
Viver dentro de um filme é possível, e quem cresceu assistindo a Camp Rock entende bem a sensação. O Rock Camp Curitiba acontece nesta semana e transforma a capital paranaense na segunda cidade brasileira a receber a iniciativa internacional que usa a música como ferramenta de acesso à cultura, expressão artística e fortalecimento de vínculos.
Em 2026, sessenta participantes integram a nova edição do projeto, dedicado exclusivamente a meninas de 7 a 17 anos, em uma experiência que une aprendizado, convivência e empoderamento.
Com vagas limitadas, o Rock Camp vai além das aulas de música ao promover socialização, confiança e protagonismo feminino desde cedo. Para marcar o encerramento da semana, o projeto realiza um showcase aberto ao público no Armazém Cultural, a partir das 12h, reunindo familiares, apoiadores e curiosos para conferir de perto o resultado dessa imersão criativa que, assim como no cinema, transforma descobertas individuais em potência coletiva no palco.
Com uma equipe 100% voluntária, o Rock Camp começa a ser programado um ano antes. O principal desafio é encontrar um lugar adequado, que ceda seu espaço de maneira gratuita e comporte as campistas e organizadoras.
As inscrições são divididas por categorias, sendo 50% delas gratuitas e destinadas para meninas acolhidas em abrigos sociais, em situação de vulnerabilidade social ou econômica, estudantes de escolas públicas, negras, indígenas ou quilombolas, e as outras 50% abertas ao público geral.
A arrecadação dos valores são direcionados para a alimentação, kits de boas vindas, manutenção e compra de instrumentos, material de apoio e limpeza, além de imprevistos e reserva. O projeto também incentiva a doação através de campanhas nas redes sociais
Ao longo da semana, as participantes se divertem enquanto aprendem em um ambiente lúdico e recreativo. A programação inclui aulas de instrumentos e composição, técnica vocal, e, claro, vários momentos de lazer.
Além disso, as oficinas criativas ganham o coração e toda a atenção das crianças. Nelas, elas criam o nome da banda, logotipo, produzem fanzines e camisetas com a identidade visual do grupo.
Aurora, de 09 anos, conta que descobriu a colônia através de seu pai e logo se interessou na ideia de participar de uma banda: “meu pai me perguntou se eu queria ir para um lugar em que eu ia passar a semana, aprender a tocar os instrumentos e fazer uma banda para depois tocar no show”. Para ela, uma das características mais especiais do camp é ele ser inteiramente voltado para o público feminino e que já fez diversas amigas.
Os ensaios são o momento em que os campistas colocam em prática tudo o que aprendem e, mais do que isso, se jogam de verdade na música, cada um com a sua personalidade. Na bateria, guitarra, teclado, baixo ou no vocal, cada participante encontra espaço para se desenvolver, experimentar e ganhar confiança, sempre com incentivo para explorar o próprio estilo e evoluir em grupo.
E, mesmo que o Rock Camp abrace todos os gêneros musicais, basta circular pelos corredores das salas de ensaio para perceber qual som domina o ambiente. Entre e acordes marcantes, batidas fortes e amplificadores ligados, o rock é quem dá o tom e se destaca como a trilha sonora principal do projeto.
A voluntária Mariana participa do Rock Camp desde a primeira edição em Curitiba. Ela, que começou apenas acompanhando a filha que, na época, era campista, hoje é instrutora de bateria. “Eu não tinha nenhum conhecimento musical no início, e com o tempo que eu fui vendo as crianças tocando, aprendendo a tocar uma música em uma semana, daí eu pensei: ‘Ah, eu vou começar a aprender também, né?’ “, afirma.
Mari também comenta que um dos grandes feitos da iniciativa é perceber a mudança na cena musical curitibana, que antigamente era predominantemente masculina: “desde que ele começou em 2018, o número de bandas de mulheres e meninas aumentou em Curitiba. Sempre teve, né? Mas tinham pouco, pouquíssimas. Agora tá cheio de banda que acabou se formando por conta do Camp. Isso eu acho muito legal.”
