Com estreia nesta quinta (07), “Extraordinário” trata de maneira delicada sobre a importância dos relacionamentos. O filme estrelado por Jacob Tremblay (O quarto de Jack), Julia Roberts e Owen Wilson narra a história de Auggie Pullman, um garoto que graças a uma má formação congênita da face, teve que passar por 27 cirurgias plásticas. Auggie, que até os 10 anos foi educado pela mãe, encara o desafio de frequentar a escola regular, onde passa então, a lidar com os olhares e a curiosidade das outras crianças.

Apesar de ser um filme “feito para chorar”, Extraordinário vai além da indução de sentimentos e discute de maneira sensível o bullying, os medos da infância, a inaptidão típica da adolescência e até mesmo os desafios da paternidade. O tema central é a forma com a qual as crianças recebem Auggie, mas a narrativa se desprende mostrando várias situações envolvendo as pessoas que se relacionam diretamente com ele.

Ao final do filme, a mensagem clara é sobre a forma como conduzimos os nossos relacionamentos e como isso pode influenciar significativamente as vidas das outras pessoas. Na trama, Auggie é apenas mais um a lidar com o julgamento das pessoas e as sensações da vida em comunidade, o que nos faz refletir sobre as dificuldades que cada um enfrenta ao lidar com suas questões particulares.

Julia Roberts e Jacob Tremblay desempenham com carisma a interpretação da relação mãe e filho, que nesse enredo se torna ainda mais inspiradora. É quase impossível não deixar que algumas lágrimas caiam em algumas cenas, porém, mais importante que essa emoção é a reflexão que permanece após o término do filme: nós nunca sabemos o que se passa com as pessoas a nossa volta e menos ainda o que nossas atitudes podem gerar nelas. Vale cada lágrima.