Depois de passar uma temporada no Rio de Janeiro, a peça Samba Futebol Clube veio ao Festival de Teatro de Curitiba na terça-feira (31), no Teatro Guaíra. E o início da primeira apresentação foi pior impossível: atraso de cerca de uma hora, público impaciente, pedindo em coro o início do espetáculo no saguão do teatro. Até mesmo pessoas batendo na porta que dá acesso ao Guairão foram vistas.

Ao abrirem as portas para o público se acomodar, o diretor da peça Gustavo Gasparani veio ao palco se desculpar pelo inconveniente. Segundo ele, o adiantamento de um dia para a estreia fez com que todo o cenário fosse montado às pressas. O curioso foi vê-lo se desculpar em público sem nem mesmo o microfone que estava em suas mãos funcionar. O jeito foi falar em voz alta.

Problemas técnicos e cronológicos deixados para trás, Samba Futebol Clube levou a plateia ao delírio. A frase final de Gasparani durante seu discurso foi muito feliz. “Vai valer a pena”, disse ele. E valeu. Com um texto impecável, os oito atores contracenaram por cerca de duas horas, com um intervalo de 10 minutos, com maestria e perfeição.

As músicas que remetem ao futebol foram intercaladas com situações cotidianas de jogadores e torcedores fanáticos. Por se tratar de uma peça carioca, o foco foi nos quatro grandes times do Rio – Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense -, mas a essência mostrada no palco pode ser aplicada a qualquer time do país.

Com um bom humor invejável, piadas inéditas (e outras nem tão inéditas assim, como a fama de um Vasco vice-campeão), Samba Futebol Clube é um verdadeiro espetáculo. É incrível a habilidade de todos os atores nos instrumentos musicais, na interpretação e principalmente no canto. Que vozeirões, hein?!