Com o objetivo de criar um ambiente acolhedor e seguro, o projeto recebe apenas meninas, mulheres e pessoas dissidentes de gênero. A coordenadora Lis Claudia afirma que: “mais do que formação musical, o Rock Camp Curitiba se destaca por oferecer um espaço seguro e acolhedor, construído por uma rede de voluntárias, que estimula a expressão artística, a confiança e o senso de pertencimento. O projeto integra uma iniciativa internacional presente em diversos países, com foco na inclusão e no empoderamento de juventudes diversas por meio da música“, comenta.
As voluntárias se dividem em pessoas com experiência musical ou em áreas específicas, e pessoas sem experiência mas que têm vontade de participar. As funções são:
Produção de banda: que acompanha a banda, orienta a composição da música e guia os ensaios;
Instrução de instrumento: de maneira lúdica, ensina as campistas o básico dos instrumentos como voz, teclado, bateria, baixo ou guitarra;
Espaço kids: auxilia no cuidado das crianças, junto às mães ajudantes;
Lojinha: responsável pela organização e venda dos produtos do Camp;
Roadie: mão para toda obra, a roadie é responsável pela montagem dos palcos além da manutenção de equipamentos e instrumentos.
Técnica de som: é responsável pela qualidade do som durante todo o Camp, além da atuação no palco da colônia e do showcase;
Enfermaria: garantido a saúde dos campistas, o cargo presta primeiros socorros, ajuda com eventuais emergências de saúde e oferece tranquilidade às participantes;
Registro: o famoso fotógrafo e social media ficam responsáveis por capturar os melhores momentos do evento, produzindo conteúdos para as redes sociais e acervo do Rock Camp;
Apoio: auxílio geral, incluindo a organização de materiais, receber e entregar campistas ao responsável, e limpeza;
Empresariado: assim como um manager, acompanha a banda durante toda a semana do projeto, ajudando com a agenda e horários, oficinas, além de mediar relações entre os integrantes do grupo, mantendo o alto astral.
E quem já foi campista também volta como voluntária, como é o caso da Adélia, de 19 anos. A jovem é imigrante e deficiente visual, mas conta que suas características nunca foram um impeditivo para desempenhar as atividades do evento. Ela começou aos 12 anos, como tecladista, e seguiu anualmente até os 17 anos.
“Eu sempre gostei de música, e vim aqui porque eu gosto de conhecer novas pessoas, sabe? De toda faixa etária.“
A intenção de virar voluntária já existia dentro de si, e se concretizou este ano, com um convite do Rock Camp: “[Ser campista] foi uma experiência muito boa, porque parece que virou mágica, entende? Eu gosto das comidas daqui, gosto dos shows enquanto a comida é servida para as campistas pistas e para as voluntárias. Eu adoro tudo.“
E como todo rockstar tem seu momento de glória, é claro que o melhor fica para o final. No sábado, todas as bandas são convidadas para um grande show gratuito, onde apresentarão suas músicas autorais. É o momento das campistas brilharem e mostrarem todo o trabalho realizado ao longo da semana.
Este ano, o grand finale está marcado no Armazém Cultural, que recebe o showcase pelo terceiro ano consecutivo. A apresentação é gratuita, a partir das 12h, e reúne todas as participantes, equipe, pais e apoiadores do projeto.
Quando: 24 de janeiro de 2026 (sábado)
Onde: Armazém Garagem (Rodovia Curitiba – Ponta Grossa BR-277).
Horário: a partir das 12h
Quanto: entrada gratuita
Informações: no Instagram @rockcamp_curitiba.

