A influência da música nos estudos

A influência da música nos estudos - UniOpet. Foto: Canva.
Foto: Canva

Vestibular, TCC, semana de provas, seminário…

Estudar pode acabar se tornando uma tarefa cansativa, consumindo tempo e esforços mentais e físico, especialmente quando a concentração desaparece e o cansaço se instala. Nesse caso, a música deixa de ser apenas uma trilha de fundo e se tornar uma ferramenta aliada para manter o foco, reduzir o estresse e tornar o processo de aprendizado mais leve e prazeroso. 

Spotify, Deezer e YouTube sempre a um fone distância, a música está mais presente do que nunca no dia a dia de quem estuda. E ela vai além do entretenimento: estudos mostram que alguns tipos de som ativam áreas do cérebro ligadas à atenção, memória e motivação, fazendo com que a informação fixe por mais tempo. 

Uma pesquisa de 2007 da Universidade de Stanford,  indicou que músicas clássicas, principalmente do século XIX como Chopin, Schubert e Tchaikovsky, ajudam o cérebro a organizar ideias e manter o foco. A estrutura repetitiva e equilibrada desse tipo de música facilita a concentração, mas não é a única opção. O essencial é escolher sons que evitem distrações e ajudem o cérebro a entrar em estado de atenção. 

O que evitar ao ouvir música durante os estudos 

Apesar dos benefícios, é importante saber até onde a prática de ouvir música enquanto estuda pode acabar prejudicando os estudos: 

  • Músicas com letra, especialmente em idiomas conhecidos: O cérebro tende a acompanhar a letra e desvia o foco da leitura ou da resolução de exercícios. 
  • Ritmos agitados ou com mudanças frequentes: Estilos muito enérgicos podem gerar agitação ou prejudicar a concentração. 
  • Volume alto: O som deve ser um fundo sutil. Quando está alto demais, compete com sua atenção e pode causar sobrecarga sensorial. 
  • Trocas constantes de faixa: Parar para escolher músicas o tempo todo quebra o ritmo de estudo. Use playlists prontas e deixe tocar. 
  • Sons muito relaxantes (como os voltados para meditação ou sono): Podem diminuir o estado de alerta e afetar o rendimento em tarefas cognitivas exigentes. 

Os tipos de som que ajudam a estudar 

Se o silêncio incomoda ou distrai, alguns tipos de som podem ser grandes aliados: 

  • Músicas instrumentais, lofi hip hop ou clássica: Sem letra e com ritmo estável, são ideais para leitura, escrita ou resolução de exercícios. 
  • Sons binaurais: Usam frequências diferentes em cada ouvido, estimulando as ondas cerebrais ligadas à concentração. Exigem o uso de fones. 
  • Ruídos contínuos (branco, rosa ou marrom): Sons estáveis que abafam o ruído ambiente e ajudam o cérebro a manter o foco. O ruído marrom, por exemplo, é mais grave e relaxante; o branco, mais intenso e neutro. 
  • Dicas práticas para usar música nos estudos 
  • Prefira músicas sem letra ou com vocais suaves. 
  • Mantenha o volume moderado. 
  • Use sempre a mesma playlist para criar uma associação mental com o momento de estudo. 
  • Deixe a lista pronta para evitar pausas e distrações. 
  • Teste diferentes estilos até encontrar o que mais combina com seu perfil. 

Quanto tempo ouvir? 

Ouvir música para estudar entre 30 minutos e 1 hora costuma ser o ideal. Exposições prolongadas podem gerar desconforto ou cansaço mental. Já em momentos de relaxamento ou meditação, o tempo pode ser mais longo

Playlists recomendadas 

Focus Flow – Spotify: Sons instrumentais para manter o foco. 

Lofi Hip Hop Beats – YouTube: Música suave com ritmo constante, ideal para leitura. 

Deep Focus – Spotify: Trilhas ambientes com atmosfera imersiva para concentração profunda. 

Música e rotina acadêmica 

No Centro Universitário Uniopet, o foco é oferecer uma experiência de aprendizado completa — que vai além do conteúdo técnico. Integrar ferramentas como a música à rotina de estudos é uma forma de melhorar o desempenho acadêmico e o bem-estar dos alunos.  

Enquanto eu estudava, na graduação e na pós, o blues se tornou mais que trilha sonora — virou um estado de espírito. Entre uma ideia e outra, era nos acordes intensos e na melodia sincera que eu encontrava foco, inspiração e calma para criar, inovar e entregar o meu melhor”, comenta Guilherme Barbosa, Head de Inovação de Marketing do UniOpet.  

*Texto produzido pela equipe do UniOpet.

Por Curitiba Cult
15/05/2025 16h56

Artigos Relacionados

Com curadoria do Curitiba Cult, UniOpet promove evento de boas-vindas aos calouros

Festival Mundial da Criatividade tem mais de 50 atividades em Curitiba