Aconteceu na noite deste domingo (4) a 90ª edição do Oscar, no Teatro Dolby em Los Angeles. Apresentada novamente por Jimmy Kimmel, a premiação da Academia (maior da sétima arte) acumulou algumas façanhas. Muita história foi feita e listaremos uma por uma aqui pra você, confira:

Antes mesmo da entrega das estatuetas começar a ser feita, muitos acontecimentos históricos já marcavam a edição. Indicada por Melhor Fotografia em ‘Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi’, Rachel Morrison tornou-se a primeira mulher na história da Academia nomeada nesta categoria. O mesmo filme é responsável por outro feito, Dee Rees sendo a primeira mulher negra concorrendo a Melhor Roteiro Adaptado.

Muito a celebrar também para os transgêneros que foram bem representados. A primeira indicação de um homem trans veio com Yance Ford pelo documentário ‘Strong Island’. Já o filme chileno Uma Mulher Fantástica, que acabou levando Melhor Filme Estrangeiro, é estrelado por uma atriz trans. Seu nome é Daniela Vega e ela foi a primeira mulher trans protagonista em um filme nomeado e a primeira a apresentar um Oscar (uma das músicas de Melhor Canção Original).

Seguimos para as premiações e o recorde de mais velho ganhador foi batido por James Ivory. Ele recebeu a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado por Me Chame Pelo Seu Nome com 89 anos de idade. O antigo detentor desta proeza era Ennio Morricone, 87 anos, premiado por Melhor Trilha Sonora em ‘Os Oito Odiados’.

Já no começo da apresentação, Jimmy Kimmel anunciou que o vencedor com discurso mais rápido levaria pra casa um jet-ski. O ganhador foi Mark Bridges que levou Melhor Figurino por Trama Fantasma, única vitória do longa de Paul Thomas Anderson.

Quem teve muito a comemorar foi a Netflix, que enfim saiu vitoriosa do Oscar. O serviço de streaming já vem ganhando mais espaço nas indicações da Academia e nesta noite foi agraciado. Tudo graças a Ícaro, ganhador de Melhor Documentário, produção sobre o escândalo de doping na Rússia.

O mundo dos esportes também se viu eufórico após o anúncio do Melhor Curta de Animação dado a Querido Basquete. O desenho foi escrito, narrado e produzido por Kobe Bryant; com direção de Glean Keane. Trata-se da adaptação em animação da carta de despedida das quadras feita pelo atleta em 2015. Além de ser um dos maiores de todos os tempos na NBA, agora é o primeiro a ganhar uma estatueta.

Jordan Peele já estava marcado na história por ser o primeiro negro a concorrer por Melhor Filme, Direção e Roteiro. Tudo isso na sua estréia nessas funções na sétima arte. As coisas ficaram melhores quando ele ganhou o prêmio de Melhor Roteiro Original por Corra!. Sendo assim é o primeiro negro na história a ganhar em tal categoria.

Com a vitória de Guillermo del Toro como Melhor Diretor pelo trabalho em A Forma da Água, uma supremacia aumentou. A de diretores mexicanos vitoriosos e consagrados pela Academia. Nas últimas cinco edições, quatro vencedores por Melhor Direção vieram do México. Ele se junta a Alfonso Cuarón (‘Gravidade’ em 2014) e Alejandro González Iñárritu (‘Birdman’ e ‘O Regresso’, de 2015 e 2016). O único a interromper tal hegemonia foi Damien Chazelle e seu ‘La La Land’ no ano passado.

A Forma da Água, ganhador de Melhor Filme, quebrou uma sequência nada interessante. Antes dele, o último filme ganhador que continha uma mulher no papel principal foi ‘Menina de Ouro’ em 2005.

Um dado preocupante à Academia é que este Oscar de 2018 foi o menos assistido da história. Com uma média de 18,9 pontos de audiência, a premiação caiu 15% em comparação com a última (22,4 pontos). O posto de menor audiência era até então da edição de 2008, apresentada por Jon Stewart, com 21,9 pontos. Veremos qual será o posicionamento e modificações dos responsáveis, e que venha o Oscar 2019.