Drama de uma menina de Okinawa, que perde o pai no mar do Japão, o monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente” completa dois anos em cartaz. Para celebrar essa trajetória premiada, serão realizadas apresentações no Solar do Barão nos dias 4 e 5 de dezembro, às 19h30, na sala Scabi. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).  Escrita e interpretada por Fernanda Fuchs, com direção de Hermison Nogueira e Franco Fuchs, a montagem conta com figurino e cenografia de Katia Horn e iluminação de Valter Dorte.

Trajetória premiada

Em dois anos de apresentações, o monólogo viajou para cinco cidades e participou de sete festivais. Conquistou também três prêmios: troféus de melhor atriz e de segundo melhor espetáculo no 4º Festival de Teatro de Paranaguá, e o terceiro prêmio da Sociedade Bunkyo, em São Paulo, pelo texto de Fernanda Fuchs.  Além de ser apresentada em teatros convencionais, a peça tem sido encenada em espaços alternativos como casarões, escolas, bibliotecas, parques e também na rua. “Desde a pré-estreia no Festival Seto Matsuri, no fim de 2012, a peça ganha constantemente características novas e isso renova o interesse de quem já viu o trabalho. Há sempre uma interação diferente com cada espaço, seja em termos de cenografia, iluminação e na forma de receber o público. A montagem no Solar do Barão é exemplo disso”, conta Fernanda.

Rumo a Okinawa em 2015

O monólogo deve permanecer em cartaz no próximo ano e até o fim de 2015 Fernanda espera fazer uma apresentação em Okinawa, província japonesa que tem inspirado a montagem. “As pessoas que conhecemos da comunidade okinawana sempre destacaram a alegria, a hospitalidade e a riqueza cultural dessa região, que é bastante diferente do resto do Japão. Queremos então aprofundar nossas pesquisas sobre esse universo e fazer um intercâmbio, difundindo elementos da cultura brasileira e okinawana, que possuem muitas coisas em comum”, explica a atriz.

Mar de ausências e esperas

O encontro das correntes oceânicas Oyashio (do tipo fria) e Kuroshio (quente) provoca uma abundância de peixes no Japão. Mas, na cabeça de Fernanda Fuchs, o encontro das águas gerou “Corrente Fria, Corrente Quente”.  Na peça, uma jovem de Okinawa (província localizada no extremo sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou. Sentado a poucos metros da atriz, o público testemunha o cotidiano da garota e o seu mergulho na elaboração da perda paterna.

“Corrente Fria, Corrente Quente”, de Fernanda Fuchs, completa dois anos – Serviço

Data: 4 e 5 de dezembro (quinta e sexta-feira)

Onde: Solar do Barão (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533 – Centro)

Horário: 19h30

Quanto: R$20 (inteira) R$20 (meia)

Vendas: no local

Créditos: Vanessa Vzorek