Chega aos cinemas nesta quinta (05) uma produção que já vem sendo aguarda há muitos anos. Cercado de expectativa e repleto de background como base, Blade Runner 2049 enfim chegou às telonas. O momento para tal lançamento pode ser bem questionado, assim como a sua real funcionalidade em meio de tantos blockbusters. É uma obra belíssima que acaba infelizmente se ofuscado e se autocolocando em segundo plano no cenário atual.

Aproveitando da recente leva de recuperação de grandes clássicos para o cinema atual, Blade Runner resolve dar as caras. Nas antigas foi intitulado como O Caçador de Androides em solo brasileiro. Demorou muito pra conquistar fãs e só foi alcançar a alcunha cult nos últimos anos. Agora após 35 anos está de volta buscando marcar presença no público atual, tarefa complicadíssima de se conquistar.

É apresentado um novo protagonista (Ryan Gosling), precisando encarar uma missão que irá muito além de caçar replicantes e o colocará diante de muitos questionamentos. Além do retorno de Harrison Ford, grande nome por trás do longa original, temos a participação de Jared Leto e Robin Wright. A direção coube ao mais novo queridinho de Hollywood: Denis Villeneuve, tendo Ridley Scott como produtor. O roteiro foi feito por Hampton Fancher e Michael Green, com base na trama original de Philip K. Dick.

Com aproximadas duas horas e 45 minutos de duração, Blade Runner 2049 acaba por se perder dentro da própria proposta. Apesar da maravilhosa fotografia acompanhada do excelente trabalho de atuação/direção e trilha sonora, o resultado final é extremamente arrastado para uma trama sem muitos fatores que despertem interesse. O próprio antecessor já sofre com problemas de lentidão e até hoje não convence por total. Aqui é visível a inspiração no produto original em todos os caminhos escolhidos e forma de ditar o longa. Certamente pode ganhar renome como cult, talvez demore, mas Blade Runner 2049 se enrola demais para acabar sendo “apenas” um deleite estético.

Nota: 7,5

Trailer – Blade Runner 2049