Você já ouviu falar do portacurtas.org.br? Os apaixonados por curtas-metragens podem aproveitar os momentos de isolamento para colocar muitos temas em dia. Há várias listas possíveis de ser feitas, a partir de palavras-chave, no site. A que vou indicar hoje, faz parte da minha paixão (e meu trabalho, também), vou listar documentários que adoro e estão por lá:

1. Uma Visita para Elizabeth Teixeira

Atenção apaixonados por Coutinho:

Uma Visita para Elizabeth Teixeira, curta da maravilhosa Susanna Lira, que acompanha uma das mais conhecidas personagens de documentários brasileiros. Elizabeth Teixeira, personagem do longa “Cabra marcado para morrer”, de Eduardo Coutinho, nosso melhor documentarista, é visitada pela diretora, quase 30 anos depois de ser apresentada ao mundo por Coutinho. Vale muito cada minuto!

2. Visita Íntima

Visita Íntima, primeiro curta da sensacional Joana Nin, retrata mulheres que vivem relacionamentos com homens encarcerados no Paraná. É um retrato de amor em  condições especiais que trata de questões importantes como o preconceito e as dificuldades financeiras pelas quais passam mulheres brasileiras. Não perca os créditos, quem gosta de Eduardo Coutinho, vai reconhecer a inspiração ou a homenagem ao diretor no finalzinho do curta.

3. Cartas da Mãe

Antonio Abujamra dá voz às cartas que o cartunista Henfil escreveu para a mãe durante os anos da Ditadura Militar Brasileira. A diretora Marina Willer e o diretor Fernando Kinas fazem uma crônica do Brasil das décadas de 1970 a 1990. As cartas tratam de política, amigos e amor fundidas com imagens do Brasil e animações inéditas de cartuns do artista. Esse é um dos meus curtas preferidos de todos os tempos. 

4. Ilha das Flores

Talvez o curta-metragem mais assistido de todos os tempos pelas gerações escolares das décadas de 1990 e 2000, Ilha das Flores é um filme sobre liberdade, que acabou sendo indexado como documentário, por tratar da realidade de pessoas que vivem do lixo. A linguagem irônica, com centenas de imagens editadas, que mostram uma coisa e dizem outra, a partir da história do tomate, é o trabalho mais conhecido do brilhante cineasta Jorge Furtado.

5. Eh Pagu, eh!

Eh Pagu, eh!  Como março é o mês da mulher, indico este curta que apresenta a lendária Pagu, uma mulher muito à frente de seu tempo. Patrícia Galvão era artista, jornalista escritora, tradutora, poeta, diretora de teatro e participou do Movimento Antropofágico. Foi presa na ditadura Vargas por ser militante do PCB e por seu comportamento de mulher livre que afrontava a sociedade como fumar, falar palavrão e escolher as roupas que queria. Vale muito conhecê-la pelo olhar do diretor Ivo Branco.

Texto enviado por Sandra Nodari, especialmente para o Curitiba Cult