Nós somos seres emocionais muito mais do que racionais e reagimos de acordo com o que há em nosso inconsciente. Nós damos o peso de positivo ou negativo aos acontecimentos que vivemos baseados no passado, na nossa história de vida e nas nossas crenças. É por isso que cada um tem uma resposta emocional diferente do outro quando passamos por eventos semelhantes.

Uma coisa curiosa do corpo humano é a forma com que nos apaixonamos. O hormônio do amor é a ocitocina. É um hormônio que está diretamente ligado à afetividade e a sensação de prazer, sendo importantíssima para a nossa relação com outras pessoas.

Nós gostamos de alguém dependendo do tanto que liberamos de ocitocina na presença dessa pessoa. É por isso que falamos que temos química com algumas pessoas e não com outras. Isso vale também para relações de qualquer natureza: namoro, amizade, ir com a cara, achar gente boa…

A ocitocina é produzida no hipotálamo e está associada a produção de dopamina, que é um neurotransmissor responsável pelo controle do “sistema de recompensa”. Quanto maior a produção de ocitocina, mais intensa será a síntese de dopamina, ou seja, a vontade de repetir determinada experiência aumentará.

Da mesma forma que o nosso cérebro reage a emoções negativas trazidas por eventos tristes, traumáticos, de estresse ou medo, ele também responde a estímulos positivos. E é em resposta ao prazer que o cérebro produz alguns hormônios que provoca sensações de anestesia, alívio, realização, alegria. Eles também têm efeito analgésico, calmante, regulador do sono, controlador da fome pela ansiedade e inibidor do estresse.

Por isso quando estamos conscientes de que esses hormônios trazem benefícios à nossa saúde psicológica e física, fica mais fácil ter qualidade de vida e sair do sofrimento ou da vitimização. Nós ficamos bem quando queremos e nos dedicamos a estar bem, na maioria dos casos.

Atividades físicas nos faz liberar endorfina, qualquer atividade que tenha um ritmo que requeira esforço (como uma simples caminhada). Nossa alimentação também é capaz de interferir na produção de alguns neurotransmissores através das vitaminas dos alimentos.

Exercícios físicos são fundamentais para quem quer equilibrar o corpo e manter a saúde em dia, são recomendados para quem sofre de ansiedade e depressão, pois são capazes de diminuir os níveis de cortisol, hormônio do estresse, e liberar endorfina, serotonina e dopamina. Gerando, consequentemente, mais saúde, mais autoestima e mais felicidade.

Para muita gente é difícil adotar hábitos saudáveis no dia a dia, principalmente pessoas que moram em cidades frias como Curitiba. Mas a partir do momento que você decide ir e se esforça um pouco, tudo fica mais fácil, pois já foi comprovado que, dependendo da ocasião, essas substancias podem causar um tipo de vício pelo prazer e, assim, o corpo vai querer repetir o evento a partir do momento em que começa a se acostumar com esses hormônios.

Para alcançar esses benefícios através da alimentação, é preciso investir em uma alimentação rica em vitaminas B e D, que são capazes de interferir na produção de alguns dos neurotransmissores citados, como a serotonina e a dopamina que transmitem impulsos nervosos para o cérebro, trazendo a sensação de bem-estar.

Estar bem e feliz é sinônimo de uma boa qualidade de vida e todos nós podemos viver assim.