
Homenagear uma das maiores vozes da música brasileira não exige apenas talendo, mas também entrega e uma boa dose de responsabilidade. É com essa missão que o espetáculo “Marrom, o Musical” chega a Curitiba, levando ao palco a trajetória de Alcione, desde sua infância até a consagração de uma carreira que atravessa gerações. O Curitiba Cult conversou com a atriz Letícia Soares, que interpreta uma das fases da cantora na peça, sobre os desafios de dar vida à artista, os bastidores da produção e a emoção de participar dessa homenagem.
E se você ainda não garantiu os seus ingressos, é melhor correr. As vendas acontecem no site Disk Ingressos e nas bilheterias do Shopping Mueller, Teatro Fernanda Montenegro e Teatro Positivo, com valores entre R$ 25 a R$ 125.
A montagem celebra os 50 anos de carreira de Alcione e apresenta ao público diferentes momentos de sua vida, desde a infância no Maranhão até o reconhecimento nacional. Com texto de Miguel Falabella e idealização de Jô Santana, o musical combina música, memória e elementos da cultura popular maranhense, especialmente o Bumba Meu Boi. A produção encerra a chamada Trilogia do Samba, projeto que também homenageou Cartola e Dona Ivone Lara.
Ao falar sobre a experiência de participar do espetáculo, Letícia destaca a importância de homenagear Alcione ainda em vida: “Homenagear, sobretudo homenagear em vida, uma artista da grandeza de Alcione é um momento muito especial em qualquer carreira, né? E eu sou muito grata por fazer parte desse espetáculo desde o início, de estar contando essa história através da Marrom.“

Marrom, o Musical. Foto: Weber Bezerra
Ela afirma que dar vida à cantora, no entanto, também exige atenção aos detalhes de sua personalidade e trajetória. A atriz explica que o público chega ao teatro com a expectativa de encontrar um pouco da própria Alcione no palco. “O desafio é encarnar essa Alcione, né? Com esses detalhes e a composição do que é contar a história da Alcione. Quem vai ver a peça às vezes está na esperança de encontrá-la também. Então a gente tem que dar um pouquinho dela para o público que foi ali esperando vê-la. Então vai vê-la através da gente.“
A produção também chama a atenção pela dimensão do trabalho artístico, visto que são 24 artistas em cena e mais de 300 figurinos que ajudam a reconstruir diferentes épocas da vida da cantora. Parte das peças recebeu bordados feitos em São Luís, no Maranhão, pela Cooperativa Cuxá, em uma parceria com o Instituto Humanitas360. A montagem também mobilizou mais de 250 empregos diretos e indiretos durante sua concepção e circulação.
Idealizador do projeto, Jô Santana recebe elogios de Letícia pela dedicação à valorização de personalidades brasileiras nos palcos. “O Jô é um produtor incansável, ele tá sempre na dianteira, sobretudo no que diz respeito às histórias brasileiras. Isso é muito especial, assim, a forma como ele vai desbravando os caminhos mais tortuosos para que a gente tenha a nossa própria arte no auge. Eu acho isso muito muito bonito que ele faz.“
A atriz também destaca a experiência de trabalhar com Miguel Falabella, responsável pelo texto e pela direção conjunta com Ilea Ferraz. Para ela, a condução do diretor contribui para aprofundar as interpretações e encontrar nuances nas personagens. “Miguel é de uma generosidade artística que às vezes ele não está nem te ensinando, é só você parar para ouvir, sabe? Ele só está contando alguma história. É muito especial ter essa direção dele, porque ele tira muita sutileza da atuação.“

