Crítica – A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)

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Mais uma das grandes estreias da semana é A Teoria de Tudo, o filme que conta  a história do físico Stephen Hawking e tem sido indicado a vária premiações este ano – entre elas, o Oscar. Baseado no livro de mesmo nome escrito pela ex-mulher de Hawking, o longa foca muito em sua vida conjugal, passando sem maior aprofundamento pelos grandes momentos de sua carreira.

Dirigido por James Marsh, o filme começa numa festa, quando Jane (Felicity Jones) e Stephen (Eddie Redmayne) se conhecem. A partir daí, a narrativa romantiza a vida do casal, fazendo com que a moça se transforme numa espécie de heroína. Mesmo quando trai o marido, ela cativa o público.

Felicity Jones está bem, mas não impressiona. Sua indicação ao Oscar causa até certo estranhamento, quando suas concorrentes são, por exemplo, Julianne Moore, que emociona o público em Para Sempre Alice, e Rosamunda Pike, que vive a surpreendente Amy de Garota Exemplar.

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A parte mais impressionante é, sem dúvida, a evolução da doença de Hawking, bem interpretado por Redmayne, que levou o Globo de Ouro pelo papel. O físico sofre de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que lhe atrofiou os músculos, impossibilitando qualquer movimento com o passar do tempo – e sua patologia foi transposta às telas com maestria.

Pontos fortes

A atuação de Redmayne, os figurinos e a bela fotografia.

Pontos fracos

Hawking é mundialmente conhecido por sua excelência como físico. Embora o filme humanize sua trajetória, o que é positivo, fica evidente que é uma visão parcial das coisas, construída por sua ex-esposa, passando de forma desleixada pelo que envolve sua carreira. No fim das contas, é um romance meio floreado.

Nota: 8,0

Trailer – A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)

Por Jessica Carvalho
29/01/2015 23h55