Foto por Geísa Borrelli

Não acredito que seja apenas na rigidez que a disciplina e o aprendizado aconteçam, e, embora esse assunto possa ser muito abordado por estudiosos e tema de grandes dissertações, eu me arrisco em dizer que consigo sim identificar de maneira empírica no dia a dia com a minha filha que brincando também se aprende e, ao brincar junto, também se ensina.

Uma coisa que tento muito é diminuir ao máximo o tempo dela em frente à TV, assistindo vídeos ou jogando joguinhos no celular, por mais educativos que sejam. Ela tem apenas dois anos e já sabe melhor do que eu onde estão os aplicativos que lhe interessam. E, só por isso, já fica evidente a facilidade de aprendizado. Então, por que não apresentar outras formas essenciais (a meu ver) de entretenimento?

As descobertas na infância mostram o quão prazeroso é conhecer o novo e nas brincadeiras a aproximação e carinho entre pais, filhos e também entre irmãos mostram-se, por si, belos momentos para compartilhar, aprender, ensinar e experimentar. Eu, por exemplo, não lembro da minha vida antes do meu irmão. Eu tinha apenas um ano e 11 dias quando ele chegou, mas de maneira analítica pura e exclusivamente minha, tenho certeza que a existência dele, já em minha primeira infância, foi essencial para o meu senso no que diz respeito ao outro, no respeitar as características do outro e no saber dividir e somar e, claro, em todo esse aprendizado das relações humanas e do ambiente externo.

Por isso, quando estou com minha filha, sempre tento brincar ensinando algo e buscando passar para ela a magia de ser criança e estar criança! Em minha época, não tão distante assim (rsrs), brincava no barro, tomava banho de chuva, subia em árvore e fazia muitas estripulias corriqueiras de quem mora no campo. Então, com ela, busco essas raízes em meio à “selva de pedras” da cidade. Como? Simples…

Na primeira oportunidade que tive (com clima propício, obviamente) deixei que ela conhecesse os pingos da chuva e a delicia de correr e deixar-se molhar. Foi muito bom ver o quanto uma experiência tão simples poderia estimular seus sentidos. Ela descobria a chuva e curtia aquele momento e eu voltava a ser criança com ela. Nada mais revigorante!

Lembro também do quanto era bom, em minha infância, admirar o céu, as estrelas, a lua e ver diferentes desenhos nas nuvens. Então, por que não mostrar tudo isso pra ela? Apresentar a sua sombra, mostrar que o sol é o responsável, deixar pisar com os pezinhos descalços na grama! Tudo isso vai construindo as memórias da infância e ativando as sensações.

Todas essas experiências sensoriais estimulam, fazem com que aquele pequeno serzinho comece por si a conhecer o mundo. E, deixá-la livre para apontar as estrelinhas no céu, correr no quintal embaixo de chuva ou colocar a mão na massa fazendo um bolinho, enrolando docinhos de leite ninho e amassando uma massinha de modelar, faz com que ela conheça texturas, identifique cores e seja estimulada para o aprendizado de um vocabulário mais rico, pois em todos estes momentos as palavras trocadas são armazenadas com uma facilidade absurda! Vale lembrar aqui: cuide muito com o que fala na frente de uma criança! A minha filha tem apenas dois anos e já faz tempo que absorve tudo o que falamos em casa!

E aí? Que tal buscar novas formas de brincar e mostrar o mundo ao seu filho(a)? Ficou inspirada(o)? Compartilhe nos comentários quais foram suas experiências com seu filho(a), irmão(a), sobrinho(a), neto(a), com as crianças ao seu redor! Eu quero saber e aprender contigo também!

Até a próxima! 🙂