Fazer. Como todos os verbos, indica uma ação. Porém, mais do que isso, significa “dar existência, ser autor, realizar, executar”. Talvez quando falamos de moda essas definições todas fiquem um pouco mais literais, quem sabe até um pouco mais palpáveis! E não vejo outra semana para falar disso, afinal, a 39ª edição do maior evento de moda brasileiro agitou todo o mundinho fashion – que hoje também está bem maior, mais eclético e acessível. Nesta edição, o São Paulo Fashion Week – pros amigos, SPFW- homenageia justamente esse verbo que executa tanto e nos faz sair do lugar e das nossas zonas de conforto.

Saber das coisas, das boas histórias, das pessoas que fazem parte das coisas, é bem diferente de fazer algo com as coisas, com as histórias e com as pessoas. Serei repetitiva, já aviso logo de começo para você não achar que não encontrei sinônimos suficientes para construir o texto desta semana! E uma homenagem ao fazer me parece bem propícia para o nosso andar da carroça, porque quando nos mexemos e saímos do lugar conseguimos alcançar a consequência áurea desse tipo de atitude: construímos, incluímos, inspiramos, educamos e transformamos as pessoas, as coisas e as histórias.

Não precisa ser algo grandioso. Pode ser que o seu fazer comece com alguns rabiscos no papel. Quem sabe ele surja de uma conversa no ponto de ônibus ou tomando um café. Ninguém começa algo escolhendo o Everest para escalar. E tenho aprendido que são os pequenos passos que contam! Não estou falando de sonhos. Eles podem ser infinitos, mas as ações para alcançá-los é que devem ser pequenas.

É preciso trabalhar em torno de objetivos comuns. Seja na concepção ou construção de uma coleção, nas escolhas que você faz ao comprar produtos de moda ou qualquer outra ação, quem sabe mais empreendedora. Fazer sempre será melhor do que não fazer. Aprenda a comprar e valorizar suas ideias, seus desejos e seus objetivos de vida.