
Em Kafka – Entre Portas que Nunca Abrem, a obra de Franz Kafka deixa de ser apenas referência literária para tornar-se matéria viva, pulsante, inquieta — uma apropriação poética que atravessa o tempo para nos confrontar com o presente. Inspirado em contos, imagens e atmosferas kafkianas, o espetáculo não busca adaptar, mas habitar o universo do autor: um território onde a lógica se dissolve, a vigilância é destino e a existência humana se revela como um enigma sem saída.
Cinco personagens, presos em um espaço sem portas, vigiam. Mas o que vigiam? Aos poucos, a peça revela que não se trata de proteger o mundo, mas de conter aquilo que ele rejeita: os medos, as culpas, os pesadelos e as violências que a sociedade insiste em não reconhecer. Assim, a dramaturgia constrói uma alegoria poderosa do nosso tempo — um mundo em que a aparência de paz é sustentada por mecanismos invisíveis de controle, negação e esgotamento humano.
Nessa encenação de vigília interminável, o pensamento de Kafka ecoa com uma força assustadoramente contemporânea. Nascido em 1883, em Praga, então parte do Império Austro-Húngaro, Kafka viveu entre a burocracia opressiva e a fragilidade da condição humana. Sua obra — marcada por textos como O Processo, A Metamorfose e O Castelo — transformou-se em um dos pilares da literatura moderna ao revelar o absurdo das estruturas sociais e a solidão do indivíduo diante de sistemas incompreensíveis. Não por acaso, o termo “kafkiano” tornou-se universal para definir situações em que o homem é esmagado por forças invisíveis, irracionais e inevitáveis.
Mais de um século depois, sua escrita permanece como um espelho perturbador. Em KAFKA – Entre Portas que Nunca Abrem, essa herança é reconfigurada para um mundo hiper conectado, saturado de informações e ainda assim profundamente alienado. Aqui, os personagens vigiam não apenas os outros, mas a própria falência do sentido. Observam, registram, temem — mas nunca compreendem totalmente. Como em Kafka, há sempre uma ameaça que não se vê, uma culpa que não se explica, uma saída que não existe.
A peça transforma o palco em um espaço de resistência poética, onde o sonho e o pesadelo se confundem. Ao fundir humor nervoso, filosofia e imagens de brutal beleza, o espetáculo convida o público a reconhecer-se nesse sistema de vigilância — seja como quem dorme, seja como quem vigia. Um jogo teatral vertiginoso sobre medo, consciência e existência. No fim, resta uma pergunta inquietante: se há alguém vigiando para que possamos dormir… quem vigia aquilo que não ousamos sonhar?
Quando: 29 de maio de 2026 (sexta-feira)
Onde: Teatro Guairinha (R. XV de Novembro 971)
Horário: abertura da casa às 20h | início da peça às 21h
Quanto: de R$ 40 a R$ 80, variando conforme a modalidade
Ingressos: no site Disk Ingressos.

Data de Lançamento: 16 de outubro
The Mastermind centra sua história num audacioso assalto a uma obra de arte na Nova Inglaterra nos anos 1970, isto é, sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país. JB Mooney (Josh O’Connor) era um carpinteiro desempregado que decide virar um ladrão amador de obras de arte. Enquanto o homem planeja seu primeiro grande crime e se prepara para realizá-lo, um mundo marcado por mudanças sociais e políticas se faz cada vez mais presente em sua jornada. As coisas, porém, saem do controle, virando sua vida de cabeça para baixo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em Conselhos de Um Serial Killer Aposentado, um escritor em bloqueio criativo chamado Keane vive um momento tenso em sua carreira e em seu casamento. Sem escrever um livro há quatro anos, de repente, ele se vê diante de um pedido de divórcio da esposa Suzie, cansada das desculpas e da falta de ambição do marido. Enquanto tenta vender um romance policial sobre serial killers, Keane é abordado por um homem misterioso chamado Kollmick, que se diz um assassino em série aposentado e oferece sua expertise para Keane. De repente, o jovem autor se envolve numa peculiar amizade com o estranho homem. Conselheiro literário à noite, de dia Kollmick, quase que por acidente, começa a atuar também como terapeuta matrimonial de Keane, ajudando o escritor a curar as feridas de seu relacionamento com Suzie. A desconfiada esposa, porém, passa a suspeitar que ela possa ser a próxima vítima do esquisito assassino.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O Bom Bandido (Roofman) se inspira na história real e inesperada de um assaltante chamado Jeffrey Manchester (Channing Tatum), que ficou conhecido como o “ladrão do telhado”, e seus esforços criativos de fugir da prisão. Jeffrey é um ex-oficial da Reserva do Exército dos EUA com dificuldades de se sustentar. Quando ele é pego roubando um McDonald’s para alimentar seus filhos, ele é pego, sentenciado e preso, mas rapidamente consegue escapar. Enquanto foge das autoridades, Manchester se abriga numa loja de brinquedos, onde se esconde atrás de uma parede. O tempo passa e a caça por ele se apazigua, o que deixa o caminho aberto para Jeffrey se aproximar da vendedora Leigh (Kirsten Dunst), por quem se apaixona e começa um romance. Uma série de dilemas se apresentam então para Jeffrey, enquanto Leigh permanece alheia à moradia improvisada do namorado na loja onde trabalha e ao histórico criminal do fugitivo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Último Rodeio, um montador de rodeio aposentado, conhecido como uma lenda da competição, arrisca tudo para salvar seu neto de um tumor agressivo no cérebro que exige uma cirurgia cara e invasiva que o seguro de saúde da família não cobre. De frente para seu doloroso passado e os medos da família, Joe Wainwright volta aos circuitos e entra numa competição de alto risco organizada pela liga profissional de montadores e aberta apenas para veteranos e antigos vencedores com um prêmio significativo em dinheiro. Como o competidor mais velho de todos os tempos, Joe volta a treinar e embarca numa jornada de reconciliação com feridas antigas e com a filha há muito afastada de sua vida. No caminho para essa desafiadora montaria, o ex-competidor descobre ainda o poder da fé e a verdadeira coragem que existe em lutar pela própria família.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O filme Eu e Meu Avô Nihonjin acompanha de perto a história de Noboru, um menino de 10 anos que resolve investigar a vida de seus antepassados. Por conta de sua descendência japonesa, ele busca saber sobre a origem migratória de sua família, e o único que pode ajudá-lo é seu avô, um senhor que evita falar do passado. No entanto, com a insistência do neto, a animação brasileira desenhada a mão com traços de desenhos típicos do Japão é tomada por uma série de conflitos, mostrando um homem que nunca quis deixar de ser japonês e uma criança que busca afirmar a sua identidade brasileira. No meio disso, Noboru descobre a existência de um tio que nunca havia conhecido.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Telefone Preto 2, a jornada do menino que fugiu parece só ter começado. Quatro anos após matar e escapar de seu sombrio sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal sendo o único sobrevivente do macabro cativeiro d’O Pegador. Enquanto o jovem encontra dificuldade de superar seu trauma, sua obstinada irmã mais nova Gwen começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, tendo ainda pesadelos recorrentes com três garotos sendo perseguidos num acampamento chamado Alpine Lake. Decidida a investigar a origem dessas visões, Gwen convence Finney a visitar o local durante uma tempestade de neve. O que os irmãos descobrem é que existe uma ligação perturbadora entre a história de sua família e o assassino que os atormenta. Atrás de vingança, O Pegador não só ameaça Gwen, mas se torna ainda mais poderoso depois de morto, obrigando Finney a enfrentar um mal inimaginável.
Quando: 16 de outubro de 2025.