Andar a pé também é se arriscar: por que os pedestres merecem mais atenção no trânsito

Faixa de pedestres e o respeito no trânsito. Foto: Levy Ferreira/SMCS.
Foto: Levy Ferreira/SMCS

Sabe aquele trajeto rápido até o mercado, o ponto de ônibus ou a faculdade? Em 2025, andar a pé pode ser mais arriscado do que se imagina. Mesmo sem dirigir, o pedestre está inserido no trânsito e, muitas vezes, acaba sendo uma das vítimas mais expostas. E a segurança depende do comportamento de todos: de quem está ao volante, mas também de quem está com os pés na rua.

Os invisíveis da mobilidade

Nas campanhas de trânsito, a maior parte das mensagens é direcionada aos motoristas — afinal, são eles os que controlam veículos que, em alta velocidade, podem causar grandes danos. Mas há um outro grupo que também merece destaque: os pedestres. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2023, mais de 5 mil pedestres morreram no Brasil em decorrência de sinitros no trânsito.

Ainda de acordo com o levantamento, os pedestres ocupam a segunda posição entre os usuários mais vulneráveis que dão entrada nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), logo após os motociclistas, representando 9,13% dos atendimentos. Ou seja, mesmo sem estarem ao volante, estão frequentemente no centro das ocorrências mais graves.

O que coloca os pedestres em risco?

Diversos fatores contribuem para que o ato de caminhar se torne perigoso. Entre eles:

  • Desatenção tanto de motoristas quanto de pedestres
  • Falta de visibilidade – tanto de quem está no volante, quanto de quem está andando
  • Pedestres atravessando em locais que dão ao motorista, baixa visão e acabam resultando em “surpresas”
  • Excesso de velocidade em áreas urbanas
  • A cultura de que o pedestre “atrapalha” o fluxo

Além disso, atitudes comuns como usar o celular enquanto caminha, atravessar fora da faixa ou ignorar os sinais também aumentam os riscos. A travessia distraída ou feita de maneira apressada pode transformar situações cotidianas em sinistros evitáveis.

O trânsito é de todos

A responsabilidade por um trânsito mais seguro é compartilhada. O motorista atento faz a diferença ao reduzir a velocidade perto de escolas ou em áreas movimentadas, ao respeitar a preferência de quem está atravessando ou ao manter distância segura. O pedestre, por sua vez, também colabora quando respeita os sinais, evita o uso do celular ao atravessar e opta por locais seguros para fazer a travessia.

Pequenos gestos, como manter contato visual com quem está dirigindo, podem ajudar a garantir que a travessia seja feita com mais segurança. Gentileza e empatia, nesses casos, valem muito mais do que pressa.

Por Brunow Camman
30/05/2025 18h02

Artigos Relacionados

O drink da balada vale a sua vida? A real sobre álcool e direção em números e relatos

Se o trânsito falasse: 5 frases que você ouviria todo dia pelas ruas do Paraná