Marrom, o Musical. Foto: Weber Bezerra
Um dos momentos mais marcantes para o elenco aconteceu quando Alcione assistiu ao espetáculo pela primeira vez. Letícia conta que a cantora surpreendeu os artistas ao pegar o microfone e cantar para a plateia.
“Eu lembro a primeira vez que ela foi assistir, foi muito especial. Sempre é, óbvio, né? Mas essa primeira vez que ela foi assistir, ela tava bem no meio da plateia. E aí levaram o microfone para ela falar e então a gente já estava ali, todo mundo de cara, vendo a Alcione. E aí ela começou a cantar para gente. Eu fiquei com a mão na cabeça o tempo todo pensando ‘Meu Deus’. Tem vídeo da gente no palco, né? E eu assim: ‘Alcione tá cantando para mim, cara. A Alcione tá cantando para mim’ Porque foi muito especial.“
Em outra apresentação, no Rio de Janeiro, a cantora compartilhou com o elenco a emoção de reconhecer sua própria história no palco. Segundo Letícia, as palavras de Alcione representaram uma confirmação especial do trabalho realizado pela equipe.
“No Rio de Janeiro, quando ela foi ver, ela falou uma coisa que me marcou profundamente também, porque ela falou assim: ‘Vocês não sabem o que é depois de tanto tempo, tantos anos da minha vida, eu olhar para o palco e rever a minha mãe, rever o meu pai, meus irmãos criança, me ver. Vocês não sabem, vocês não têm noção do que é isso’. E eu achei muito especial, porque se ela viu o pai e a mãe dela, é porque a gente tá fazendo um bom trabalho, né? Se ela conseguiu se ver ali novamente, nos seus vários momentos de criança, metade de uma carreira e até o dia de hoje, para mim foi uma benção maior. Porque não só ela está gostando do espetáculo, mas ela consegue se ver refletida no espetáculo.“

Marrom, o Musical. Foto: Weber Bezerra
Para Letícia, levar a trajetória de Alcione aos palcos também representa uma oportunidade de valorizar histórias que nem sempre recebem o espaço que merecem. A atriz enxerga o musical como uma forma de preservar a memória e aproximar o público de figuras importantes da cultura brasileira. “Eu acho que tem esse lugar quase de utilidade pública, sabe? Porque existem histórias que precisam ser contadas, e lembradas, e vistas, e sentidas, e Alcione é uma dessas.“
A dimensão dessa homenagem também está relacionada à representatividade da cantora; maranhense, negra e dona de uma carreira de cinco décadas, Alcione construiu uma trajetória que ultrapassa a música e se conecta à identidade cultural brasileira. “A gente tem biografias grandes, e contar a história dessa artista nordestina preta, que tem uma história de 50 anos de sucesso, é realmente muito especial.”

Marrom, o Musical. Foto: Weber Bezerra
Além da oportunidade de homenagear a cantora, Leticia encontra inspiração no próprio elenco. A atriz conta que a convivência com os colegas reforça diariamente sua admiração pelo trabalho artístico desenvolvido no Brasil, especialmente diante dos desafios enfrentados por profissionais negros no setor.
“Eu tenho o encantamento diário com os meus colegas, sabe? Às vezes eu me pego admirando a qualidade dessas pessoas que estão ali, [porque] a gente sabe o quanto é difícil viver de arte, o quanto é complexo viver de arte no Brasil, né? Sobretudo sendo artista preto, e a gente está ali contando, cantando e é de uma qualidade. Então, todos os dias eu me encanto com o talento das pessoas que estão à minha volta. De verdade, genuinamente.“
O espetáculo “Marrom, o Musical” faz curtíssima temporada em Curitiba com duas sessões neste final de semana, na Ópera de Arame. No sábado (31), a peça tem início às 20h; já no domingo (01), às 19h.
Quando: 31 de outubro e 01 de novembro de 2026 (sábado e domingo)
Onde: Ópera de Arame (Rua João Gava, 920 – Abranches)
Horários: sábado às 20h e domingo às 19h
Quanto: de R$ 25 a R$ 125, variando conforme a modalidade e setor
Vendas: no site Disk Ingressos e nas bilheterias do Shopping Mueller, Teatro Fernanda Montenegro e Teatro Positivo.

