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Muito se diz que experiências de quase morte resultam em mudança. Se é verdade, só temos como saber empiricamente. Mas, nos últimos tempos, observar Pitty no palco faz a gente pensar que faz sentido.

Aconteceu assim: a cantora teve um choque hemorrágico e foi diagnosticada com hipotiroidismo. O tempo que passou na UTI, somado a outras decepções, fez com que ela repensasse a vida e criasse um novo álbum, muito bem batizado como “Setevidas”. Em entrevista concedida ao Curitiba Cult, ela contou que estava “tentando fazer esse disco desde o começo, mas não tinha bagagem suficiente pra isso”.

Em Curitiba, no Master Hall, na madrugada do último domingo (17), ela mostrou que sua nova fase é vibrante não só no som, mas também no apelo visual. A cantora aprendeu a explorar melhor o palco e o próprio corpo. Seu show salta aos olhos: no telão, uma sequência de imagens hipnotizantes fortalece a aura de peso e mistério que a música constrói.

Para abrir, Pitty apostou na canção que dá nome ao novo disco, seguida de “Anacrônico” e “Admirável Chip Novo”. Ela ainda cantou “Equalize”, “Na Sua Estante” e outros sucessos, arrebatando os mais saudosistas. Mas, sem dúvida, o que marcou foi o que trouxe de novo. Pitty está mais madura, mais experiente e mais viva do que nunca.

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Fotos: Leo Oliveira/Curitiba Cult