Quando nascemos para a maternidade, e isso pode acontecer no momento em que sabemos que estamos grávidas, quando ouvimos o primeiro choro ou então quando seguramos pela primeira vez o nosso filho(a), muitas dúvidas e angústias rondam nossa mente. Quando soube finalmente estar grávida, em frente ao computador, lendo números que me diziam em alto e bom som que minha vida iria mudar, ao mesmo tempo em que fiquei eufórica e fui invadida por uma felicidade que não cabia em mim, também fiquei imóvel e tomada por um misto de sensações e sentimentos que percorriam meu corpo e meus pensamentos.  E tudo isso por quê? Porque naquele instante você começa a se dar conta da responsabilidade sem fim, das incertezas e de tudo o que de certo lhe espera e de tudo o que você não faz a mínima ideia de que irá encontrar ao longo do caminho.

O melhor remédio para essas indagações é a busca pela informação. Para Liliana Tortatto, 28, mãe do pequeno Arthur de pouco mais de dois anos, foi a “mania de ler tudo” que tornou a experiência dela com a amamentação algo maravilhoso e com benefícios tanto para mãe quanto para filho. Arthur, assim como muitos bebês – inclusive minha filha – tinha dificuldade em abocanhar corretamente o seio, e por isso, não conseguia mamar corretamente, o que o fazia engordar bem menos do que era esperado. O que auxiliou Liliana em sua busca pela amamentação correta foi conhecer o Programa de Aleitamento Materno (Proama), pertencente ao projeto Mãe Curitibana, da Prefeitura Municipal de Curitiba, do qual teve conhecimento lendo a carteirinha de vacinação de Arthur. “A princípio fui atendida por telefone por um dos anjos que trabalham lá, posteriormente fui até lá, pois queria saber mais. Ao chegar na sede fui recebida por dois anjos, a pediatra chefe da unidade e coordenadora do programa, Claudete Teixeira Krause Closs, e uma das assistentes ficaram comigo durante uma hora e meia e me ensinaram diversas técnicas para amamentar, e, de quebra, ganhei vários conselhos”. Liliana conta ainda que após esse primeiro atendimento presencial, ao longo de sessenta dias ela voltou mais duas vezes para verificar se o filho estava realmente ganhando peso, e durante esse tempo também recebeu ligações das assistentes do programa para verificar como tudo estava indo.

Com sede no bairro São Francisco, o Proama possui duas assistentes e uma coordenadora que dão todo o amparo necessário tanto para as mães que fizeram o pré-natal e o acompanhamento mensal após o parto na unidade, quanto para aquelas que buscam a sede apenas para sanar suas dúvidas sobre aleitamento materno. “Além da orientação individual, estudada caso a caso com a mãe e com o bebê, na qual conseguimos identificar, por exemplo, qual a melhor posição para amamentar, temos todas as terças-feiras às 7h30 uma roda de conversa sobre aleitamento materno. Essa roda é realizada tanto para as gestantes quanto para mães que acabaram de ter seus bebês. Nela discutimos o que elas pensam ser o aleitamento, tiramos as dúvidas e desde o início orientamos”, explica a técnica em enfermagem Elaine Mariusa Chagas, uma das assistentes da sede do Proama desde a sua fundação.

Aqui eu contei a história da Liliana, mas poderia apenas ter narrado a minha história. Também tive dificuldades para amamentar no inicio e foram essas mesmas mulheres que me auxiliaram. Algo que aprendi com a maternidade é a não ter medo de pedir ajuda, não ter receio de buscar informação e de tentar descobrir qual a melhor forma para resolver um problema. Às vezes um momento tão lindo como amamentar pode se tornar dolorido por conta de uma simples posição errada. Existem várias posições e técnicas que auxiliam o bebê na hora de abocanhar o seio. E, assim como ressalta Liliana, essa pequena mudança de posição e atitude pode mudar o inicio de uma relação afetiva e torná-la ainda mais prazerosa. “Procure o Proama, lá eles têm esses anjos que ajudam a gente em tudo, são segundas mães. E se você acha que a sua dúvida é banal, procure-as do mesmo jeito, não tenha vergonha, pra elas nada é banal, tudo é essencial pra uma ligação entre mãe e filho e esses momentos vão ficar eternamente gravados em sua memória, assim como ficaram na minha”.

A sede do Proama fica no 4º andar da Unidade de Saúde Mãe Curitibana na Rua Jaime Reis, 331 – Alto São Francisco. Lá há um espaço adequado e especialmente realizado para receber as mães e futuras mães. Porém, a assistente Elaine Mariusa Chagas ressalta que em todas as Unidades de Saúde há uma pessoa capacitada para dar esse tipo de assistência. “Eles são treinados pela própria coordenadora Claudete”, afirma.

Local: Unidade de Saúde Mãe Curitibana, Rua Jaime Reis, 331, Alto São Francisco
Atendimento presencial: 7h às 17h
Telefones para atendimento das 7h às 18 horas: (41) 3225-6407; (41) 3321-3229
Telefone para atendimento 24 horas: (41) 9951-3987