
Menos de uma semana depois de abrir o show de Alanis Morissette em Curitiba, Ana Cañas lança o disco “Vida Real”. O disco chegou às plataformas nesta sexta-feira (04/04), com 11 faixas e participações de Roberta Miranda, Ivete Sangalo e Ney Matogrosso. A canção-título abre o disco e foi apresentada no palco da Pedreira Paulo Leminski. O álbum traz uma visão concisa da artista e quase todas são suas composições – exceto “O Que Eu Só Vejo em Você” de Nando Reis. Ana Cañas contou com exclusividade ao Curitiba Cult sobre esse novo trabalho.
A cantora paulista começou a carreira em 2007 com o álbum “Amor e Caos”. O disco de estreia conquistou a crítica especializada que a considerou destaque como revelação do ano. Ela ainda conseguiu reconhecimento internacional, indicada em 2018 pelo álbum “Todxs” na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.
Depois da pandemia, a artista lançou a turnê “Ana Cañas Canta Belchior”, passando por grandes casas de show brasileiras somando mais de 180 apresentações. A tour rendeu a ela o prêmio de Melhor Show do Ano pela Associação dos Críticos de Arte. Agora, lança seu mais recente trabalho autoral, “Vida Real”.
Eu acho que ela tá muito no meu inconsciente existindo como mulher artista. A ALanis tá sempre aqui, sabe? Como tá a Rita Lee, como tá a Patti Smith, Frida Kahlo, Nina Simone, Billie Holiday, que eu tenho tatuada no braço. Joni Mitchell é outra artista que eu admiro profundamente, assim. E o disco “Blue” é um disco que eu ouvi até rasgar, furar. Então, são mulheres, a força do feminino. E como encontrar esse lugar de ser mulher na arte, na música. Quais são as camadas? O que esse eu lírico tem de específico. Porque a gente sabe, o lugarzinho da mulher no mundo ainda é um lugarzinho a ser conquistado, né? A gente vai cavando e lutando pela equidade. Então, são meus pares. Meus pares artísticos.
Eu vivi quatro anos tocando Belchior, que é um homem, mas curiosamente um homem que tinha muito um espaço do feminino dentro da sua obra, a reverberação. Eu encontrei muito lugar como mulher dentro da obra do Belchior. Então, foi muito legal também. Enfim, intersecções. Eu acho que canções como ‘Coração Selvagem’, ‘Divina Comédia Humana’, ‘Paralelas’, nossa, elas têm um espaço para o feminino. Tanto é que foi gravado, né? Por Elis, por Vanusa, por Elba Ramalho, por Fafá de Belém, por elas todas, né? Então, é maravilhoso, assim. Ele permite muito esse feminino dentro, com certeza.
Você não pode pretender emocionar um ser humano se isso não passar por você primeiro. E aí, quem eu sou? Qual a minha vida? O que eu tenho a dizer? Quais os meus valores? Qual abismo eu vou saltar hoje? Ou você dá a verdade sua, ou nada vai acontecer. Isso eu aprendi vendo Ney, vendo a Ivete. Você já viu um vídeo chamado ‘Jamaico’? ‘Jamaico’ é um doutorado sobre várias coisas, no sentido da vida real, do quanto a Ivete tem apreço pelas pessoas. Eu sou uma pessoa super do espiritual, tenho interesse pelas religiões, por antropologia, sociologia, estudos de coletivos humanos. Eu mesma, pessoalmente, sou uma pessoa que acredita que é mais pelo amor, pelo afeto a parada, sabe? Se você trata bem as pessoas ao seu redor, é isso aí, entendeu? Se você se coloca no lugar de todo mundo, empatia. Pra mim, Deus seria mais nesse lugar, sabe? Empatia, amor, afeto, verdade, sentimento, assim. Isso tá sempre no meu trabalho, essa dimensão existencial, transcendental, isso é uma coisa que sempre tá ligada ao que eu estou escrevendo, pensando, compondo. A música propõe uma comunhão coletiva.
