Em quase 3 horas de show, a banda de Billie Joel Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool conseguiu unir diferentes gerações de fãs na Pedreira Paulo Leminski. Beirando o impossível, agradou gregos e troianos.

O Green Day sempre carregou consigo o fardo de equilibrar o pop rock e o punk rock na balança dos seus álbuns. O setlist perfeitamente arquitetado trouxe o melhor dos quase desconhecidos primeiros álbuns da banda, do estou de Dookie, a nova geração de American Idiot e apresentação do último álbum, “Revolution Radio“, que dá nome à turnê.

Começando com “Know your Enemy”,  a banda já declarou a sua apresentação de rock arena com luzes, efeitos e domínio de palco e público. A sequencia com “Bang Bang” Billie inicia o que já é uma tradição em seus show convidando fãs para subir ao palco e cantar junto. O se repetiu em “Longview” e mais especialmente no cover de Operation Yvi, “Knowledge”, quando o front man chamou ao palco um menino de 13 anos para tocar a guitarra. O jovem roqueiro mostrou intimidade e foi presenteado com o instrumento ao final da apresentação.

Outra marca nos shows do trio são as intervenções políticas e chamadas de ordem. Embora sempre muito bem roteirizadas em todas as apresentações, o carisma e espontaneidade de Billie permite fugir a galhofa, fazendo com que o público reaja positivamente a cada grito e chamado.

Um destaque na apresentação curitibana foi a inclusão de “She”, que havia ficado de fora das apresentações do Rio e de São Paulo e que é o hino de uma geração.

Após 21 músicas a banda encerrou a primeira parte do seu concerto com “Forever Now”, o mais recente single do último álbum. Depois de deixar o palco, a banda volta para triunfar com a sequencia de “American Idiot” e “Jesus of Suburbia”, levando os mais de 15mil fãs ao frenesi. Para acalmar e encerrar com chave de ouro, Billy Joel Armstrong e seu violão entregaram acústicas e belíssimas versões de “21 guns” e “Good Riddance (the time of your life)”;

E sim, depois dessa deliciosa mistura de pop e punk, o público pode ir embora com a certeza de ter tido o “time of your life”.

Fotos e texto por Fernando Favero / Curitiba Cult