Essa crítica poderia muito bem se chamar “Como Ser Solteira e Taylor Swift”. A cantora, que recebeu no último Grammy Awards o prêmio de Álbum do Ano, tem em suas letras algo muito semelhante ao roteiro do filme: a personagem que vive os altos e baixos de um relacionamento. A principal diferença é que, enquanto nas letras de Taylor temos apenas uma protagonista, aqui somos apresentados à jornada de quatro mulheres, todas independentes, financeiramente estáveis, mas em diferentes estágios de relacionamento. Logo, é possível perceber que durante as quase duas horas de filme, todas suas histórias girarão ao redor de suas vidas amorosas.

Alice (Dakota Johnson) – nossa protagonista – está entediada com a rotina do relacionamento com seu namorado e decide dar um tempo. Ela se muda para Nova Iorque e começa uma nova vida na cidade, com um novo emprego, um novo apartamento e, quem sabe, um novo amor. Welcome to New York! ~faixa do álbum 1989, indisponível online~ Mas, depois de algumas semanas longe de seu ex, ela percebe que o que eles tinham era o que ela precisava naquele momento. Então, ela tenta voltar para dezembroconfira o clipe -, mesmo que seja tarde de mais e tenha que lidar com as consequências de sua escolha.

Em Nova Iorque, a jovem conhece Robin (Rebel Wilson), sua nova colega de trabalho, que se revela o oposto de Alice. Robin tem a filosofia de nunca dormir em casa e, principalmente, nunca dormir sozinha. Impulsiva, sem amarras e escrúpulos, a personagem é uma mulher que não só sabe aproveitar a solteirice, como quer continuar solteira para sempre. A personagem segue a vibe Shake It Offconfira o clipe.

Alice tem uma irmã em Nova Iorque: Meg (Leslie Mann), uma obstetra bem sucedida que já está entrando na meia idade e não se preocupa muito com gerar uma família. Então, não se preocupa com encontrar o amor de sua vida, nem sonha com um homem ideal. (Ok, não temos nenhuma música da Taylor que se encaixa neste padrão. Mas a personagem terá suas reviravoltas durante o filme.) Já ao contrário de Meg, Lucy (Alison Brie) tem em seus planos casar, ter filhos e encontrar a felicidade ao compartilhá-la com seu futuro parceiro. Independente dos meios que precise utilizar para que isto aconteça. Lucy provavelmente deve amar Love Storyconfira o clipe.

Rebel Wilson rouba a cena e traz carrega todo o peso da palavra “comédia” do gênero “comédia romântica” do filme. O único problema disso, é que, talvez, Rebel esteja sempre neste papel cômico de personagem fora da linha, com atitudes e resposta inesperada, e que isso comece a misturar a atriz às personagens.

O roteiro não surpreende. Com um tom de Idas e Vindas do Amor (Valentine’s Day) e Noite de Ano Novo (New Year’s Eve), não é difícil imaginar qual será o desfecho de cada personagem. Para nossa protagonista, a frase de New Romantics – novo single de Taylor -, “the best people in life are free” talvez seja a melhor maneira de encerrar a jornada da personagem.

A trilha, recheada de hits de 2015, reforça o caráter datado e “hit do momento” que o filme carrega. Assim como essas músicas, que não serão lembradas em no máximo 2 anos, o filme, que insiste em repetir clichês várias e várias vezes, também se torna esquecível. É, imagino que essa seja a grande diferença entre o filme e as músicas de Taylor.

Como Ser Solteira chega aos cinemas na próxima quinta-feira (25).