
Uma das festas típicas mais amadas do Brasil, a festa junina é marcada pela gastronomia, roupas típicas, encenações, danças e muita música. Mas qual é a trilha sonora dessa celebração, afinal? Cada vez mais, eventos de festa junina em Curitiba destacam principalmente atrações de sertanejo no repertório, mas também entram em cena – e com destaque – grupos de forró. Entre um e outro, essa festividade sempre tem muita animação garantida.
Curitiba tem visto um crescimento em eventos juninos, como o primeiro São João de Curitiba, e as festas de vários bares. O Quermesse traz a tradição no seu conceito e tem na festa junina um de seus maiores destaques no ano. As celebrações de Santo Antônio também levam as bandeirinhas e muita música para igrejas e paróquias na cidade. Há uma busca por celebrar o forró, como no São João de Curitiba que traz a Quadrilha Junina Luar do Sertão para a capital paranaense. Mas o repertório dos eventos circula também por outros ritmos: O Arraiá da ASPP, por exemplo, terá show de dupla sertaneja.
“Tanto a música sertaneja quanto a música nordestina têm um tema central: ela vai para o vaqueiro, para a vaquejada, para o sertão, para o serrado. Todo esse cenário vai para a festa”, comenta o jornalista e pesquisador musical baiano Ivisson Cardoso. Para entender os ritmos predominantes, também é necessário entender as origens da festa.
Quem investigou a festa de São João foi um grande nome da música brasileira: Gilberto Gil. No documentário “Viva São João!” (2002), dirigido por Andrucha Waddington, ele abre uma terceira possibilidade. O filme destaca o baião, popularizado por Luiz Gonzaga – que ficou conhecido como Rei do Baião. Apesar de parecido com o forró, tem outra cadência, e é tocado com instrumentos como sanfona, ou acordeão, triângulo, viola caipira e zabumba. Recebe influências de sonoridades indígenas e africanas, aliadas à cultura europeia e celebração de santos católicos trazidos pelos portugueses no período colonial.
Mas as festas – de Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo – coincidem com o tempo da colheita, ganhando ainda outros significados. “Toda a colheita só sai no mês de São João”, afirma Seu Toti, no documentário. “É o melhor tempo pra se comer, de plantação. A gente planta dia 19 de março pra tirar na fogueira de São João. Se não tiver milho, amendoim, laranja, então não tem alegria no São João.”
As brincadeiras também são parte fundamental da festa junina. A encenação de um casamento caipira, a dança de quadrilha, os jogos, até pular a fogueira trazem várias raízes. A doutora em Teologia Ana Beatriz Dias Pinto destacou, em entrevista para a Agência Brasil, as raízes na Europa de atividades como pular a fogueira. “Cada arraial, cada fogueira acesa e cada simpatia feita com fé expressam uma catequese viva, transmitida não por livros, mas por gestos, sabores e ritmos que fazem universo de sentidos para a religiosidade popular e dizem muito sobre nossa cultura”, afirma.
Essa tradição vem do acordo entre as primas grávidas Isabel e Maria, no qual aquela acenderia uma fogueira para avisar a outra quando o filho João nascesse. Assim, o fogo marca um símbolo de trazer luz para a escuridão (lembrando que a festa acontece no inverno, época em que as noites são mais longas). O ato de pular fogueira, assim, simboliza ainda uma purificação, um renascimento. A união de tradição católica, saberes populares e celebrações pagãs marcam a festa junina. “No fundo, continua sendo celebração comunitária, de agradecimento pelas colheitas e para celebrar que o povo quer missa, mas também quer festa, união, convivência e amizade. Valores presentes à formação social brasileira no campo e na cidade“, revela a doutora. E essas raízes da festa também são compartilhadas pela origem do forró, do baião e do sertanejo.

Capa de “Aboios e Vaquejadas” de Luiz Gonzaga, trazendo referências da cultura sertaneja e do forró. Imagem: Reprodução.
Ao lado de pratos de milho, fogueira e roupas xadrez coloridas, a música também é característica da festa junina. O forró veio sendo incorporado especialmente nas festas de São João no Nordeste, abrindo espaço ainda para o baião. A sanfona é bem marcante na trilha sonora dessas festividades, assim como o triângulo. Instrumentos que geralmente não se encontram no sertanejo. Em comum, por vezes é vista a viola caipira – mas esse instrumento não é tão presente no sertanejo mais atual.
O que não quer dizer que a festa junina está ligada apenas a um “forró raiz”, até porque o gênero continua evoluindo e aceitando outros estilos nos eventos. “O forró se modernizou há muito tempo. As adesões com a música eletrônica, com o teclado, a vinda do homem do campo para a cidade grande, trouxeram influência para sua música também”, afirma Ivisson. “É só olhar para o que os Barões da Pisadinha andam fazendo, o que Wesley Safadão está fazendo”.
O que o pesquisador aponta é que o sertanejo em alta no momento traz outras temáticas e estilos. “O sertanejo sempre esteve no sertão: a vaquejada, o aboio, sempre fizeram parte da obra de Luiz Gonzaga. As coisas caminham juntas”, o pesquisador afirma. “Mas o movimento do ‘agrosertanejo’ de hoje em dia não está deixando que a sanfona chegue junto. Existe uma estética feita musicalmente que não é o sertanejo de Tonico & Tinoco, não fala de questões bucólicas da relação do homem com a natureza, com a terra, não fala de cultivo, não é esse sertão.”
