O que um dia foi fronteira,
hoje é abismo.
E não há ponte.
Orgulho desconhece mão de obra.
O que um dia era facilmente interpretado,
hoje é língua extinta.
Se desconhecem, como as nossas.

O que um dia foi inundação,
hoje é seca.
Inabitável. – Terra ou coração?
O que um dia podia ter sido,
hoje não mais.

O que nasceu pra ser “quanto tempo” nunca será “que saudade”.

Martina.