
“Eu tenho sido chato com a palavra nostalgia porque ela acaba levando as pessoas a acharem que lá atrás era melhor. Hoje é muito melhor”, diz Rodrigo Lima, vocalista e fundador da banda Dead Fish, que integra o line up da I Wanna Be Tour, turnê prestes a desembarcar em Curitiba, sábado, 23 de agosto, na Pedreira Paulo Leminski. Ao lado de Rodrigo, nomes históricos do emo, punk e hardcore promovem um verdadeiro encontro de gerações, e é ao lado disso que Rodrigo dá o tom de não cair na armadilha da nostalgia, mas sim reafirmar a relevância de viver o agora, sem perder a memória. “O Brasil é um país que precisa bastante trabalhar sua própria memória”, dita o artista.
O evento, realizado pela 30e, leva ao palco outros nomes de peso nacionais como Fresno, Forfun, Gloria e Fake Number, ao lado dos internacionais Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellowcard, Story of the Year, The Maine, The Veronicas e Neck Deep. Rodrigo conversou com exclusividade com o Curitiba Cult, e se mostrou ansioso para tocar num lugar tão especial como a Pedreira. “É um palco histórico do Brasil, né? A gente precisa fazer bonito”, brinca ele. A conexão com a capital paranaense vem de longa data – e influenciou fortemente a banda. “A gente teve influência muito forte de uma demo lançada pelo Pinheads de Curitiba”, conta Rodrigo.
De lá pra cá, a banda manteve regularidade nos lançamentos de álbuns, EPs, coletâneas, mesmo com mudanças de integrantes ao longo dos anos. “É uma equação complicada. Depois de ter vivido um zilhão de crises de criação, olhando em retrospecto, acho que a gente trilhou um caminho legal”, conta Rodrigo aos 52 anos – um veterano para os colegas de outras bandas, os quais ele chama de “meninos”. “Não que isso não tenha doído, porque criar alguma coisa é sempre complicado”, confessa.
Sempre com composições claramente politizadas, Rodrigo diz viver em paz com o fato de ser o porta-voz de mensagens nem sempre bem recebidas por todos. “Eu acho que tive mais dores de barriga na minha vida por conta das letras antes da distopia maluca. Hoje não. Eu acho que estou fazendo o meu trabalho”, conta. Trabalho esse que, inclusive, ele diz fazer com prazer, e sem a necessidade de agradar a todos. “Antigamente eu acho que eu tinha um pouco menos de maturidade. Eu acho que cheguei num lugar que as pessoas já sabem ‘pô, o Dead Fish fala isso, pensa isso, pratica isso’. E eu me sinto fazendo um bom trabalho”, diz ele; não só com os versos, mas também os com shows ao vivo, estética e arte.
A busca por um futuro melhor – sempre com o objetivo de esperançar, e não só ter esperança de forma estática – tem uma grande incentivadora. Pai de uma menina de nove anos, o vocalista diz que jamais abriria mão de estar ali “tentando mudar as coisas” por ela e pelas filhas de todos ao redor. “Se a gente tem possibilidade, vamos em frente”.
Quem vê o tom das letras e estética do Dead Fish não imagina que, em casa, Rodrigo diz estar voltando para “essa coisa de quando era garoto”, curioso com outras estéticas e meios da arte. A filha, fascinada por k-pop, fez ele encontrar ali coisas boas. “Se ela fica feliz, se ela dança, não pode ser de todo ruim, né?”, conta. “Acabei virando fã de alguns álbuns da Anitta”, dispara Rodrigo, que também diz estar apresentando Raul Seixas, Balão Mágico e tantos outros clássicos para a filha pequena, além de explorar outras “doideiras” como cúmbia. “Está divertido estar vivo hoje”, confessa ele.
Divertido mas, ao mesmo tempo, desafiador. “As pessoas não dão tanto valor à música em si, né? Eu vejo essa geração conhecendo músicas através de pequenos vídeos. Isso pra mim é um TDAH extremo, me deixa muito preocupado”, conta ele, que reforça a necessidade da música não ser “desprestigiada nesse nível”. “A música é uma coisa tão bonita, que toca tão profundamente as pessoas. Eu acho que isso é um grande desafio pra agora”, conclui.
E apesar da possível frustração de ver que muitas das letras escritas por ele há décadas demonstram que muita coisa não mudou – como “Sonho Médio”, de 1999, e “Individualismo de Massa”, de 2005 – ainda há no que se agarrar, como a mensagem de “Autonomia”, de 2009. “É uma música que faz muito sentido positivamente. Se a gente tiver informação, se a gente estudar, se a gente ler, olhar para os lados, faz diferença”, conclui.
