Acordar, pegar o celular e começar a escorregar o dedo pela tela, vendo uma coleção de vidas diferentes, informações variadas e a sensação de que você deveria saber mais, estudar mais, ler mais, se informar mais, viajar mais, treinar mais…

Depois você prepara seu café da manhã ouvindo um podcast que lhe dá informações e pensa, “como eu não sabia disso antes?”. São novos livros que você ainda não havia lido, novas notícias que não sabia. Isso causa um leve desconforto e uma sensação de que está atrasado, que deveria estar fazendo mais coisas, que está pouco produtivo.

Ao chegar no trabalho, seu colega lhe conta uma história que você não conhecia; você percebe que alguém colocou em prática uma ideia que você já teve, mas que ficou aprimorando. Mais uma vez a sensação de que os outros são melhores do que você.

Atualmente as pessoas parecem bem mais informadas, inteligentes, bonitas, interessantes do que são e isso causa uma sensação de inadequação em quem acompanha suas vidas. Sentir isso todos os dias vai causando um grande mal, porém um mal paulatino, quase que desapercebido.

É uma sensação sutil de que se está em falta. Uma admiração por quem parece melhor do que você, um desejo de ter mais, saber mais e fazer mais que até parece motivador. E você passa a sentir isso dia após dia, até que percebe que não conseguiu ler todos os livros que indicaram, nem acompanhar todos os acontecimentos do mundo, nem saber de todas as historias que os outros sabem.

Então você percebe que desenvolveu um transtorno mental, a ANSIEDADE, o novo “mal-estar da civilização”. Em um mundo com excesso de informação é natural que as pessoas sejam mais ansiosas e tenham a autoestima cada vez mais baixa.

E como resolver isso?

Quando você tem um problema no joelho, procura o ortopedista, mas quando você tem um problema mental, por que não procurar um psicólogo?

Primeiro, é preciso ver a realidade como ela é: tem muita informação e distração para que você consiga acompanhar tudo, é impossível, aceite isso.  Segundo, é melhor conhecer poucas coisas que são boas e realmente úteis do que muitas coisas que não acrescentam em nada.

A nossa vida é curta e o nosso tempo produtivo, mais curto ainda, então não faz sentido perder tempo com tanta informação inútil que nos chega a todo momento. Conheça as suas prioridades e preferências pessoais e profissionais; seja consciente do que você faz no seu dia e o que gostaria de fazer. Para isso, é preciso organização e disciplina.

O autoconhecimento ajudará muito, assim como a autoestima, que não te deixará cair nas armadilhas da falta (sensação que está em falta, atrasado, devendo…). Definir prioridades ajudará a lidar com o seu tempo. Se estiver difícil de resolver isso sozinho, busque apoio de um psicólogo que tem a formação profissional para ajudar você a viver da melhor forma possível. Afinal, é para isso que vivemos: buscar a felicidade.

Se quiser falar mais sobre isso, me conta sua história, vamos conversar… (Clica aqui)