Cara, eu tinha um pianista no bar, quando eu cantava nos bares, que ele me ensinou muita coisa, o Mário Edson. E o Mário tocava no Beco das Garrafas. Ele tinha 70 anos, eu tinha 22. E ele me ensinou muita coisa, e uma das coisas que ele dizia era assim: ‘olha, Ana, quando você canta no palco, tem que abrir uma roda de fogo, entendeu? E você tem que cruzar essa roda de fogo, se não, o palco não é pra você.’ Cara, eu sempre penso nisso, faz 22 anos que eu penso nisso. Porque é verdade, entendeu? O palco é sagrado, as pessoas saíram de casa, pagaram ingresso, pagaram estacionamento, largaram a Netflix, compraram sua cerveja, estão de frente ali pro palco, esperando. Então, pra mim, ou você entrega tudo, ou você entrega tudo, entendeu? Então, o transcendental, espiritual, nesse momento vem nesse lugar do respeito pela existência humana, sabe? Tipo, as pessoas abrem seus chakras no show. Eu quando vou a show, eu faço isso, tipo: ‘me emociona, pelo amor de Deus! Tô aqui pra isso, cara, me dá essa emoção, vamos cantar junto’, é muito lindo, sabe? Então, sempre vai ter essa dimensão, a música pra mim. A arte como um todo.
Tudo biográfico. Essas músicas vão de 2013 a 2024. Todas biográficas. Tem vários romances aí. Tem paixão não vivida, frustrada. Tipo o famoso toco que eu tomei, que é ‘Derreti’. ‘Derreti’ é tipo aquela paixão platônica que eu tive por uma pessoa. Um homem maravilhoso que era casado. E não deu, né, irmã? Não deu, o cara é casado e é isso aí. Então pega o seu banquinho, saia de fininho, e compõe a sua canção. Porque eu fui amante de um cara casado. Então ‘Amiga se Liga’ com a Roberta Miranda é sobre ser amante. Eu fui amante.Vivi de migalha. Rasguei a cartilha do feminismo, joguei pro alto, me humilhei, me arrastei por um homem casado. Vivi, escrevi a canção. Tem paixões vividas. Tem uma canção para o meu irmão que faleceu com 24 anos. Tem tudo que eu posso escrever até agora nos últimos anos da minha vida. E tem coisas despretensiosas também, porque eu adoro pop. Então uma canção como ‘Brigadeiro e Café’ com a Ivete, criadora de ‘Jamaico’, é tipo maravilha pra mim. Não ser tudo cabeção. Tem umas coisas simples e fáceis e gostosas de ouvir. Então é um disco que tem essa dicotomia do pop com a trovadora.
E o que eu vou falar do Ney Matogrosso? Um dos artistas mais importantes da história da música brasileira. Um ser humano de outra dimensão. Uma pessoa com uma generosidade incrível. Você imagina pra mim, compositora, ver o Ney gravar a minha música. A música que eu escrevi. Isso pra mim tem um valor inestimável. Como compositora, foi um presente. Já tinha cantado ‘Paralelas’ com ele no ‘Belchior’. Mas vê-lo gravar a minha música é outro patamar de emoção. E o Ney é perfeito.

