Quem nunca se encantou com as fábulas antigas de reis, magos e cavaleiros? Certamente, uma das mais famosas é a história de Rei Arthur, seja ela totalmente verdadeira ou não. História a qual já inspirou diversas obras no mundo cultural, desde o excelente desenho animado da Disney ‘A Espada era a Lei” até produções cinematográficas de grande porte. Pelas mãos do radical diretor Guy Ritchie, chegou a vez de tudo o que conhecemos ser mostrado de uma forma um tanto diferente. Rei Arthur: A Lenda da Espada estreia nesta quinta, 18, nos cinemas brasileiros e promete agradar fãs dos mais diversos gostos.

Mas não precisa se preocupar, pois todos os elementos clássicos da lenda estão presentes aqui: Rei Arthur, a espada Excalibur, guerras, cavaleiros e magia (não necessariamente Merlin, quase). Só que em uma repaginada merecida e que dá certo frescor ao estilo medieval. Méritos a Ritchie e seu toque estilizado que já nos trouxe ‘Snatch’, ‘Sherlock Holmes’ e outras obras bem peculiares.

O estilo de filmagem de Ritchie permanece aqui, independente da trama se passar muitos séculos atrás. Todo o ritmo corrido, cheio de ironia e agitação está presente fazendo uma bela reciclagem em tudo. A qualidade gráfica e sonora de Rei Arthur é absurda, se encaixando com perfeição com os acontecimentos. Não tem como não parabenizar Daniel Pemberton, responsável pela impecável trilha sonora que eleva as cenas a um outro nível.

Rei Arthur: A Lenda da Espada apresenta Charlie Hunnam, em passagens desde um garoto das ruas até assumir o posto do lendário Rei, se mostra uma opção certeira para um Arthur briguento e sarcástico. O elenco reúne muitas peças boas, desde rostos familiares oriundos de ‘Game of Thrones’ até novidades como Astrid Bergès-Frisbey (no papel de uma maga, aprendiz de Merlin). Só que quem rouba cena é um ator bem conhecido: Jude Law, na pele do vilão do longa, mostrando toda sua versatilidade em cena.

Incrível em toda a produção do filme é que pegaram uma lenda, hiper famosa, e a transformaram sem perder a essência. Colocaram muitos fatores místicos, magia, criaturas, um tom mais despachado e várias outras questões que transformam Rei Arthur em um filme único. É fácil se perder em meio às batalhas ao estilo Senhor dos Anéis, duelos que parecem ter sido transportados direto do videogame. Todo o visual é extremamente interessante e ainda temos diversas conexões que abrem possibilidade para novos filmes, como a Távola Redonda e seus ilustres participantes. Uma pena é que Rei Arthur estreou muito mal nas bilheterias americanas e comparado ao seu orçamento gigante, pode se tornar um grande fracasso.

Enfim, o trabalho realizado com a história é maravilhoso, indo além do trono herdado e da poderosa Excalibur, exibindo um lado totalmente inovador pra tal lenda. Junto de uma incrível ambientação, sonorização e caracterização, tornando assim Rei Arthur: A Lenda da Espada um grandioso filme.

Nota: 8,0

Trailer – Rei Arhur: A Lenda da Espada