
Uma das vozes mais marcantes do rock ecoou pela Pedreira Paulo Leminski na noite desse domingo (30/03). Alanis Morissette cantou em Curitiba como parte da turnê Triple Moon Tour, que trouxe grandes sucessos desde os anos 1990 até o disco mais atual. A capital paranaense foi a única parada com show exclusivo no Brasil – ela se apresentou no dia anterior no Lollapalooza. Mas Curitiba ganhou mais músicas, e a plateia sentiu a entrega da cantora e compositora a cada segundo.
Às 18h, Ana Cañas abriu o show. A cantora paulista falou sobre sua apresentação como um sonho realizado. Com meia hora de palco, ela selecionou algumas canções marcantes do rock nacional em vozes femininas, como por exemplo “Agora Só Falta Você” de Rita Lee e Tutti Frutti. Relembrou ainda sua turnê recente tocando Belchior e fez a primeira apresentação de uma música inédita do seu próximo disco, que chega em abril. Ainda pediu para que todos acendessem as lanternas de celular quando cantou Legião Urbana, pedindo para todos mandarem energias para Alanis. Citando a canadense a cada momento, Ana Cañas entregou um bom aquecimento ao público e conseguiu se conectar – em especial pela mesma admiração à artista que a influenciou.
Na abertura do show, pontual, um vídeo trazendo uma lua ascendendo vai tomando forma com o rosto da cantora. A identidade visual da turnê – referência a fases da lua de forma simbólica como diferentes facetas femininas – ganha corpo. Alanis no início da carreira, a cantora premiada, a roqueira transgressora, a mãe acolhedora, a artista madura, a questionadora da conformidade de gênero, a divertida, todas elas corroborando para o impacto cultural que ela tem.
Ela entra em cena como não poderia deixar de ser: trazendo uma faixa de “Jagged Little Pill”, disco que entrou para a história como um dos maiores recordes de vendas desde 1995. Tocando gaita de boca, uma marca registrada, começou “Hand in My Pocket” com o coro do público. Aliás, o inglês não parecia ser uma barreira, com várias músicas sendo entoadas pelos mais de 15 mil pessoas na Pedreira. Alanis é conhecida por escrever letras complexas e driblar rimas óbvias em busca de palavras mais intensas para suas narrativas. E o público acompanha essa jornada mesmo em outra língua.
Durante o show, as imagens do telão se alternavam. Algumas eram pessoais, com fotos e letras escritas à mão. A figura da lua sempre presente. Mas também mensagens progressistas e de paz. Enquanto cantava “Right Through You”, inspirada no machismo que a indústria musical carrega, diversas informações sobre desigualdade de gênero tomavam o telão. Alanis Morissette consegue transformar uma inspiração pessoal em uma narrativa musical ampla, e ela usa essa conexão com o público para resgatar sua visão plural de mundo, em busca de igualdade e respeito.
Com uma potência vocal gigantesca, a cantora entregou emoção a cada faixa. Sorria e agradecia com frequência, como se estivesse sentindo o apoio e apreço do público. Mesmo não sendo uma pessoa que se expõe demais, mantendo seu lado reservado, Alanis Morissette sabe apreciar os fãs, e isso se tornaria uma grande força ainda naquela noite.

Alanis Morissette em Curitiba. Foto: Caroline Hecke/Live Nation Brasil.
A artista fez uma seleção marcante de faixas para a noite. Com um apanhado de várias canções dos seus discos, conseguiu transitar pelos mais de 30 anos de carreira de forma bem estruturada. Canções amadas pelo público, mas mais lentas ou tristes, viraram interlúdios, uma forma de ter presente esse lado de Alanis sem quebrar o ritmo da apresentação. Um aceno especial aos fãs mais ligados na discografia completa.
“That I Would Be Good” figurou em outros shows da turnê, mas não apareceu no Lollapalooza, por exemplo. Assim, Curitiba ganhou uma apresentação especial no Brasil. Fez uma pequena piada em “Ironic”, trocando um verso que dizia “conhecer o homem dos seus sonhos, e aí conhecer sua linda esposa”. Alanis cantou “conhecer o homem dos seus sonhos, e aí conhecer seu lindo esposo”, e ainda completou “muitas vezes”. São pequenos momentos como esse que fazem Alanis se conectar com o público ainda mais, mostrando irreverência e domínio de sua arte.
Quando foi cantar “Ironic”, alguns fãs subiram no palco para cantar o começo com ela. Era o que bastava para que uma das faixas mais amadas virasse um grande e emocionante karaokê geral na Pedreira. Os fãs no palco se ajoelharam diante da artista, que se ajoelhou de volta agradecendo.
Um erro técnico aconteceu durante uma das mais aguardadas músicas. “You Oughta Know” chegou a ganhar um Grammy de Melhor Canção de Rock e marcou gerações de fãs, uma das mais idolatradas do aclamado “Jagged Little Pill”. No meio da canção, todo o som desaparece, tanto do microfone quanto dos instrumentos. E o público devolveu toda a energia que Alanis mandou desde o início.
A plateia cantou sem parar cada verso, por mais complicado ou acelerado que fosse. Tanto que os músicos não pararam. A Pedreira ecoou com as vozes dos fãs mantendo o espírito do show em pé. O som voltou mais para o fim da música e Alanis entregou sua potência vocal. Ficou um gosto amargo pela apresentação pela metade, mas a cena dos milhares de fãs apoiando a artista e mostrando apreço por seu trabalho e sua entrega também foram especiais.
Alanis Morissette encerrou o show com “Thank U”, literalmente um agradecimento. A canção fala tanto de momentos difíceis quanto escolhas controversas e vivências espirituais. Uma dualidade que reforça a complexidade da vida e os desconfortos que causam crescimento. A canção escrita aos 24 anos mostrava uma maturidade da artista e continua ressoando até hoje, na figura da cantora que entende a dor como parte do amadurecimento e ainda busca a empatia. Um agradecimento que coube bem em uma noite de tanta energia, entrega e, mesmo com percalços, representou uma troca especial entre Alanis e o público curitibano.