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas desenvolve um experimento ousado para tentar controlar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue. Para alcançar o objetivo, eles recorrem a uma tecnologia envolvendo urânio, mas o plano foge do controle e dá início a uma ameaça de grandes proporções. Diante do risco de uma catástrofe, um pesquisador brasileiro precisa encontrar uma maneira de conter as consequências do experimento antes que elas se espalhem. Enquanto enfrenta uma corrida contra o tempo, ele descobre que impedir o desastre pode exigir decisões difíceis e colocar sua própria vida em perigo.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Fatherland acompanha a história de Thomas Mann e sua filha Erika. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, este homem decidiu embarcar em uma emocionante viagem ao lado de sua filha em pleno auge da Guerra Fria. Explorando uma Alemanha completamente em ruínas, e um Estados Unidos dominado pelos soviéticos, ele precisou ficar 16 anos exilado no país. No entanto, ao retornar para sua casa na Alemanha, ele reencontrou muito mais do que a sua amada pátria, e sim polarizações e divisões extremas, até mesmo em sua família, que criaram feridas profundas e jamais cicatrizadas.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
No Limite da Justiça conta uma história real que acompanha um agente negro do FBI (Yahya Abdul-Mateen II) quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa (Mark Wahlberg), um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você acompanha Julia (Giulia Be) e Gabi (Any Gabrielly) que, por mais que sejam amigas desde crianças, são completamente diferentes uma da outra. Gabi é uma menina cautelosa, tímida e tem medo de enfrentar novos desafios. Por outro lado, Julia é totalmente extrovertida, carismática e se joga em tudo o que a atrai. Para a surpresa das meninas, tudo está prestes a mudar quando uma mentirinha espalhada sem pretensão vira uma tragédia, resultando em um acidente de carro com a Julia. A menina precisa fazer uma cirurgia de risco e então resolveu deixar um presente para Gabi: dez cartas com dez desafios diferentes. Julia fez isso caso ela não sobreviva e a amiga precisará cumprir cada desafio, mexendo completamente com a vida de Gabi.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Nova adaptação do clássico romance de Jane Austen. Razão e Sensibilidade acompanha a família Dashwood, mais especificamente as duas irmãs Elinor and Marianne. Após a morte do patriarca, que deixou as heranças e propriedades da família para seu único filho do primeiro casamento, a viúva Sra. Dashwood e suas três filhas são deixadas sem residência fixa ou renda para sobreviver. As quatro, então, mudam-se para um chalé em Devonshire de uma prima distante que caridosamente a concede para a família. Os problemas, porém, permanecem, já que a falta de uma fortuna diminui as chances de matrimônio da romântica Marianne e
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
O filme 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha, é inspirado no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar, de Amyr Klink, e retrata a impressionante jornada do navegador brasileiro, que se tornou a primeira pessoa a atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo. Em 1984, Klink realizou a travessia solitária em um percurso de quase sete mil quilômetros, partindo de Lüderitz, na Namíbia, até Camaçari, na Bahia, ao longo de 100 dias, entre junho e setembro. Além de narrar a aventura épica, o filme explora camadas mais profundas, como a relação complexa de Amyr (Filipe Bragança) com sua família, especialmente com o pai, e como essa travessia pode simbolizar sua busca por autoconhecimento e superação. A obra não se limita à façanha física, mas aborda o simbolismo maior dessa jornada, revelando um aspecto psicológico e emocional que vai além do que foi descrito no livro. 100 Dias traz à tona o espírito de resiliência e coragem, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre as motivações pessoais de Amyr Klink e o impacto transformador dessa experiência única.
Quando: 29 de outubro

Data de Lançamento: 29 outubro
Em Três Horas Para Viver, uma garota de sete anos está esperando pela chegada de um fígado capaz de salvar sua vida. A carga preciosa é protegida por Hank Malone (Alan Ritchson), um entregador de alto nível. No entanto, a tarefa que parecia simples se transformou em uma perigosa missão de vida ou morte para ele quando o líder de um importante sindicato do crime passa a querer o órgão para si. Angustiado, Hank entra em um jogo de caça e fuga para entregar a encomenda a garotinha em um período de tempo menor do que 3 horas.
Quando: 29 de outubro