Levou algum tempo para que eu conseguisse aceitar. Sempre quis a sua felicidade, mas a nossa turbulência me fazia ter raiva. Eu queria que nada daquilo tivesse acontecido, e então eu nos quis de volta por um bom tempo. Hoje, enfim, eu consegui dar uns poucos passos para onde deve estar morando a minha felicidade.

Eu quero que você seja feliz. Quero que ele te faça cafuné todas as noites, que escutem algumas músicas do Caetano e dividam jantares em lugares pouco conhecidos. Eu quero que ele seja tão teu quanto eu fui – e aqui eu nem falo de propriedade, e sim de amor mesmo. De entrega. De verdade.

Dói, sim. Negar seria omitir que ainda te vejo por todos cantos. Mas ao mesmo passo que quero que isso passe, também quero que para você ele seja o melhor. Que te cuide quando estiver doente, respeite os seus dias ruins e te espere paciente arrumar o cabelo. Quero que ele te proteja e diga que você é especial, que te olhe todas as vezes que você rir de um jeito engraçado quando assistir Friends. Coisas que eu fiz, coisas que deveria ter feito mais.

A vida é traiçoeira. Então, se ele decidiu te tirar de mim, acho que foi para que eu entendesse o que é perda, dor, cura, reencontro e persistência. Talvez agora eu entenda exatamente o que tanto procurei e achei que por anos tinha como melhor amigo: o amor. E, sabe, a gente só dá significado quando é constante, latente… Quando o sentimento toma conta de nós e aí entendemos qual é o seu papel. E o papel do amor é fazer crescer – em todas as formas.

Então eu quero que ele te faça feliz. Até porque, se ele não fizer, eu juro que volto.