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A noite era de uma orientação monográfica qualquer. Cansado após um dia exaustivo de trabalho, lá estava eu, sentando na velha cadeira do velho escritório com a velha professora que tornou sua presença um conforto amigável depois de tantos anos de trabalho conjunto.

— Agora me conte suas correrias.

Luci Maria Dias Collin, ou apenas Luci, para aqueles que se sentem confortáveis. Afinal, “professora” é sempre uma saída mais simples num relacionamento acadêmico. Com formação avançada na área de Letras e pé na Música, não é incomum que ela, em conversas nada formais, oriente qualquer um sobre qualquer coisa. E é preciso fôlego para acompanhar os raciocínios transgressores de junção midiática à produção literária/poética. Afinal, Luci não se acomoda.

Quando questionada sobre o lançamento de seu novo livro, “Nossa Senhora D’Aqui”, não tentou defender a própria obra, definida por ela como uma odisseia da vida moderna. “É quebrada. É esquecível. É cotidiana. Não existem mais heróis. Não há mais tempo pra isso”.

A construção do romance, segundo a própria autora, é feita em formato de espelho. Histórias fragmentadas vão sendo contadas até a metade dele. Umas se resolvem no decorrer do livro, outras não. Há também aquelas de conclusões pressupostas e um tanto duvidosas. “E a vida não é assim mesmo?”.

Conselho ela só tem um, dado a um aluno relapso: “Viva o que tem que viver. Depois pense no resto”.

Serviço – Lançamento do livro “Nossa senhora d’aqui”

Quando: 27 de junho (sábado)

Horário: 16h

Onde: Livraria Arte e Letra (R. Pres. Taunai, 130 – Batel)

Quanto: Gratuito

Classificação: Livre