
O excesso de informações e a falta de crítica acaba levando a dessensibilização, mas que Eduardo Moscovis leva para a vida e para o palco a missão de mudar esse cenário. O ator, que vem a Curitiba para sessões de “O Motociclista no Globo da Morte”, conversou com a imprensa no Festival de Curitiba neste sábado (04/04). O espetáculo trata da banalização da violência e garantiu o Prêmio Shell de Melhor Ator para Moscovis. A coletiva ainda teve conversas com as equipes de “Brace”, “A Máquina” e da Mostra Narrativa.
A coletiva de imprensa do Festival de Curitiba começou com “Brace”, espetáculo de dança do moçambicano radicado na Alemanha Edivaldo Ernesto. Neste trabalho, ele resgata tradições do Zimbabwe, África do Sul e Moçambique para criar uma dança em diálogo com o mundo atual. “Quanto mais eu pesquisava, menos informações claras eu encontrava”, revelou. O que comprova a importância desse resgate cultural. O uso de máscaras inspiradas nessas tradições dá um aspecto visual potente.
A montagem dialoga com o afrofuturismo, usando a arte e a pesquisa de uma ancestralidade africana para pensar em novos futuros para as pessoas negras. Edivaldo falou sobre combater o estereótipo de África como um continente em constante necessidade, e olhar para suas riquezas. “Vamos abrir a cabeça e refletir como a gente vê as pessoas da África e as pessoas de cor”, completou.
A Palco Cia de Teatro, que atua entre Curitiba e São Paulo, trouxe quatro espetáculos para o Festival. São trabalhos inspirados nas obras literárias de Paula Gianinni, que integra o grupo, e formam a Mostra de Teatro Narrativo – Narrativas Invisíveis. Segundo o grupo, a mostra é “uma celebração da literatura no palco”. Temas como fome, abandono, falta de afeto e empatia se cruzam entre as apresentações. Ao final das apresentações, é comum pessoas do público comentarem com os atores sobre como se identificam com os personagens. A companhia acredita, como confirma Paula, na “capacidade do teatro de troca”.
Um dos maiores sucessos do Festival de Curitiba está de volta, 25 anos depois, com nova roupagem. O espetáculo “A Máquina” foi apresentado em 2000 com um elenco até então pouco conhecido, que hoje se consagrou no país: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Vladimir Brichta e Gustavo Falcão. De volta na direção, João Falcão conta com codireção de Gustavo Falcão. O elenco, agora, é composto pelo coletivo Ocutá (com Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Brito) e Agnes Brichta, filha de Vladimir do elenco original.
O texto conta a história de amor de Karina, que deseja sair da cidade pequena, e Antônio, que decide criar uma máquina para trazer o mundo para a cidade, sem que ela precise sair. De forma sensível, dialoga com questões sociais atuais, que já reverberavam naquela época e ainda têm muito a dizer. “Era um espetáculo que tinha uma certa lenda, e a gente pensava se desfaz essa lenda”, confessou o diretor, e Gustavo complementou com a importância de trazer de volta a peça: “sobretudo (a peça) fala de afeto. Tudo que acontece nessa peça, inclusive o fato da gente remontar, acontece pelo afeto, por conta do amor, pelo desejo de afetar pessoas. Nada mais universal do que isso, enquanto a peça estiver ressoando, vai ressoar para sempre.”
Recentemente premiado como Melhor Ator com o Prêmio Shell, Eduardo Moscovis encara um monólogo em “O Motociclista do Globo da Morte” – com sessões no Teatro do Paiol dias 04 e 05 de abril. O ator comentou sobre outras vezes em que participou do Festival de Curitiba, resgatando sua tradição no teatro. Ele teve poucas experiências com monólogo – mas veio bem acompanhado. O texto é assinado por Leonardo Netto, a direção traz Rodrigo Portella (premiado com o Shell de Melhor Direção por “(Um) Ensaio Sobre a Cegueira”), com trilha de André Muato (que venceu o Shell na categoria Música com “Vinte!”) e iluminação de Ana Luzia de Simoni.
A trama de “O Motociclista do Globo da Morte” dialoga com temas caros ao ator, como o combate ao machismo e a dessensibilização do mundo atual. Citou casos criminais e a urgência de homens se movimentarem contra o feminicídio e a homofobia: “a gente percebe que a gente não pensa mais daquela forma, mas que seu amigo, até de forma ingênua e inconsequente, faz. Então, de uma forma educativa, com toda a permissão que a boa amizade propõe, de chamar a atenção: ‘isso não é legal, isso não cabe mais’. Nós homens temos que sair um pouco do lugar que a gente só não concorda e começar a atuar mais.”

