Vingadores: A Era de Ultron ainda nem saiu dos cinemas e a Disney já lança outra grande produção, sem super-heróis dessa vez, mas com muitos efeitos especiais Tomorrowland chega aos cinemas nesta quinta (4). A trama futurística conta com a direção de Brad Bird e no elenco nomes como George Clooney, Britt Robertson e Hugh Laurie.

O filme se desenrola tendo a personagem Casey (Briit) entrando em contato com um mundo paralelo, o qual foi criado pelas pessoas mais inteligentes que existem na intenção de poderem desenvolver qualquer criação futurística. Porém, as coisas não correm bem em nenhum dos lados e só Casey pode ajudar e para isso ela conta com a ajuda de Frank Walker (Clooney).

Brad Bird é um dos mais famosos diretores da Pixar, e é responsável por “Os Incríveis” e “Ratatouille”. Fora da Disney, dirigiu o quarto filme da franquia “Missão Impossível”. Um currículo ainda pequeno para Bird, mas que não o limita de querer inovar. Tomorrowland é um projeto audacioso, até muito pela falta de aprofundamento. O diretor também assumiu o roteiro, ou seja, a liberdade era total e deveria ter sido melhor aproveitada. Toda a intenção de um mundo paralelo, com milhares de invenções e onde tudo ocorre perfeitamente, é excelente. Entretanto essa ideia é apenas um gancho para levar ao filme, só serve como chamada do trailer e de base ao desenrolar do longa.

A proposta em certos momentos não parece a de fazer um filme de ficção, mas sim algo que conscientize o espectador. Escancarando a cada minuto que os problemas que vêm acontecendo no planeta estão diretamente ligados as atitudes humanas. Que o mundo vai morrer por culpa do homem e apenas o mesmo pode salva-lo. Casey entra como o tipo de pessoa requisitado atualmente: aquela que não desiste, uma sonhadora que busca sempre o melhor em tudo e de alguma forma tenta solucionar as falhas existentes.

O roteiro é muito confuso em variados momentos e mal explorado também. O filme começa com Walker falando diretamente ao espectador, algo que enfatiza o lado lição de moral, como na forma de um documentário (tentativa falha e chata, por sorte dura poucos minutos). Então vamos para a infância de Walker, excelentemente interpretado por Thomas Robinson, e assim descobrimos um pouco sobre sua vida e a tal Tomorrowland. Surgem Nix (Laurie) e a garota Athena (Raffey Cassidy), outra criança que manda muito bem e se destaca na atuação, enquanto o primeiro pouco cativa no papel de um possível vilão, a garota é a válvula emocional do filme. No momento em que conhecemos Casey, o papel dela como salvadora e tudo mais, o filme para no tempo e simplesmente entrega uma sequência de cenas previsíveis e pouco empolgantes.

As atuações são ótimas. Clooney foge do lado galã sério, para algo mais despojado e heróico. Britt Robertson não inspira tanta confiança, mas tem um carisma suficiente pra dar rumo ao filme. Nada supera as crianças do filme, essas sim dão um show. Tanto Thomas Robinson (jovem Frank) quanto Raffey Cassidy (Athena) apresentam um vasto repertório de ação, humor, drama e até romance. Pena que apesar de toda uma ideia interessante, com possibilidades amplas, Tomorrowland acaba se tornando mais algo imaginativo do que real.

Ponto fraco

Quase não existe Tomorrowland. O tal lugar onde nada é impossível é simplesmente deixado de lado e não o vemos em cena. Se existe a expectativa de ver algo incrível, cheio de invenções e coisas futurísticas, pode esquecer.

Ponto forte

Excelentes efeitos visuais. Apesar de poucos minutos sendo retratado, Tomorrowland é muito bem feito digitalmente e beira o realismo. Armas presentes no filme, viagem de foguete e outros itens realçam esse lado. Acompanhado ainda de uma belíssima fotografia, o filme se torna um bom entretenimento ficcional.

Nota: 5,5

Trailer – Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível