Dez anos de Hard Rock Cafe Curitiba: mais de 3 milhões de pessoas e muitas histórias para contar

Hard Rock Cafe Curitiba. Foto: Reprodução Instagram.
Foto: Reprodução Instagram

Há dez anos, o cenário roqueiro de Curitiba mudou com a chegada de um nome de peso no cenário mundial do entretenimento. A inauguração do Hard Rock Cafe Curitiba aconteceu em 2015, trazendo um palco para artistas locais, nacionais e internacionais no coração do Batel. Uma década de histórias e muito rock marcam a trajetória do espaço, que já foi eleito pela própria rede como melhor Hard Rock Cafe do mundo.

Em 2023, a unidade Curitiba recebeu o prêmio Take Back The Night melhor franquia do mundo em grandes eventos e retomada financeira pós pandemia”, comentou o proprietário do Hard Rock da capital paranaense, Rafael Magosso. “Até o momento mantemos o título e meu trabalho diário como líder é explicar aos 150 funcionários que eu chamo de banda que ‘chegar ao título é fácil, nosso compromisso é manter’”.

Como começou

O Hard Rock Cafe Curitiba passou a ser planejado em 2014, quando Magosso formou um grupo de investidores, cuja equipe gerencial multidisciplinar se manteve até a inauguração em 2015. Em pouco tempo, conquistou não só o público local como de fora: mais de 3 milhões de pessoas já visitaram o cafe. O proprietário revela que 75% do fluxo da casa é de turistas. Marcas de renome mundial também notaram o espaço, que contou com ações do UFC, Harley-Davidson e Mini Cooper, entre outros.

Desafios

Mas trazer para Curitiba uma marca mundial não foi tão simples. Há todo um padrão mundial a ser seguido pelo Hard Rock Cafe, da cozinha à estrutura. Estabelecer essa cultura internamente é essencial para conquistar o público. “Meu maior desafio foi posicionar o Hard Rock Cafe como efetivamente o que ele é: um restaurante familiar com Rock and Roll ao vivo 365 dias por anos em suas 24 horas de funcionamento, sejam 15 horas abertas ao público ou seja no refeitório, durante a faxina ou vestiário.  Sim, funcionário aqui é roqueiro também. Faz parte da cultura organizacional”, explicou o proprietário.

Cafe

E como surgiu esse nome? O primeiro Hard Rock Cafe é de 1971, em Londres (Inglaterra). Isaac Tigrett e Peter Morton queriam encontrar um bom hambúrguer estadunidense nas terras da Rainha. Sem sucesso, resolveram abrir seu próprio espaço. Em pouco tempo, grandes artistas passaram a frequentar o espaço, e a primeira unidade nos Estados Unidos foi em Los Angeles.

O primeiro show em um Hard Rock foi o da Inglaterra, com ninguém mais, ninguém menos do que Paul McCartney e Wings, em 1973. Em pouco tempo, grandes nomes do rock também ficaram amigos dos donos. Eric Clapton pediu para colocar uma guitarra sua no bar, marcando seu lugar favorito. Assim, nasceu a tradição do Hard Rock de exibir em todas as unidades itens exclusivos de ícones da música.

Curitiba

Em Curitiba, há itens exclusivos que foram de grandes nomes da música. “Tenho clientes que reservam a mesa onde está exposto o violão do David Gilmour”, conta Magosso. O Hard Rock Cafe da capital paranaense conta ainda com um terno de John Lennon avaliado em US$ 6 milhões, discos de ouro, guitarras autografadas por Carlos Santana e Keith Richards e muitos outros. “Amo o que costumo chamar de meu ‘centro espírita do rock particular’, pois a roupa de Michael Jackson está por lá!”, brinca.

Marky Ramone no Hard Rock Cafe Curitiba. Foto: Arquivo pessoal.

Marky Ramone no Hard Rock Cafe Curitiba. Foto: Arquivo pessoal.

Palco

A unidade curitibana também já foi palco de shows internacionais e nacionais de peso. Marky Ramone, Supla, Eddie Pimentel (guitarrista do Eric Clapton) e Tim “Ripper” Owens (ex-vocalista do Judas Priest) se apresentaram por lá. E outros tantos músicos e artistas, que mesmo vindo a Curitiba para tocar em outros espaços, passaram lá no Hard Rock Cafe para jantar, de Thiaguinho e Marília Mendonça até Tico Santa Cruz, Dinho Ouro Preto e Donavon Frankenheiter.

A cena local também tem espaço no Hard Rock Cafe Curitiba. “Hoje tenho mais de 500 bandas cadastradas e de três a cinco novas pedindo oportunidade por dia, revela Magosso. “Produzo mais de mil shows por ano e o negócio se transformou em uma ‘usina de rock and roll’”. Eventos como Carnaval – que em 2025 contou com três palcos e 12 atrações – ampliam as oportunidades das bandas curitibanas de ocupar o local.

Cardápio

E, apesar do cafe no nome, o cardápio vai muito além. O “cafe” se refere ao estilo do espaço, quando surgiu lá nos anos 1970. Já o menu do restaurante passeia por referências estadunidenses amplas e saborosas. Sanduíches são grande destaque, mas as porções de asinhas de frango apimentadas são lendárias. Cortes de carne como costelinha suína e sobremesas típicas como torta de maçã complementam as pedidas, que seguem o padrão mundial da marca.

Uma década de ações

Para Magosso, os dez anos de Hard Rock Cafe Curitiba representam uma consolidação tanto do rock na cidade quanto da paixão pela marca. Diversos acontecimentos marcaram essa década, até fatos muito pessoais, como o proprietário ter celebrado um Réveillon no bar com o filho de 14 dias. Outros, chegaram a mudar a rotina da cidade: “Escoltar com 100 motocicletas Harley-Davidson a guitarra externa de 13 metros de Maringá a Curitiba e abençoa-la na Pedreira Paulo Leminsky com mais de 10 mil pessoas, ter feito uma festa a fantasia sobre personagens do Rock com mais de 1.100 clientes vestidos, construir um hospital oncopediatrico através da doação de grandes noites fechadas e agora, 2025, doar um milhão de reais ao Hospital Pequeno Príncipe em evento chamado “Luta do Milhão”. Ou seja, os que vieram e os que virão.”

Por Brunow Camman
28/05/2025 16h44

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