
Hoje é difícil imaginar alguém dizendo ao Rush que talvez fosse melhor abandonar músicas longas e apostar em algo mais simples e comercial. Mas, em 1975, esse era justamente o cenário enfrentado pela banda. Depois de um álbum que não teve o resultado esperado, o futuro do grupo era incerto e a gravadora queria uma mudança de direção.
O Rush fez exatamente o contrário.
Lançado em abril de 1976, 2112 nasceu em um momento decisivo da carreira de Geddy Lee e Alex Lifeson. Era o quarto álbum de estúdio do grupo e sucedia Caress of Steel, trabalho lançado no ano anterior que aprofundava a aproximação da banda com composições longas e estruturas mais complexas.
O problema é que a resposta comercial não acompanhou a ambição do projeto. A situação colocou pressão sobre o próximo passo do Rush. A Mercury Records não queria que a banda insistisse em outro trabalho baseado em grandes composições conceituais e havia uma expectativa por músicas menores e mais acessíveis.
A banda resolveu seguir na direção oposta.
Em vez de tentar encontrar uma fórmula mais comercial, o Rush decidiu apostar ainda mais na identidade que estava construindo. O resultado começa com uma composição de mais de 20 minutos, dividida em sete partes e ocupando um lado inteiro do LP.
Era 2112.
Ambientada em um futuro distópico, a história apresenta uma sociedade controlada pelos sacerdotes dos Templos de Syrinx, responsáveis por determinar aquilo que as pessoas podem consumir, aprender e até ouvir. Nesse mundo, um homem encontra um antigo instrumento e descobre sozinho a possibilidade de criar música.
Ao tentar apresentar sua descoberta às autoridades, percebe que não existe espaço para aquilo que foge do que foi estabelecido.
A história transformava a faixa em algo maior do que uma demonstração da capacidade técnica do Rush. Liberdade individual, controle e, principalmente, o direito de criar estavam no centro da narrativa. Não deixa de ser curioso que justamente um disco feito enquanto a própria banda sofria pressão para mudar sua maneira de criar tenha começado com uma história sobre alguém lutando para fazer sua música ser ouvida.
Musicalmente, “2112” também ajudou a definir aquilo que o Rush se tornaria. A faixa passa por diferentes atmosferas, mudanças de andamento, momentos pesados e trechos mais introspectivos ao longo de suas sete partes: “Overture”, “The Temples of Syrinx”, “Discovery”, “Presentation”, “Oracle: The Dream”, “Soliloquy” e “Grand Finale”.
O próprio Alex Lifeson definiria 2112 anos depois como o primeiro disco no qual eles realmente soavam como Rush.
E havia uma razão para tamanha segurança quando chegaram ao estúdio. Boa parte do material havia sido escrita enquanto o grupo estava na estrada. As músicas eram desenvolvidas em camarins, carros e vans e chegaram a ser ensaiadas durante passagens de som antes das gravações.
Quando entraram no Toronto Sound Studios ao lado do produtor Terry Brown, portanto, o Rush sabia exatamente o que queria fazer.
A fama da faixa-título é tão grande que existe uma confusão comum sobre o álbum. Apesar da suíte ocupar todo o primeiro lado do LP, 2112 não mantém sua narrativa durante o disco inteiro.
O segundo lado reúne cinco músicas independentes: “A Passage to Bangkok”, “The Twilight Zone”, “Lessons”, “Tears” e “Something for Nothing”.
Era uma estrutura que permitia ao Rush colocar sua composição mais ambiciosa no centro do projeto sem abandonar músicas mais curtas. Dois anos depois, a banda voltaria a trabalhar com uma configuração semelhante em Hemispheres, novamente reservando grande parte de um álbum para uma composição épica.
Se a intenção da gravadora era evitar outro desespero comercial, o Rush provou que existia outro caminho.
2112 tornou-se o grande ponto de virada da banda. Foi o primeiro álbum do Rush a alcançar o Top 100 da parada norte-americana e também o primeiro a conquistar um disco de ouro nos Estados Unidos. Posteriormente, chegou à marca de tripla platina no país.
No Canadá, o álbum também conquistou platina.
O sucesso mudou o tamanho da banda na estrada. A turnê terminou com três noites no histórico Massey Hall, em Toronto, em junho de 1976. As apresentações foram gravadas e deram origem ao primeiro álbum ao vivo do grupo, All the World’s a Stage, lançado ainda naquele ano.
Mais importante do que os números, porém, foi o que aconteceu depois deles: o Rush conquistou liberdade.
O próprio material oficial da banda define 2112 como o álbum que permitiu ao grupo traçar seu próprio caminho dali em diante. Em vez de provar que precisava se tornar mais comercial para sobreviver, o disco mostrou justamente o contrário.
2112 acabou se tornando um dos trabalhos mais importantes da história do Rush e abriu caminho para uma sequência que incluiria A Farewell to Kings, Hemispheres, Permanent Waves e Moving Pictures.
O que torna sua história ainda mais simbólica é que o álbum nasceu justamente quando havia pressão para a banda diminuir suas ambições.
O Rush recebeu o recado de que não deveria insistir em outro projeto conceitual. Respondeu colocando uma música de 20 minutos ocupando um lado inteiro do disco.
Funcionou.
Cinco décadas depois, 2112 continua sendo lembrado não apenas como um dos grandes clássicos do rock progressivo, mas como o momento em que o Rush descobriu que seguir a própria identidade poderia ser justamente aquilo que garantiria seu futuro.
Mais de cinco décadas depois do lançamento de 2112, o público curitibano terá a oportunidade de ver essa história ao vivo, pela primeira vez. O Rush chega a Curitiba no dia 22 de janeiro de 2027, na Arena da Baixada, com a Fifty Something Tour. O show terá o formato “An Evening With”, dividido em dois sets, e marca o retorno da banda ao Brasil após mais de 17 anos. Os ingressos estão à venda pela Eventim, a partir de R$ 222,50.
O show do Rush em Curitiba tem o Curitiba Cult como media partner oficial.
Quando: 22 de janeiro de 2027 (sexta-feira)
Onde: Arena da Baixada (Rua Buenos Aires, 1260)
Horário: 20h
Quanto: a partir de R$ 222,50
Vendas: via Eventim