Data de Lançamento: 16 de outubro
The Mastermind centra sua história num audacioso assalto a uma obra de arte na Nova Inglaterra nos anos 1970, isto é, sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país. JB Mooney (Josh O’Connor) era um carpinteiro desempregado que decide virar um ladrão amador de obras de arte. Enquanto o homem planeja seu primeiro grande crime e se prepara para realizá-lo, um mundo marcado por mudanças sociais e políticas se faz cada vez mais presente em sua jornada. As coisas, porém, saem do controle, virando sua vida de cabeça para baixo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em Conselhos de Um Serial Killer Aposentado, um escritor em bloqueio criativo chamado Keane vive um momento tenso em sua carreira e em seu casamento. Sem escrever um livro há quatro anos, de repente, ele se vê diante de um pedido de divórcio da esposa Suzie, cansada das desculpas e da falta de ambição do marido. Enquanto tenta vender um romance policial sobre serial killers, Keane é abordado por um homem misterioso chamado Kollmick, que se diz um assassino em série aposentado e oferece sua expertise para Keane. De repente, o jovem autor se envolve numa peculiar amizade com o estranho homem. Conselheiro literário à noite, de dia Kollmick, quase que por acidente, começa a atuar também como terapeuta matrimonial de Keane, ajudando o escritor a curar as feridas de seu relacionamento com Suzie. A desconfiada esposa, porém, passa a suspeitar que ela possa ser a próxima vítima do esquisito assassino.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O Bom Bandido (Roofman) se inspira na história real e inesperada de um assaltante chamado Jeffrey Manchester (Channing Tatum), que ficou conhecido como o “ladrão do telhado”, e seus esforços criativos de fugir da prisão. Jeffrey é um ex-oficial da Reserva do Exército dos EUA com dificuldades de se sustentar. Quando ele é pego roubando um McDonald’s para alimentar seus filhos, ele é pego, sentenciado e preso, mas rapidamente consegue escapar. Enquanto foge das autoridades, Manchester se abriga numa loja de brinquedos, onde se esconde atrás de uma parede. O tempo passa e a caça por ele se apazigua, o que deixa o caminho aberto para Jeffrey se aproximar da vendedora Leigh (Kirsten Dunst), por quem se apaixona e começa um romance. Uma série de dilemas se apresentam então para Jeffrey, enquanto Leigh permanece alheia à moradia improvisada do namorado na loja onde trabalha e ao histórico criminal do fugitivo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Último Rodeio, um montador de rodeio aposentado, conhecido como uma lenda da competição, arrisca tudo para salvar seu neto de um tumor agressivo no cérebro que exige uma cirurgia cara e invasiva que o seguro de saúde da família não cobre. De frente para seu doloroso passado e os medos da família, Joe Wainwright volta aos circuitos e entra numa competição de alto risco organizada pela liga profissional de montadores e aberta apenas para veteranos e antigos vencedores com um prêmio significativo em dinheiro. Como o competidor mais velho de todos os tempos, Joe volta a treinar e embarca numa jornada de reconciliação com feridas antigas e com a filha há muito afastada de sua vida. No caminho para essa desafiadora montaria, o ex-competidor descobre ainda o poder da fé e a verdadeira coragem que existe em lutar pela própria família.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O filme Eu e Meu Avô Nihonjin acompanha de perto a história de Noboru, um menino de 10 anos que resolve investigar a vida de seus antepassados. Por conta de sua descendência japonesa, ele busca saber sobre a origem migratória de sua família, e o único que pode ajudá-lo é seu avô, um senhor que evita falar do passado. No entanto, com a insistência do neto, a animação brasileira desenhada a mão com traços de desenhos típicos do Japão é tomada por uma série de conflitos, mostrando um homem que nunca quis deixar de ser japonês e uma criança que busca afirmar a sua identidade brasileira. No meio disso, Noboru descobre a existência de um tio que nunca havia conhecido.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Telefone Preto 2, a jornada do menino que fugiu parece só ter começado. Quatro anos após matar e escapar de seu sombrio sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal sendo o único sobrevivente do macabro cativeiro d’O Pegador. Enquanto o jovem encontra dificuldade de superar seu trauma, sua obstinada irmã mais nova Gwen começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, tendo ainda pesadelos recorrentes com três garotos sendo perseguidos num acampamento chamado Alpine Lake. Decidida a investigar a origem dessas visões, Gwen convence Finney a visitar o local durante uma tempestade de neve. O que os irmãos descobrem é que existe uma ligação perturbadora entre a história de sua família e o assassino que os atormenta. Atrás de vingança, O Pegador não só ameaça Gwen, mas se torna ainda mais poderoso depois de morto, obrigando Finney a enfrentar um mal inimaginável.
Quando: 16 de outubro de 2025.