Há 290 quilômetros de Curitiba, bem no limite entre o Paraná e São Paulo, um lugar cheio de misticismo e de uma beleza ímpar reserva uma experiência única para espíritos aventureiros que querem explorar territórios além das terras paranaenses (mas que querem continuar pertinho de casa). Na coluna de hoje, apresentamos Itararé, vizinho paulista dono de belezas naturais únicas e com uma programação incrível para quem gosta de levar as experiências turísticas ao extremo. A equipe do CuritibaCult esteve lá, acompanhados pelos guias do Viva Turismo Receptivo, e trazemos aqui as sugestões de passeios para quem está programando um final de semana completo.

Itararé, do tupi-guarani, significa “pedra que o rio cavou”. E essa explicação é a deixa perfeita para falar de um dos pontos turísticos mais famosos do município: O Parque Ecológico de Barreira, localizado na parte urbana da cidade. O local abriga um cânion incrível, cortado ao meio pelo Rio Itararé. De um lado da correnteza fica São Paulo e do outro, o Paraná. Para chegar ao lugar é necessário descer uma escadaria antiga de concreto.

Brechão das Andorinhas, onde ocorre a divisa dos Estados (Foto: Reprodução/Coordenadoria de Turismo de Itararé)

É na Barreira também que acontece o que vamos chamar de “retorno das andorinhas”. Em todo final de tarde é possível contemplar a revoada dos animais no entorno do cânion e, uma a uma, elas fazem rasantes em direção às pedras, onde dormem todas as noites. Uma experiência única para quem curte observar comportamento animal.

Dica de quem esteve lá: procure um ponto alto e próximo ao cânion para observar o retorno das aves.

A Barreira abriga, ainda, uma gruta onde está a imagem de Nossa Senhora de Lourdes. O lugar possui um forte apelo místico-religioso. Uma bica dentro da caverna carrega a lenda de que turistas que beberem da água da Barreira, irão retornar ao local em algum outro momento da vida.

(Foto: Reprodução/Coordenadoria de Turismo de Itararé)

Tempo médio do passeio: uma hora
Nível de dificuldade: fácil

CACHOEIRAS

Itararé é terra, também, de cachoeiras incríveis. E em um único passeio é possível conhecer duas delas: Cachoeira do Palmito Mole e Cachoeira da Passarela, que ficam na cidade vizinha, Itapeva (SP). Ambas estão localizadas na rota do Cânion do Piratuba. Para visitá-las, é indicado o acompanhamento de guias turísticos. Na nossa visita, fomos acompanhados pela Midiã, do Viva Turismo Receptivo.

Cânion do Piratuba (Foto: Caio Budel/CuritibaCult)

O cânion que abriga as cachoeiras está localizado há cerca de 30 minutos do Centro de Itararé (de carro). Lá, antes de chegar nas quedas d’água, você passa pelo cume do Cânion do Piratuba, que tem uma vista de tirar o fôlego. De longe, é possível ver a primeira cachoeira (Palmito Mole). Para quem tem mais experiência em trilhas, o passeio pode incluir a visita à base da cachoeira. A descida leva, em média, uma hora. Como não optamos por descer, seguimos na rota em direção a segunda queda.

Cachoeira do Palmito Mole (Foto: Caio Budel/CuritibaCult)

Com 10 minutos de caminhada chegamos à Cachoeira da Passarela. A trilha é relativamente simples, mas esteja preparado para se sujar. A queda d’água é de médio porte, mas isso não diminui em nada a beleza do lugar que chama a atenção pela água cristalina. Para quem gosta de se conectar com a natureza, é impossível estar ali sem querer dar um mergulho.

Cachoeira da Passarela (Foto: Caio Budel/CuritibaCult)

Observação 1: torça para estar sol porque a água é MUITO gelada.
Observação 2: se você der sorte como nós demos, vai ter a chance de ver algum lobo guará passeando pela trilha entre as duas cachoeiras.

Tempo médio do passeio: 3 horas
Nível de dificuldade: médio

PARQUE LAGO AZUL

O turismo de Itararé envolve, também, municípios do entorno. Uma das visitas guiadas pelo pessoal da Viva Turismo Receptivo é Jaguariaíva, já no Paraná, no Parque Lago Azul. A reserva natural fica há 40 minutos de Itararé. Nesse passeio, tenha em mente que você vai se molhar e, sem dúvidas, passar frio.

O primeiro atrativo do parque é a cachoeira do Lago Azul. O nome do lugar é autoexplicativo: a coloração do lago é extremamente azulada na maioria dos dias. Antes de continuar a trilha, dá para tirar uns minutos para mergulhar.

Lago Azul (Foto: Caio Budel/CuritibaCult)

Depois de visitar esse lago, a trilha continua no sentido Cachoeira do Véu da Noiva, uma queda d’água que fica dentro de um cânion. O trajeto entre o início da trilha e o final do cânion é de, pelo menos, 40 minutos. A maior parte do percurso é feita dentro da água, que é extremamente fria. Mas a vista no final compensa tudo. A volta demora mais ou menos o mesmo tempo da ida.

Véu da Noiva (Foto: Jeandré Guimarães/@jeandreg)

Depois de sair do cânion, a rota continua por terra. Uma pequena caminhada e você chegará a um ponto do parque onde é possível a Cachoeira das Andorinhas, que junto ao Véu da Noiva dão origem ao Lago Azul. O local é cercado por formações rochosas incríveis e mata fechada. A vista é única.

(Foto: Caio Budel/CuritibaCult)

Tempo médio do passeio: 4 horas
Nível de dificuldade: médio

Para programar um roteiro de viagem, individual, de casal ou em grupo, contate o pessoal do Viva Receptivo pelo Instagram. Por lá, eles divulgam os pontos turísticos citados nessa matéria e outros lugares que também podem ser conhecidos tanto em Itararé quanto na região.

Casa incrível de campo para se hospedar em Itararé, disponível via Airbnb (Foto: Diogo Catani)

Bônus: clique aqui e confira uma casa de campo incrível em Itararé para alugar pelo Airbnb.