Data de Lançamento: 5 de novembro
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Data de Lançamento: 5 de novembro
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Data de Lançamento: 5 de novembro
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Data de Lançamento: 5 de novembro
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Data de Lançamento: 5 de novembro
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Data de Lançamento: 5 de novembro
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Data de Lançamento: 5 de novembro
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Data de Lançamento: 5 de novembro
George Michael: The Faith Tour acompanha duas apresentações de uma das estrelas mais influentes de sua geração, principalmente por conta de sua voz marcante e composições que definiram o estilo musical da época. Em 1988, os shows no Palais Omnisports de Paris-Bercy conseguiram capturar a essência do artista, mais especificamente no auge do seu poder criativo. A turnê também bateu recordes ao redor do mundo, levando às telas uma experiência imersiva espetacular.
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Data de Lançamento: 5 de novembro
Baseado em uma história real, Assalto à Brasileira acompanha um jornalista recém desempregado chamado Paulo (Murilo Benício) que, enquanto tirava sua rescisão no banco, se vê envolvido em um dos maiores roubos da história do país: um crime à mão armada na maior agência bancária de Londrina em 1987, com mais de 300 reféns. Rapidamente o repórter faz bom uso da oportunidade e prepara um grande furo jornalístico. Paulo decide ajudar os mandantes do assalto, Moreno (Christian Malheiros) e Barba (Robson Nunes), durante as negociações com a polícia. Enquanto as autoridades rondam e isolam o local, o jornalista aproveita seu passe exclusivo e livre pela cena do crime e começa a entrevistar os reféns, reunindo evidências, histórias de vida e perspectivas do ocorrido para sua história. Ambientado em um cenário de crise econômica, o longa lembram o assalto ao Banestado que marcou e repercutiu na memória do país.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
Klara e o Sol trata-se de uma distopia futurista dirigida por Taika Waititi e baseada no aclamado romance de Kazuo Ishiguro. Nela, a tecnologia e o emocional se entrelaçam em uma história comovente. Klara (Jenna Ortega) é uma garota robô projetada para aliviar a solidão humana. Programada para compreender e interagir com os sentimentos dos seres humanos, Klara é comprada por uma mãe dedicada, Chris (Amy Adams), para sua filha, Josie (Tharia), uma jovem brilhante que enfrenta uma doença misteriosa. Josie logo se apega a Klara, encontrando consolo na companhia da robô, mas a sua condição está se deteriorando rapidamente. Determinada a ajudar sua nova amiga e a família que a acolheu, Klara embarca em uma jornada para descobrir a cura para a doença de Josie. Em sua busca, Klara se depara com os desafios e complexidades do amor e da perda humana, aprendendo sobre a profundidade dos sentimentos que vão além de sua programação. Enquanto Klara explora os limites do que significa realmente cuidar e amar, ela enfrenta dilemas éticos e emocionais, revelando como a verdadeira conexão pode surgir até mesmo em um mundo onde a tecnologia parece dominar. Klara and The Sol é uma reflexão tocante sobre a natureza do amor, a solidão e o que significa ser verdadeiramente humano.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
Godzilla Minus Zero se passa dois anos após a guerra reduzir o Japão a zero e todos terem que reiniciar suas vidas. Agora, em 1949, o país finalmente conseguiu se recuperar e retomar sua vida cotidiana, mas a família Shikishima encontra uma nova ameaça capaz de provocar mais um estado de calamidade tão ruim quanto o anterior. Depois de um longo período tentando se agarrar a um pouco de esperança, toda uma nação vê ela ser esmagada em um instante. Sem possibilidade de retorno, dessa vez não terá terceira chance. Tudo termina aqui, independente dos resultados. O tempo será curto, mas determinante para decidir todo o futuro do país.

Data de Lançamento: 5 de novembro
Rocha (Charles Paraventi) decide bancar o casamento da filha em San Martinez, uma ilha paradisíaca, e convida os inseparáveis Alexandre (Antônio Fragoso), Lima (Maurício Manfrini) e Diguinho (Nilton Bicudo), acompanhados de suas famílias, para uma celebração com tudo pago. Entre praias de águas cristalinas, resort luxuoso e festa à beira-mar, a viagem parecia perfeita. Porém, como o histórico dos amigos já indica, a tranquilidade dura pouco. Conflitos familiares, segredos do passado, inseguranças e muita confusão transformam o passeio em uma sucessão de perrengues. Enquanto Renata (Danielle Winits) e Vanete (Elisa Pinheiro) aumentam a tensão, Lima e Jussara (Cacau Protásio) apostam no famoso jeitinho brasileiro.
Quando: 5 de novembro

Data de Lançamento: 5 de novembro
Uma história emocionante de amor e memória familiar. Feito Pipa acompanha a relação de um menino queer de 11 anos chamado Gugu e sua avó Dilma que lentamente sente o avanço do Alzheimer tomar conta. Destemido, Gugu vive nas proximidades de uma barragem com Dilma. A condição de sua avó se agrava e Gugu, com medo de ter que morar com seu pai homofóbico, tenta esconder de todos o que está acontecendo. Entre as memórias e o esquecimento, o futuro incerto tanto de Gugu quanto de Dilma paira entre os dois.
Quando: 5 de novembro