descendência japonesa, ele busca saber sobre a origem migratória de sua família, e o único que pode ajudá-lo é seu avô, um senhor que evita falar do passado. No entanto, com a insistência do neto, a animação brasileira desenhada a mão com traços de desenhos típicos do Japão é tomada por uma série de conflitos, mostrando um homem que nunca quis deixar de ser japonês e uma criança que busca afirmar a sua identidade brasileira. No meio disso, Noboru descobre a existência de um tio que nunca havia conhecido.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Telefone Preto 2, a jornada do menino que fugiu parece só ter começado. Quatro anos após matar e escapar de seu sombrio sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal sendo o único sobrevivente do macabro cativeiro d’O Pegador. Enquanto o jovem encontra dificuldade de superar seu trauma, sua obstinada irmã mais nova Gwen começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, tendo ainda pesadelos recorrentes com três garotos sendo perseguidos num acampamento chamado Alpine Lake. Decidida a investigar a origem dessas visões, Gwen convence Finney a visitar o local durante uma tempestade de neve. O que os irmãos descobrem é que existe uma ligação perturbadora entre a história de sua família e o assassino que os atormenta. Atrás de vingança, O Pegador não só ameaça Gwen, mas se torna ainda mais poderoso depois de morto, obrigando Finney a enfrentar um mal inimaginável.
Quando: 16 de outubro de 2025.