Crítica: “Como Treinar O Seu Dragão” é live-action cheio de acertos

Como Treinar O Seu Dragão live-action. Foto: Divulgação DreamWorks.
Foto: Divulgação DreamWorks

A fase de filmes live-action sem inspiração passou. Pelo menos, é o que os lançamentos recentes demonstram. Depois de um emocionante “Lilo & Stitch”, chega aos cinemas brasileiros a versão live-action de “Como Treinar o Seu Dragão”. O longa-metragem traz vários acertos na adaptação filmada, que estreia no dia 12 de junho.

Diferente da Disney, a DreamWorks convidou o diretor das animações, Dean DeBlois, para dirigir o live-action. Curiosamente, DeBlois também dirigiu a versão animada de “Lilo & Stitch”. Aqui, mesmo que as experiências dele tenham sido com animação, o diretor sabe comandar bem o trabalho para um resultado final impactante. DeBlois assina ainda o roteiro com William Davies e Cressida Cowell (autora da série de livros que inspirou os filmes).

História

A narrativa se mantém no live-action. Soluço (Mason Thames) é um garoto viking deslocado, que não sabe lutar. Desajeitado, se coloca em perigo tentando fazer parte do grupo de homens e mulheres que eliminam os dragões que atacam sua vila. Quando ele acerta um temido dragão Fúria da Noite, tudo pode mudar. Inclusive, a forma como os vikings veem os dragões. Soluço descobre que as criaturas míticas não são tão ruins assim, e podem precisar da ajuda dos humanos para serem livres.

O garoto vai descobrindo detalhes sobre os dragões, o que chama atenção do pai (Gerard Butler), com quem tem uma relação conflituosa. A garota Astrid (Nico Parker), ambiciosa viking e a melhor da turma de caçadores de dragões, acaba descobrindo a amizade de Soluço com Fúria da Noite – que ganha o apelido de Banguela.

Nesta versão, as atuações competentes acompanham o roteiro que dá mais espaço para as relações entre os personagens. O filme parece mudar pouca coisa em relação à animação, e quando muda, é para melhor. Com personagens mais complexos, diálogos mais bem construídos e uma dinâmica fluida, o live-action emociona em uma narrativa bem construída. O elenco jovem tem carisma, e o elenco adulto parece se divertir tanto quanto os mais novos.

Ação

As cenas de ação, que envolvem voos de dragão e batalhas, estão muito certeiras. Divertem, animam e conseguem mostrar detalhes de personagens e cenários. A câmera ágil coloca tudo em movimento, junto com as emoções de Soluço e seus amigos. Parte essencial de “Como Treinar O Seu Dragão”, a ação ganha destaque.

Outro ponto interessante é o bom uso da computação gráfica. Os efeitos visuais estão naturais, cenas em que atores e dragões se encostam, voam juntos e interagem mostram um apuro técnico de alto padrão. A luz do ambiente chega a refletir na pele escamosa dos dragões, trazendo um realismo a cada quadro.

Se o live-action tem algum defeito, é a explicação final para derrotar o grandioso vilão. No original, há um conceito bem detalhado para a batalha, que fica corrida neste filme de 2025. Um detalhe pequeno perto dos grandes acertos de “Como Treinar O Seu Dragão” em live-action, um filme que vale ser visto nos cinemas.

Por Brunow Camman
09/06/2025 11h30

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