Comece deixando a preguiça de lado. Eu sei que você prefere cores escuras ou sóbrias, pois são mais fáceis para montar o look. O erro nas escolhas é menor? Pode até ser, mas você deveria diminuir o nível de acomodação e tentar algo novo.

Talvez nem o erro seja o motivo. Talvez seja um pouco de medo. Talvez o medo seja a tal da reprovação alheia. Medo não só de usar diferente, mas de sair da “caverninha” do próprio rótulo que você colocou ao seu redor. Pare com isso.

Fotografar em dia de semana é um pouco complicado. Ninguém tem tempo para nada. Ou tem, só não quer conversar. Enfim, é uma mistura de corrida e sorte. Nas roupas, a pressa é nítida. São tons fechados e modelagens desconfortáveis. É mais fácil do que você imagina ver gente puxando saia ou camiseta para baixo, virando o pé com saltos altíssimos, tirando o casaco, soltando a gravata e se perguntando “por que é que sai de casa assim?”. Ah, se você fosse menos preguiç[email protected] e pão [email protected]

“Curitiba deveria ser sempre cinza <3”. [email protected], não é porque o seu céu é desta cor que meu dia e meu vestuário será também. Eu amo cores, cores vivas e alegres. Se eu sei usar? Nem sempre, é claro. Eu erro e muito! Mas é “errando” que eu me divirto, é “errando” que eu não fico camuflada entre centenas de pessoas que vejo na rua.

Sim, o colorido tem um pé no seu humor. Algo sobre psicologia das cores, que eu não conheço tão bem, mas deixo como dica para você pesquisar. Pode ser em qualquer estação. Nas fotos da coluna de hoje, por exemplo, o tempo foi de frio para quente. Dois dias bastaram – por um momento, pensei até que iria perder a pauta “Curitiba não é só cinza”. E o exagero no cinza, se você não compreendeu, foi mesmo proposital.

E como surgiu a minha vontade de escrever sobre cores? Simples, se você é da capital vai entender melhor… A feira da praça Osório começou há poucos dias e, para mim, sempre foi parada obrigatória. Pensando em completar essa matéria, não resisti e matei uma das minhas curiosidades: conversei com Vilma do Rosário Teixeira, a mulher por trás da barraquinha das sapatilhas coloridas. “Eu e meu marido fazemos esse trabalho há 40 anos”, disse ela, que confecciona os sapatos manualmente para vender também na feira do Largo da Ordem. Para Vilma, o estilo curitibano deve ser composto por “qualidade do material, como o couro [que eles utilizam], pelo conforto e, principalmente, pelas cores. É na diversidade que está a graça”. A artista, infelizmente, não quis ser fotografada.

“O que te prende em uma cor ou estilo?”, reflita sobre isso. Vale mais pensar do que estocar eternamente as roupas escuras no guarda-roupa.

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Obs: se você gosta de moda e street style, é bom visitar a exposição ‘Paris Aqui’ da Ana Clara Garmendia, no Pátio Batel, em Curitiba. A fotógrafa e jornalista traz imagens incríveis registradas na capital francesa. A abertura acontece nesta terça-feira (31), às 19h. Vamos?