Data de Lançamento: 16 de outubro
The Mastermind centra sua história num audacioso assalto a uma obra de arte na Nova Inglaterra nos anos 1970, isto é, sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país. JB Mooney (Josh O’Connor) era um carpinteiro desempregado que decide virar um ladrão amador de obras de arte. Enquanto o homem planeja seu primeiro grande crime e se prepara para realizá-lo, um mundo marcado por mudanças sociais e políticas se faz cada vez mais presente em sua jornada. As coisas, porém, saem do controle, virando sua vida de cabeça para baixo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em Conselhos de Um Serial Killer Aposentado, um escritor em bloqueio criativo chamado Keane vive um momento tenso em sua carreira e em seu casamento. Sem escrever um livro há quatro anos, de repente, ele se vê diante de um pedido de divórcio da esposa Suzie, cansada das desculpas e da falta de ambição do marido. Enquanto tenta vender um romance policial sobre serial killers, Keane é abordado por um homem misterioso chamado Kollmick, que se diz um assassino em série aposentado e oferece sua expertise para Keane. De repente, o jovem autor se envolve numa peculiar amizade com o estranho homem. Conselheiro literário à noite, de dia Kollmick, quase que por acidente, começa a atuar também como terapeuta matrimonial de Keane, ajudando o escritor a curar as feridas de seu relacionamento com Suzie. A desconfiada esposa, porém, passa a suspeitar que ela possa ser a próxima vítima do esquisito assassino.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O Bom Bandido (Roofman) se inspira na história real e inesperada de um assaltante chamado Jeffrey Manchester (Channing Tatum), que ficou conhecido como o “ladrão do telhado”, e seus esforços criativos de fugir da prisão. Jeffrey é um ex-oficial da Reserva do Exército dos EUA com dificuldades de se sustentar. Quando ele é pego roubando um McDonald’s para alimentar seus filhos, ele é pego, sentenciado e preso, mas rapidamente consegue escapar. Enquanto foge das autoridades, Manchester se abriga numa loja de brinquedos, onde se esconde atrás de uma parede. O tempo passa e a caça por ele se apazigua, o que deixa o caminho aberto para Jeffrey se aproximar da vendedora Leigh (Kirsten Dunst), por quem se apaixona e começa um romance. Uma série de dilemas se apresentam então para Jeffrey, enquanto Leigh permanece alheia à moradia improvisada do namorado na loja onde trabalha e ao histórico criminal do fugitivo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Último Rodeio, um montador de rodeio aposentado, conhecido como uma lenda da competição, arrisca tudo para salvar seu neto de um tumor agressivo no cérebro que exige uma cirurgia cara e invasiva que o seguro de saúde da família não cobre. De frente para seu doloroso passado e os medos da família, Joe Wainwright volta aos circuitos e entra numa competição de alto risco organizada pela liga profissional de montadores e aberta apenas para veteranos e antigos vencedores com um prêmio significativo em dinheiro. Como o competidor mais velho de todos os tempos, Joe volta a treinar e embarca numa jornada de reconciliação com feridas antigas e com a filha há muito afastada de sua vida. No caminho para essa desafiadora montaria, o ex-competidor descobre ainda o poder da fé e a verdadeira coragem que existe em lutar pela própria família.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O filme Eu e Meu Avô Nihonjin acompanha de perto a história de Noboru, um menino de 10 anos que resolve investigar a vida de seus antepassados. Por conta de sua descendência japonesa, ele busca saber sobre a origem migratória de sua família, e o único que pode ajudá-lo é seu avô, um senhor que evita falar do passado. No entanto, com a insistência do neto, a animação brasileira desenhada a mão com traços de desenhos típicos do Japão é tomada por uma série de conflitos, mostrando um homem que nunca quis deixar de ser japonês e uma criança que busca afirmar a sua identidade brasileira. No meio disso, Noboru descobre a existência de um tio que nunca havia conhecido.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Telefone Preto 2, a jornada do menino que fugiu parece só ter começado. Quatro anos após matar e escapar de seu sombrio sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal sendo o único sobrevivente do macabro cativeiro d’O Pegador. Enquanto o jovem encontra dificuldade de superar seu trauma, sua obstinada irmã mais nova Gwen começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, tendo ainda pesadelos recorrentes com três garotos sendo perseguidos num acampamento chamado Alpine Lake. Decidida a investigar a origem dessas visões, Gwen convence Finney a visitar o local durante uma tempestade de neve. O que os irmãos descobrem é que existe uma ligação perturbadora entre a história de sua família e o assassino que os atormenta. Atrás de vingança, O Pegador não só ameaça Gwen, mas se torna ainda mais poderoso depois de morto, obrigando Finney a enfrentar um mal inimaginável.
Quando: 16 de outubro de 2025.