Para Ivisson Cardoso, há uma questão nessa confusão em qual ritmo mais representa a festa junina. “Existe uma disputa pelo território do que está sendo mais predominante no mercado, e isso se reflete na escolha dos lineups dos grandes shows nos interiores”, afirma. Natural da Bahia, o jornalista resgata uma memória do festival Arraiá da Capitá em Salvador, que reunia artistas do Brasil todo. “Tinha toda uma questão de se privilegiar músicas juninas, que os grandes artistas da Bahia sempre colocavam músicas de São João no repertório dos discos. Sabendo que, durante o período junino, tinha que ter uma música de forró tocando na rádio.”
Ele cita nomes como Chiclete com Banana, Banda Eva e Cheiro de Amor, que gravavam forró entre seus repertórios de axé, pensando nessa época. Até outros estilos faziam parte do evento, como Leandro & Leonardo e Biquíni, bem recebidos na festa – desde que ao lado do forró e do baião. Ainda hoje, artistas fazem lançamentos pensados para essa época, como Elba Ramalho que lançou esta semana o single “Amor ou Paixão”, homenagem à cantora Eliane, conhecida como Rainha do Forró.
Assim, a festa junina traz em sua tradição uma abertura a vários estilos musicais, mas sempre valorizando a cultura popular. Em especial, o forró e o baião, e o sertanejo mais tradicional da viola caipira e celebração da vida no campo. Afinal, a alegria da festa remete ao tempo da colheita. O resgate do forró faz parte da história centenária da festa junina, ainda que se modernize, e pode andar lado a lado do sertanejo nas festas. O importante é trazer esse ritmo em destaque para as quadrilhas e quermesses do Brasil.

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas desenvolve um experimento ousado para tentar controlar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue. Para alcançar o objetivo, eles recorrem a uma tecnologia envolvendo urânio, mas o plano foge do controle e dá início a uma ameaça de grandes proporções. Diante do risco de uma catástrofe, um pesquisador brasileiro precisa encontrar uma maneira de conter as consequências do experimento antes que elas se espalhem. Enquanto enfrenta uma corrida contra o tempo, ele descobre que impedir o desastre pode exigir decisões difíceis e colocar sua própria vida em perigo.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Fatherland acompanha a história de Thomas Mann e sua filha Erika. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, este homem decidiu embarcar em uma emocionante viagem ao lado de sua filha em pleno auge da Guerra Fria. Explorando uma Alemanha completamente em ruínas, e um Estados Unidos dominado pelos soviéticos, ele precisou ficar 16 anos exilado no país. No entanto, ao retornar para sua casa na Alemanha, ele reencontrou muito mais do que a sua amada pátria, e sim polarizações e divisões extremas, até mesmo em sua família, que criaram feridas profundas e jamais cicatrizadas.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
No Limite da Justiça conta uma história real que acompanha um agente negro do FBI (Yahya Abdul-Mateen II) quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa (Mark Wahlberg), um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você acompanha Julia (Giulia Be) e Gabi (Any Gabrielly) que, por mais que sejam amigas desde crianças, são completamente diferentes uma da outra. Gabi é uma menina cautelosa, tímida e tem medo de enfrentar novos desafios. Por outro lado, Julia é totalmente extrovertida, carismática e se joga em tudo o que a atrai. Para a surpresa das meninas, tudo está prestes a mudar quando uma mentirinha espalhada sem pretensão vira uma tragédia, resultando em um acidente de carro com a Julia. A menina precisa fazer uma cirurgia de risco e então resolveu deixar um presente para Gabi: dez cartas com dez desafios diferentes. Julia fez isso caso ela não sobreviva e a amiga precisará cumprir cada desafio, mexendo completamente com a vida de Gabi.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Nova adaptação do clássico romance de Jane Austen. Razão e Sensibilidade acompanha a família Dashwood, mais especificamente as duas irmãs Elinor and Marianne. Após a morte do patriarca, que deixou as heranças e propriedades da família para seu único filho do primeiro casamento, a viúva Sra. Dashwood e suas três filhas são deixadas sem residência fixa ou renda para sobreviver. As quatro, então, mudam-se para um chalé em Devonshire de uma prima distante que caridosamente a concede para a família. Os problemas, porém, permanecem, já que a falta de uma fortuna diminui as chances de matrimônio da romântica Marianne e
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
O filme 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha, é inspirado no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar, de Amyr Klink, e retrata a impressionante jornada do navegador brasileiro, que se tornou a primeira pessoa a atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo. Em 1984, Klink realizou a travessia solitária em um percurso de quase sete mil quilômetros, partindo de Lüderitz, na Namíbia, até Camaçari, na Bahia, ao longo de 100 dias, entre junho e setembro. Além de narrar a aventura épica, o filme explora camadas mais profundas, como a relação complexa de Amyr (Filipe Bragança) com sua família, especialmente com o pai, e como essa travessia pode simbolizar sua busca por autoconhecimento e superação. A obra não se limita à façanha física, mas aborda o simbolismo maior dessa jornada, revelando um aspecto psicológico e emocional que vai além do que foi descrito no livro. 100 Dias traz à tona o espírito de resiliência e coragem, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre as motivações pessoais de Amyr Klink e o impacto transformador dessa experiência única.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Três Horas Para Viver, uma garota de sete anos está esperando pela chegada de um fígado capaz de salvar sua vida. A carga preciosa é protegida por Hank Malone (Alan Ritchson), um entregador de alto nível. No entanto, a tarefa que parecia simples se transformou em uma perigosa missão de vida ou morte para ele quando o líder de um importante sindicato do crime passa a querer o órgão para si. Angustiado, Hank entra em um jogo de caça e fuga para entregar a encomenda a garotinha em um período de tempo menor do que 3 horas.
Quando: 29 de outubro