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas desenvolve um experimento ousado para tentar controlar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue. Para alcançar o objetivo, eles recorrem a uma tecnologia envolvendo urânio, mas o plano foge do controle e dá início a uma ameaça de grandes proporções. Diante do risco de uma catástrofe, um pesquisador brasileiro precisa encontrar uma maneira de conter as consequências do experimento antes que elas se espalhem. Enquanto enfrenta uma corrida contra o tempo, ele descobre que impedir o desastre pode exigir decisões difíceis e colocar sua própria vida em perigo.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Fatherland acompanha a história de Thomas Mann e sua filha Erika. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, este homem decidiu embarcar em uma emocionante viagem ao lado de sua filha em pleno auge da Guerra Fria. Explorando uma Alemanha completamente em ruínas, e um Estados Unidos dominado pelos soviéticos, ele precisou ficar 16 anos exilado no país. No entanto, ao retornar para sua casa na Alemanha, ele reencontrou muito mais do que a sua amada pátria, e sim polarizações e divisões extremas, até mesmo em sua família, que criaram feridas profundas e jamais cicatrizadas.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
No Limite da Justiça conta uma história real que acompanha um agente negro do FBI (Yahya Abdul-Mateen II) quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa (Mark Wahlberg), um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você acompanha Julia (Giulia Be) e Gabi (Any Gabrielly) que, por mais que sejam amigas desde crianças, são completamente diferentes uma da outra. Gabi é uma menina cautelosa, tímida e tem medo de enfrentar novos desafios. Por outro lado, Julia é totalmente extrovertida, carismática e se joga em tudo o que a atrai. Para a surpresa das meninas, tudo está prestes a mudar quando uma mentirinha espalhada sem pretensão vira uma tragédia, resultando em um acidente de carro com a Julia. A menina precisa fazer uma cirurgia de risco e então resolveu deixar um presente para Gabi: dez cartas com dez desafios diferentes. Julia fez isso caso ela não sobreviva e a amiga precisará cumprir cada desafio, mexendo completamente com a vida de Gabi.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Nova adaptação do clássico romance de Jane Austen. Razão e Sensibilidade acompanha a família Dashwood, mais especificamente as duas irmãs Elinor and Marianne. Após a morte do patriarca, que deixou as heranças e propriedades da família para seu único filho do primeiro casamento, a viúva Sra. Dashwood e suas três filhas são deixadas sem residência fixa ou renda para sobreviver. As quatro, então, mudam-se para um chalé em Devonshire de uma prima distante que caridosamente a concede para a família. Os problemas, porém, permanecem, já que a falta de uma fortuna diminui as chances de matrimônio da romântica Marianne e
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
O filme 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha, é inspirado no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar, de Amyr Klink, e retrata a impressionante jornada do navegador brasileiro, que se tornou a primeira pessoa a atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo. Em 1984, Klink realizou a travessia solitária em um percurso de quase sete mil quilômetros, partindo de Lüderitz, na Namíbia, até Camaçari, na Bahia, ao longo de 100 dias, entre junho e setembro. Além de narrar a aventura épica, o filme explora camadas mais profundas, como a relação complexa de Amyr (Filipe Bragança) com sua família, especialmente com o pai, e como essa travessia pode simbolizar sua busca por autoconhecimento e superação. A obra não se limita à façanha física, mas aborda o simbolismo maior dessa jornada, revelando um aspecto psicológico e emocional que vai além do que foi descrito no livro. 100 Dias traz à tona o espírito de resiliência e coragem, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre as motivações pessoais de Amyr Klink e o impacto transformador dessa experiência única.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Três Horas Para Viver, uma garota de sete anos está esperando pela chegada de um fígado capaz de salvar sua vida. A carga preciosa é protegida por Hank Malone (Alan Ritchson), um entregador de alto nível. No entanto, a tarefa que parecia simples se transformou em uma perigosa missão de vida ou morte para ele quando o líder de um importante sindicato do crime passa a querer o órgão para si. Angustiado, Hank entra em um jogo de caça e fuga para entregar a encomenda a garotinha em um período de tempo menor do que 3 horas.
Quando: 29 de outubro