Data de Lançamento: 16 de outubro
The Mastermind centra sua história num audacioso assalto a uma obra de arte na Nova Inglaterra nos anos 1970, isto é, sob o pano de fundo da Guerra do Vietnã e do incipiente movimento feminista no país. JB Mooney (Josh O’Connor) era um carpinteiro desempregado que decide virar um ladrão amador de obras de arte. Enquanto o homem planeja seu primeiro grande crime e se prepara para realizá-lo, um mundo marcado por mudanças sociais e políticas se faz cada vez mais presente em sua jornada. As coisas, porém, saem do controle, virando sua vida de cabeça para baixo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em Conselhos de Um Serial Killer Aposentado, um escritor em bloqueio criativo chamado Keane vive um momento tenso em sua carreira e em seu casamento. Sem escrever um livro há quatro anos, de repente, ele se vê diante de um pedido de divórcio da esposa Suzie, cansada das desculpas e da falta de ambição do marido. Enquanto tenta vender um romance policial sobre serial killers, Keane é abordado por um homem misterioso chamado Kollmick, que se diz um assassino em série aposentado e oferece sua expertise para Keane. De repente, o jovem autor se envolve numa peculiar amizade com o estranho homem. Conselheiro literário à noite, de dia Kollmick, quase que por acidente, começa a atuar também como terapeuta matrimonial de Keane, ajudando o escritor a curar as feridas de seu relacionamento com Suzie. A desconfiada esposa, porém, passa a suspeitar que ela possa ser a próxima vítima do esquisito assassino.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O Bom Bandido (Roofman) se inspira na história real e inesperada de um assaltante chamado Jeffrey Manchester (Channing Tatum), que ficou conhecido como o “ladrão do telhado”, e seus esforços criativos de fugir da prisão. Jeffrey é um ex-oficial da Reserva do Exército dos EUA com dificuldades de se sustentar. Quando ele é pego roubando um McDonald’s para alimentar seus filhos, ele é pego, sentenciado e preso, mas rapidamente consegue escapar. Enquanto foge das autoridades, Manchester se abriga numa loja de brinquedos, onde se esconde atrás de uma parede. O tempo passa e a caça por ele se apazigua, o que deixa o caminho aberto para Jeffrey se aproximar da vendedora Leigh (Kirsten Dunst), por quem se apaixona e começa um romance. Uma série de dilemas se apresentam então para Jeffrey, enquanto Leigh permanece alheia à moradia improvisada do namorado na loja onde trabalha e ao histórico criminal do fugitivo.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Último Rodeio, um montador de rodeio aposentado, conhecido como uma lenda da competição, arrisca tudo para salvar seu neto de um tumor agressivo no cérebro que exige uma cirurgia cara e invasiva que o seguro de saúde da família não cobre. De frente para seu doloroso passado e os medos da família, Joe Wainwright volta aos circuitos e entra numa competição de alto risco organizada pela liga profissional de montadores e aberta apenas para veteranos e antigos vencedores com um prêmio significativo em dinheiro. Como o competidor mais velho de todos os tempos, Joe volta a treinar e embarca numa jornada de reconciliação com feridas antigas e com a filha há muito afastada de sua vida. No caminho para essa desafiadora montaria, o ex-competidor descobre ainda o poder da fé e a verdadeira coragem que existe em lutar pela própria família.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
O filme Eu e Meu Avô Nihonjin acompanha de perto a história de Noboru, um menino de 10 anos que resolve investigar a vida de seus antepassados. Por conta de sua descendência japonesa, ele busca saber sobre a origem migratória de sua família, e o único que pode ajudá-lo é seu avô, um senhor que evita falar do passado. No entanto, com a insistência do neto, a animação brasileira desenhada a mão com traços de desenhos típicos do Japão é tomada por uma série de conflitos, mostrando um homem que nunca quis deixar de ser japonês e uma criança que busca afirmar a sua identidade brasileira. No meio disso, Noboru descobre a existência de um tio que nunca havia conhecido.
Quando: 16 de outubro de 2025.

Data de Lançamento: 16 de outubro
Em O Telefone Preto 2, a jornada do menino que fugiu parece só ter começado. Quatro anos após matar e escapar de seu sombrio sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal sendo o único sobrevivente do macabro cativeiro d’O Pegador. Enquanto o jovem encontra dificuldade de superar seu trauma, sua obstinada irmã mais nova Gwen começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, tendo ainda pesadelos recorrentes com três garotos sendo perseguidos num acampamento chamado Alpine Lake. Decidida a investigar a origem dessas visões, Gwen convence Finney a visitar o local durante uma tempestade de neve. O que os irmãos descobrem é que existe uma ligação perturbadora entre a história de sua família e o assassino que os atormenta. Atrás de vingança, O Pegador não só ameaça Gwen, mas se torna ainda mais poderoso depois de morto, obrigando Finney a enfrentar um mal inimaginável.
Quando: 16 de outubro de 2025.