Você sabia que a indústria da moda é a que mais polui o meio ambiente, ficando atrás apenas da indústria petrolífera? Sabia que por todo o mundo, milhares de pessoas (geralmente mulheres e em alguns países, até crianças) trabalham arduamente em condições sub-humanas para receber apenas U$2 por dia?

Foi para falar sobre essas e outras situações do mundo da moda que surgiu o Fashion Revolution, evento do qual Curitiba participa pelo terceiro ano consecutivo. Entre os dias 24 e 30 de abril, bate papos, oficinas e workshops serão realizados por toda a cidade.

O Fashion Revolution foi criado por um conselho de líderes da indústria da moda sustentável após o desabamento do Rana Plaza, em Bangladesh. O edifício concentrava fábricas têxteis e seu desabamento, que é considerado a maior tragédia do mundo da moda, deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos.

Trazendo informações como essa à tona, essa ação global propõe uma pergunta simples: “quem fez as minhas roupas?”. Essa discussão visa incentivar o público a pensar em toda a cadeia de produção da indústria da moda: desde o agricultor que cultivou o algodão para os tecidos até as mãos dos costureiros que trouxeram forma para a sua roupa. Serve para aumentar a conscientização e informação dos consumidores e produtores de moda.

O Curitiba Cult recomenda que todos assistam “The True Cost”, disponível para stream no Netflix. É um documentário que mostra as perspectivas de pessoas que fazem parte da indústria da moda e como estamos diretamente conectados a todas elas. O filme fala sobre o verdadeiro custo de cada peça de vestuário que compramos.

Deixamos aqui um trecho do documentário que nos marcou muito: “Continuaremos procurando a felicidade consumindo coisas? Ficaremos satisfeitos com um sistema que nos faz sentir ricos, enquanto empobrece dramaticamente nosso mundo? Continuaremos a ignorar a vida daqueles que estão por trás de nossas roupas? Ou será este um momento de virada, um novo capítulo na nossa história, quando juntos, começaremos a fazer uma verdadeira mudança… quando lembrarmos que TUDO o que vestimos foi tocado por mãos humanas? No ceio de todas os desafios que enfrentamos hoje, por todos os problemas que parecem maiores do que nós, e além do nosso controle, talvez possamos começar aqui, com as roupas.

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