Para os próximos anos, a banda promete novos trabalhos em breve. “A gente já tem um esqueletinho de alguma coisa por vir. Não sei se a gente vai demorar ainda a fazer, mas estamos pensando em algo. Dessa vez nada temático, vamos deixar as coisas fluidas e soltas”, diz Rodrigo, em contrapartida ao mais recente álbum, “Labirinto da Memória”, de 2024.
Para fechar a conversa – e como dica para você, leitor, que se encontra ilhado em meio a tanta informação do mundo atual – Rodrigo dá a palavra. “Gastem tempo. Se aprofundem. Vocês têm tudo na mão. Não é um link só que vai fazer você ter uma opinião super forte. Hoje essa molecada tem, sei lá, 20, 30, 40 links. Falta tempo para ver tudo, e essa molecada quer ver tudo, né? Mas gastem tempo”, finaliza Rodrigo. Para ler e aprender sempre.
A I Wanna Be Tour Curitiba conta com o Curitiba Cult como media partner que se une a marcas como Rádio Mix, UOL, Tenho Mais Discos que Amigos! e MTV.
Quando: 23 de agosto de 2025 (sábado)
Onde: Pedreira Paulo Leminski (Rua João Gava, 970)
Horário: abertura dos portões às 10h
Quanto: entre R$ 277,50 (meia-entrada) a R$ 1.395 (inteira)
Ingressos: Eventim
Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Produção e realização: 30e

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas desenvolve um experimento ousado para tentar controlar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue. Para alcançar o objetivo, eles recorrem a uma tecnologia envolvendo urânio, mas o plano foge do controle e dá início a uma ameaça de grandes proporções. Diante do risco de uma catástrofe, um pesquisador brasileiro precisa encontrar uma maneira de conter as consequências do experimento antes que elas se espalhem. Enquanto enfrenta uma corrida contra o tempo, ele descobre que impedir o desastre pode exigir decisões difíceis e colocar sua própria vida em perigo.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
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Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
No Limite da Justiça conta uma história real que acompanha um agente negro do FBI (Yahya Abdul-Mateen II) quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa (Mark Wahlberg), um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você acompanha Julia (Giulia Be) e Gabi (Any Gabrielly) que, por mais que sejam amigas desde crianças, são completamente diferentes uma da outra. Gabi é uma menina cautelosa, tímida e tem medo de enfrentar novos desafios. Por outro lado, Julia é totalmente extrovertida, carismática e se joga em tudo o que a atrai. Para a surpresa das meninas, tudo está prestes a mudar quando uma mentirinha espalhada sem pretensão vira uma tragédia, resultando em um acidente de carro com a Julia. A menina precisa fazer uma cirurgia de risco e então resolveu deixar um presente para Gabi: dez cartas com dez desafios diferentes. Julia fez isso caso ela não sobreviva e a amiga precisará cumprir cada desafio, mexendo completamente com a vida de Gabi.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Nova adaptação do clássico romance de Jane Austen. Razão e Sensibilidade acompanha a família Dashwood, mais especificamente as duas irmãs Elinor and Marianne. Após a morte do patriarca, que deixou as heranças e propriedades da família para seu único filho do primeiro casamento, a viúva Sra. Dashwood e suas três filhas são deixadas sem residência fixa ou renda para sobreviver. As quatro, então, mudam-se para um chalé em Devonshire de uma prima distante que caridosamente a concede para a família. Os problemas, porém, permanecem, já que a falta de uma fortuna diminui as chances de matrimônio da romântica Marianne e
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
O filme 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha, é inspirado no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar, de Amyr Klink, e retrata a impressionante jornada do navegador brasileiro, que se tornou a primeira pessoa a atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo. Em 1984, Klink realizou a travessia solitária em um percurso de quase sete mil quilômetros, partindo de Lüderitz, na Namíbia, até Camaçari, na Bahia, ao longo de 100 dias, entre junho e setembro. Além de narrar a aventura épica, o filme explora camadas mais profundas, como a relação complexa de Amyr (Filipe Bragança) com sua família, especialmente com o pai, e como essa travessia pode simbolizar sua busca por autoconhecimento e superação. A obra não se limita à façanha física, mas aborda o simbolismo maior dessa jornada, revelando um aspecto psicológico e emocional que vai além do que foi descrito no livro. 100 Dias traz à tona o espírito de resiliência e coragem, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre as motivações pessoais de Amyr Klink e o impacto transformador dessa experiência única.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Três Horas Para Viver, uma garota de sete anos está esperando pela chegada de um fígado capaz de salvar sua vida. A carga preciosa é protegida por Hank Malone (Alan Ritchson), um entregador de alto nível. No entanto, a tarefa que parecia simples se transformou em uma perigosa missão de vida ou morte para ele quando o líder de um importante sindicato do crime passa a querer o órgão para si. Angustiado, Hank entra em um jogo de caça e fuga para entregar a encomenda a garotinha em um período de tempo menor do que 3 horas.
Quando: 29 de outubro